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Dízimos e Ofertas

PARTE 1
“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa,…” (ML 3:10a)
Objeto de grande polêmica nos meios de comunicação e muitas vezes até nas Igrejas, o dízimo tem sido item questionado sobre sua obrigatoriedade ou não. A postura apresentada aqui, é com base nas Sagradas Escrituras, e não uma posição pessoal. Queremos portanto, tentar esclarecer o visão do dizimo, sob as instruções que Deus deu, portanto, uma posição bíblica sobre o assunto.
Para falarmos do dízimo, teremos que voltar à historia do povo de Israel, logo no começo. Naquela ocasião, Deus ordenou que todo primogênito homem e todo macho (animal) nascido em cada lar de Israel, deveria ser consagrado a Ele “ENTÃO falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Santifica-me todo o primogênito, o que abrir toda a madre entre os filhos de Israel, de homens e de animais; porque meu é.” (ÊX 13:1-2). Esses, separados para Deus, serviriam para lembrar que Deus havia tirado Israel da terra do Egito, após a morte de todo primogênito egípcio, pois em suas casas (dos egípcios) não haviam as marcas de sangue nos umbrais da porta.
Onde e como tudo começou. Após Israel ter saído da terra do Egito, Deus ordenou que o povo fosse dividido em 12 tribos, sendo que a tribo de Levi — os Levitas, seriam os que serviriam na tenda da congregação, local onde seriam apresentados os sacrifícios pelos pecados do povo, ofertas, entre outras atribuições. Como o próprio nome diz, “congregação” ou ajuntamento, hoje chamada de Igreja. “E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Toma os levitas do meio dos filhos de Israel e purifica-os; E assim lhes farás, para os purificar: … E Arão oferecerá os levitas por oferta movida, perante o SENHOR, pelos filhos de Israel; e serão para servirem no ministério do SENHOR. … E separarás os levitas do meio dos filhos de Israel, para que os levitas sejam meus. E depois os levitas entrarão para fazerem o serviço da tenda da congregação; e tu os purificarás, e por oferta movida os oferecerás.
…”Porquanto eles, dentre os filhos de Israel, me são dados; em lugar de todo aquele que abre a madre, do primogênito de cada um dos filhos de Israel, para mim os tenho tomado….” (NM 8:5-26)
Com as atribuições dadas ao levitas eles não poderiam fazer outro trabalho, devido as suas atribuições na tenda da congregação — ordenadas por Deus (as atribuições dos levitas, poderá ser acompanhada nos livros de Levíticos e Números, que trazem diversas leis sobre os sacrifícios e ofertas), ordenou então o Senhor Deus, que todas as outras 11 tribos entregassem à tribo de Levi — os Levitas, parte de sua colheita e criação, que seria o dízimo. E a parte que os Levitas recebiam, também teria o dízimo, que seria entregue a Deus em forma de ofertas alçadas, feito pelos levitas (é bom lembrar que, o dízimo separado para Deus era o melhor de suas colheitas ou criações). “E eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo ministério que executam, o ministério da tenda da congregação. E nunca mais os filhos de Israel se chegarão à tenda da congregação, para que não levem sobre si o pecado e morram. Mas os levitas executarão o ministério da tenda da congregação, e eles levarão sobre si a sua iniqüidade; pelas vossas gerações estatuto perpétuo será; e no meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão, Porque os dízimos dos filhos de Israel, que oferecerem ao SENHOR em oferta alçada, tenho dado por herança aos levitas; porquanto eu lhes disse: No meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão. E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Também falarás aos levitas, e dir-lhes-ás: Quando receberdes os dízimos dos filhos de Israel, que eu deles vos tenho dado por vossa herança, deles oferecereis uma oferta alçada ao SENHOR, os dízimos dos dízimos. E contar-se-vos-á a vossa oferta alçada, como grão da eira, e como plenitude do lagar. Assim também oferecereis ao SENHOR uma oferta alçada de todos os vossos dízimos, que receberdes dos filhos de Israel, e deles dareis a oferta alçada do SENHOR a Arão, o sacerdote. De todas as vossas dádivas oferecereis toda a oferta alçada do SENHOR; de tudo o melhor deles, a sua santa parte.” (NM 18-21-29)
O dizimo é uma ordem. É extremamente nítido e claro, que o dízimo que o povo deveria trazer ao Senhor, seria para o sustento da Casa do Senhor. Seria para a manutenção daqueles que ali estariam cuidando das coisas do Senhor — os Levitas, e isso foi ordenado por Deus, conforme pode-se ler: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa,…” (ML 3:10a). O verbo “trazei do texto” — está no modo imperativo, portanto é uma ordem, de quem a expressa. Logo, Deus ORDENA, que os dízimos cheguem até Sua Casa. Observe também, que quando a frase é dita, a palavra indica que Deus está em sua casa. Deus não disse “levai”, como se Ele estivesse em outro lugar, mas disse “trazei”, portanto quando levamos os dízimos ao altar de Deus os levamos.
O dízimo nos dias atuais. Muitas pessoas nos dias de hoje, ainda questionam sobre o dízimo, que sustenta missionários e pastores, e algumas pessoas afirmam que o dízimo é algo do velho testamento. Veja o que o apostolo Paulo escreveu em sua carta aos Corintios: “Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho.” (I CO 9:14). Portanto todos os pastores, missionários e aqueles que tem como ministério anunciar o evangelho, justo é que vivam do evangelho. Veja mais referências (Mat. 10:10; Lc. 10:7; I Tim. 5:18 e Dt. 25:4). Abra sua Bíblia e consulte.
Deus não é investimento. Muitas pessoas contribuem com seus dízimos, como se fosse uma aplicação. Quanto mais se dá, mais se recebe. Puro engano, apesar de existirem igrejas que pregam a “teologia da prosperidade” sem qualquer base bíblica, ou com algum texto que é distorcido, para que se pareça verdade . A realidade é que tal afirmação , não existe. Deus quando ordenou que se desse o dízimo, isso se daria pelo recebido (valor total — bruto) “De todas as vossas dádivas oferecereis toda a oferta alçada do SENHOR; de tudo o melhor deles, a sua santa parte. “(NM 18:29), e não pelo que haveria de receber. Logo, a “teologia da prosperidade” cai por terra.
Um pequeno exemplo. Outro dia um rapaz estava indo para seu local de trabalho. Chegando o ônibus próximo ao local onde deveria descer, saltou do veículo. Como havia algum tempo até que expediente começasse, ele parou na banca de jornais e leu as manchetes.
Em um dos jornais, havia uma matéria que lhe despertou interesse. Viu também a revista que todo mês comprava, pois tratava-se de seu hobbie. Não teve dúvidas: comprou os dois e pagou.
Ao chegar em seu local de trabalho colocou o troco em sua carteira, mas notou que o jornaleiro lhe devolveu mais do que deveria. Acreditou que deveria devolver, pois todos os dias passava pela mesma banca, e o jornaleiro poderia lembrar e ele ficaria em situação delicada. Portanto, tarefa para o dia seguinte: devolver o dinheiro ao jornaleiro, logo pela manhã.
O dia seguinte amanheceu chovendo e o rapaz não teve como passar no jornaleiro para devolver-lhe o que de direito era seu, pois em frente a banca havia uma enorme poça de água. O dia seguinte seria a alternativa, mas era sábado e o rapaz não trabalhava de sábado.
A segunda-feira seria o dia certo. Faria isso com toda a certeza, mas teria que passar todo o final de semana com a sensação de estar com algo que não era seu. Era quase que produto de um roubo, pois ele sabia que não lhe pertencia aquele dinheiro.
Conclusão:
Quantas pessoas recebem seus salários, seus rendimentos, seus honorários, mas sequer dão o dízimo. Na verdade acabam gastando o “dinheiro de Deus” em pagamento de carnês, impostos, prestação do carro, roupa, etc., tudo feito com algo que não lhes pertence. Algo que deveria ser levado ao altar, mas procedendo de forma errada, roubam a Deus
“Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos. E todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o SENHOR dos Exércitos.” (ML 3:8-12)

PARTE 2
Nessa parte estudaremos sobre sete revelações que precisamos ter para ofertar e dizimar na obra de Deus. O rei Davi é um exemplo tremendo na bíblia daqueles que possuem estas revelações sobre dízimos e ofertas ao Senhor Todo Poderoso (1 Cr 29.1-21). É curiosa a forma com que, os mesmos irmãos que animam o louvor e a pregação, aquietam-se na hora de ofertar. Muitas vezes o momento que deveria ser de alegria e muita celebração, torna-se pesado por tratar de dinheiro. Poucas pessoas ofertam no culto — é nesse momento que nossa espiritualidade é revelada, a qual determina se nós seremos aprovados por Deus e usados por Ele no futuro.
Em 2 Coríntios 9.6-11 esta escrito que Deus não deseja somente que ofertemos, mas que façamos isso com alegria. Nossa alegria em ofertar agrada a Deus, pois Ele ama quem oferta com alegria. É maravilhoso saber que nossas ações geram celebrações celestiais.
Porque muitas pessoas resistem em dar suas primícias ao Senhor enquanto outras se alegram com a oportunidade?
Acredito que os que dão com alegria, fazem isso por terem tido revelação da palavra. Sua alegria é baseada na revelação dos propósitos, planos e promessas de Deus. A luz da palavra abriu-lhes os olhos para a Verdade e agora eles não voltarão a servir ao dinheiro, este porém servirá o reino de Deus. O dinheiro é um mestre terrível, mas um bom empregado.
É impossível ofertar com alegria estando sob pressão. Nossa intenção não é forçar ninguém a ofertar, e sim compartilhar revelações a esse respeito. Você verá que o Senhor colocou antes de nós uma escolha entre ter uma vida medíocre ou de milagres, em uma vida “nunca bastante” ou “mais do que bastante”.
Jesus viveu uma vida de milagres e convidou seus discípulos a segui-lo. Infelizmente só Pedro respondeu enquanto pisava nas águas. A escolha é nossa: uma vida com mentalidade pequena e limitada em nossas zonas de conforto ou uma vida sobrenatural na força do Deus vivo. Precisamos ter revelações claras sobre este assunto tão importante para as nossas vidas. Dizimar e ofertar é um ato de obediência ao Senhor.
Aqueles que têm essas revelações…
1. Sabem que, suas ofertas são a expressão mais alta da adoração verdadeira (I Cr 29.2-5)
Os Evangelhos dizem que quando Jesus visitou o templo ele não contemplava as orações e os elogios do povo judeu, mas ele se sentava para observar aqueles que estavam dando ofertas. Os Fariseus eram especialistas a fazer orações estendidas e adorações solenes, mas seus corações estavam longe do Deus. Na terminologia moderna nós podemos dizer que as ações falam mais que palavras. O que nós fazemos com nosso dinheiro revela mais sobre nosso coração do que qualquer outra coisa, porque revela nossas prioridades. Dar abundante é adorar extravagantemente.
Os três magos não somente se prostraram e adoraram o Cristo que nasceu, mas deram também ofertas de ouro, incenso e mirra. O ouro aponta para realeza e é um material de grande valor. Isso mostra que os três reis reconheceram Jesus como um rei superior a eles. Os vinte e quatro anciões em Apocalipse, se prostravam e adoraravam o Senhor e depositavam suas coroas diante do trono. Quem não dá seu melhor para Deus mostra que não reconhece a autoridade e o poder do Senhor Jesus. Deus está procurando verdadeiros adoradores (para assumir o lugar dos anjos caídos).
2. Sabem que, o Pai celestial se alegra quando seus filhos agem como Ele (I Cr 29.17)
Nada satisfaz tanto o Pai quanto ver seus filhos agindo como Ele. Seu Espírito está trabalhando em nós para nos transformar em Sua imagem e semelhança. O Senhor mesmo é extravagantemente generoso. Ele deu Seu filho ao mundo pecaminoso e egoísta.
O Filho deu Sua vida pelo seus amigos. O sangue que Ele derramou tem um valor bem mais alto do que toda a prata e ouro deste mundo. Como filhos verdadeiros nós nos deleitamos em nos comportarmos como nosso pai celestial. Enquanto o mundo se deleita em receber, nós nos deleitamos em dar, porque “mais bem-aventurada é dar que receber” (At 20.35).
Jesus deu a si mesmo pelo o que Ele é, não porque procurou uma recompensa. Sua natureza é do amor. É possível dar sem amar, mas não é possível amar sem dar. É sua natureza é dar. Então isto é verdadeiro para nós porque nós temos sua natureza. Nós devemos ser o povo mais generoso da terra por causa de quem nós somos. Pois, se segundo Ele é, também nós somos neste mundo (1João 4.17). Nós somos Seu povo. Nós não amamos este mundo. Nós somos embaixadores de um outro reino e nossa paixão é estabelecê-lo aqui na terra.
3. Sabem que, suas ofertas determinam o destino eterno de outras pessoas (I Cr 29.18)
A doação de sua vida é mais importante do que a duração dela. Jesus viveu 33 anos, contudo sua existência foi um marco na história humana. O dinheiro investido para o propósito do reino de Deus pode mudar o destino eterno de milhões de pessoas. Somente quando você chegar ao céu você vai ver verdadeiramente o efeito de suas ofertas.
4. Sabem que, seus dízimos e suas ofertas quebram o poder de mamon (I Cr 29.17)
Mamon é um espírito que controla a maioria dos seres humanos. Por que o dinheiro influencia suas principais decisões. Quando damos nossas primícias ao Senhor e colocamos o reino de Deus em o primeiro lugar, quebramos o poder desse espírito em nós. Declaramos ao mundo espiritual que, Deus (e não Mamon) é nosso Senhor e Mestre. Nos tornamos livres para fazer decisões conduzidas pelo Espírito Santo.
O dinheiro é fisicamente e espiritualmente sujo. Quando nós oferecemos as primícias no altar de Deus nós santificamos todo nosso dinheiro (Mt 23.19).A maldição sobre nossas finanças está quebrada e a bênção está liberada (Ml 3.9;10).
5. Sabem que, os que semeiam colherão (I Cr 29.18)
Hoje você está colhendo o que foi semeado no passado. O crente que não dá não pode esperar receber como o fazendeiro que não semeia, não pode esperar colher. Jesus ensinou seus discípulos: “Daí, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também” (Lc 6.38). Você está no controle de seu futuro. Se você quiser um futuro brilhante, comece semeando hoje.
Aqueles que semeiam com fartura e abundância, ceifam com abundância, mas também eles serão criticados por aqueles que são sovinas e cobiçosos. Aqueles que são incomodados com atos de generosidade extravagante são ladrões vestidos nas roupas religiosas. Eles roubam o próprio Deus não dando seus dízimos e é provável que eles roubem pessoas através de exortação e evasão de imposto de renda etc.
6. Eles sabem, que dar uma oferta de sacrifício é a chave da provisão sobrenatural (I Cr 29.21)
O Deus tem a provisão sobrenatural reservada para nós. A chave para abrir essa porta é dar um oferta de sacrifício. Abraão ofereceu seu filho precioso, Isaque, e recebeu a provisão de um carneiro, a posição de pai das nações, e a promessa de Jeová Jireh.
Quando sabemos que demos uma oferta de sacrifício?
Sabemos quando sentimos dor ao entregá-la. Quando você retorna para casa mais tarde sente falta ou fica preocupado que deu de mais, quando sua mente luta contra si mesmo, mas no seu coração tem uma paz e alegria celestial.
7. Sabem que Deus pode (I Cr 29.10-14)
“Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra.” (2Co 9.8). Este é o plano de Deus — que nós tenhamos bastante para nossa família e mais do que bastante para as boas obras da igreja. A promessa da graça depende do cumprimento do mandamento de Deus — nossas ofertas liberam provisão.
Na realidade, mesmo se nós dermos ofertas de sacrifício nós não devemos temer que nos há de faltar. O Senhor é um Deus que guarda sua aliança. Ele não é devedor de ninguém. Seu nome revela sua natureza – é El Shaddai, Deus que é mais do que bastante; e ele é Jeová Jireh – O Senhor nosso provedor.
Conclusão:
Como dar:
a. Dê com seu coração, não com sua mente
b. Dê com liberdade, não pela necessidade
c. Dê com abundancia se você quiser ceifar com abundancia
d. Dê com alegria se você quiser alegrar o Senhor

PARTE 3
Mateus 6: 24 – “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamon”.
O termo “Mamon” tem origem no aramaico que significa “riqueza”, que por sua vez, está relacionada ao termo “dinheiro”. O texto nos transmite as seguintes lições:
1º) Jesus se refere a “Mamon” como um tipo de “senhor”;
2º) Jesus diz que o dinheiro pode se tornar “Senhor” do homem, e, conseqüentemente, o homem pode se tornar escravo do dinheiro;
3º) Jesus diz que é impossível ao homem servir a dois “Senhores”, pois só é possível dedicar-se fielmente a um único Senhor;
4º) Em nenhum momento vemos Jesus dizendo que o dinheiro é “um mal”, mas está implícito que o amor ao dinheiro é um grande problema para o homem. Isso porque, se o homem amar será controlado por ele. De acordo com este texto:
– Ou você serve a Deus ou ao dinheiro * Ou você ama a Deus ou ama o dinheiro;
– Ou Deus te controla ou o dinheiro controla você.
Mamom, a quem Jesus comparou a um tipo de “senhor” tem uma missão: Tornar o homem ganancioso e avarento.
– Ganância: Sede ou ambição de ganho.
– Avareza: Apego sórdido (exagerado) ao dinheiro.
 A Mensagem de Mamon Para o Coração do Homem.
– Não confie em Deus. Ele não vai suprir as tuas necessidades;
– Dependa só de você mesmo, se você não fizer, ninguém fará;
– O dinheiro é tudo, ame-o;
– Tudo o que você precisa na vida, é ganhar dinheiro;
– Com dinheiro você é um sucesso, sem dinheiro você é um fracasso;
– Procure tirar proveito financeiro de todas as situações (leve vantagem em tudo);
– Ajunte tudo que você puder, não distribua nada;
– Concentre tuas forças, energias, dons, talentos e tempo em ganhar dinheiro.
O desejo do Senhor Jesus é que o homem não seja escravo do dinheiro.
Precisamos compreender que tanto ricos como os pobres podem estar debaixo do poder de Mamon.
* O rico passa dias de angústia e preocupação pelo seu dinheiro e se torna um escravo daquilo que possui.
* O pobre passa dias de amargura pensando na falta do dinheiro, murmura por sua vida difícil, desenvolve dureza e será crítico ou então cairá na maldição da auto-piedade.
 Como Ser Livre de Mamon? A maneira que Deus utiliza para nos libertar é através dos dízimos e ofertas, aliados a um coração puro diante do Senhor.
 Falemos Sobre o Dízimo.
A 1ª menção bíblica sobre dízimo (Gen. 14: 20) – Abraão entrega os dizimos a Melquisedeque.
Abraão representa a igreja, pois foi com ele que Deus fez aliança.
Melquizedeque (sacerdote e rei de Salém) é uma figura de Jesus o nosso Sumo Sacerdote, aquele que recebe os nossos dízimos (Hebreus 7: 1-8).
Abraão entregou os dízimos a Melquizedeque, nós, hoje entregamos nossos dízimos a Jesus.
Considerando Gênesis 14: 21–23 vemos que logo depois de Abraão Ter entregue os dízimos a Melquizedeque, foi tentado a receber do rei de Sodoma muitas riquezas. Abraão recusou tal oferta, e disse que não entraria no sistema do rei de Sodoma, porque ele dependia de Deus para sua provisão.
Todo cristão precisa decidir em que sistema viverá. Assim como dois reis saíram ao encontro de Abraão (o rei de Sodoma representando Mamon e o sistema do mundo), e também Melquizedeque, representando Jesus e o sistema de Deus, assim também hoje precisamos decidir.
No sistema de Deus ele diz: “Daí e ser-vos-á dado” No sistema do mundo Mamon diz: “Retenha tudo o que você puder”.
A prosperidade de Abraão não dependia dos homens, mas de Deus. Ele fez a escolha certa.
O Dízimo no Antigo e no Novo Testamento
• Abraão entregou o dízimo. (Gênesis 14: 20) “E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos, nas tuas mãos! E Abraão deu-lhe o dízimo de tudo”.
• Jacó também o fez. (Gênesis 28: 22 – “… então esta pedra que tenho posto como coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo ”.
• Os dízimos pertencem ao Senhor. (Levítico 27:30 “Também todos os dízimos da terra, quer
dos cereais, quer dos frutos das árvores, pertencem ao Senhor; santos são ao Senhor”.
• Jesus ratificou os dízimos. (Mateus 23:23) “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque dais os dízimos da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que é mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas”.
Devemos lembrar da justiça, da misericórdia e da fé, sem omitir os dízimos.
• Hoje Jesus recebe os nossos dízimos. (Hebreus 7:8) “E aqui certamente recebem dízimos homens que morrem, ali, porém, recebe aquele de quem se testifica que vive”.
Assim como Melquisedeque abençoou e recebeu os dízimos de Abraão, Jesus nos abençoa e recebe os nossos dízimos hoje.
 Porque muitos crentes não são dízimistas.
1º) Dizem que o dízimo é da lei e estamos debaixo da graça.
– O dízimo antecede a lei e não foi estabelecido nela. Como vimos acima, Abraão e Jacó praticaram a entrega do dízimo 400 anos antes da promulgação da lei.
– Jesus falou da prática da entrega do dízimo em Mateus 23:23.
2º) Muitos não são dizimistas porque não sobra dinheiro. Dizem que suas despesas são sempre maiores que seu salário.
– Ninguém dá o dízimo, nós devolvemos ao Senhor porque é Dele.
– Deus não quer sobra, pois não é sopa improvisada.
– O correto é administrar de forma correta o que ganha, separando primeiramente o que deve ser devolvido a Deus.
3º) Não são dizimistas alegando que já dão ofertas.
Em Malaquias 3:8 está claro que dízimo é diferente de oferta.
Oferta cada um dá como quer, o dízimo é entregue como Deus determina.
4º) Não são dizimistas pois acham que o dinheiro é mal administrado.
Saiba que você deve entregar o dízimo assim mesmo e quem administra mal o dinheiro prestará conta ao dono do dinheiro.
5º) Não são dizimistas porque são escravas do dinheiro (Ef. 5:5).
Foram libertas das drogas, dos maus hábitos, etc, mas não foram libertas do amor ao dinheiro.
 Atitudes erradas com relação ao dízimo.
1) Pensando de forma muito carnal alguns dizem: “Eu vou dar um pouquinho este mês e no próximo, se sobrar, eu dou um pouquinho mais”. “Se algum dia eu tiver bastante, poderei dar muito”.
Quem pensa assim tem um engano nos seus corações. Em Lucas 6:10 lemos: “Quem é fiel no mínimo também é fiel no muito; quem é infiel no mínimo também é infiel no muito”.
Logo, a pessoa que diz que gostaria de entregar o dizimo, mas não faz porque tem muito pouco, está mentindo para si mesma.
2) Outro engano e dificuldade com relação ao dízimo se manifesta na atitude daqueles que dizem: “Vou pagar todas as minhas contas e depois, se sobrar, darei o dízimo ao Senhor”. Este é outro engano, porque nunca vai sobrar. A pessoa demonstra que não tem Deus como provedor da sua vida.
3) Há ainda aqueles que pensam que 10% é uma parte muito grande para entregar ao Senhor.
Ao pensar assim estão atestando que os seus corações estão totalmente ligados ao dinheiro, e não reconhecem que tudo vem de Deus: A vida, a saúde, as habilidades, o trabalhos, as realizações, etc. Jesus disse: “Onde estiver o teu tesouro ali estará o teu coração”. Se o teu coração estiver no dinheiro, este será o teu tesouro.
 Atitudes corretas com relação ao dízimo:
1) Entregá-lo com atitude de fé. Tudo o que fazemos em Deus, devemos fazê-lo por fé, com o dízimo não é diferente. A fé deve ser liberada. Devemos crer que somos livres do Sistema financeiro maligno que há no mundo; devemos crer que as janelas dos céus serão abertas sobre nós; devemos crer que todas as nossas necessidades serão supridas.
2) Entregá-lo com alegria. Em II Cor. 9:7 está escrito que Deus ama ao que dá com alegria.
Devemos manifestar nossa alegria por sermos livres em Jesus.
3) Entregá-lo com gratidão no coração. Um aspecto muito importante do ato de dizimar é a gratidão no coração. Deuteronômio 26:1-4 nos mostra esse principio. Quando o povo levava suas primícias diante dos sarcedotes, recordavam que no passado foram escravos no Egito e pelo poder de Deus estavam livres e assim faziam suas declarações de gratidão a Deus.
4) Dizimar faz parte da aliança que temos com o Senhor, pois assim como Abraão entregou os dízimos a Melquisedeque, nós, hoje, entregamos nossos dízimos a Jesus e o fazemos também em obediência, isto faz parte da nossa responsabilidade na aliança.
 As ofertas na vida do cristão.
As ofertas estão intimamente ligadas ao princípio de semear e colher:
“Mas digo isto: Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele que semeia em abundância, em abundância também ceifará” (II Cor. 9:6).
“Não vos enganeis: Deus não se deixa escarnecer; pois tudo o que o homem semear, isto também ceifará”. (Gálatas 6:7).
– Se você plantar milho, colherá milho. Se amor, mor; se violência, violência; se paz, paz.
O que devemos esperar da nossa semeadura?
– Lucas 6:38 “Daí, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos deitarão no regaço; porque com a mesma medida que medis, vos medirão a vós”.
– II Cor. 9: 8, 10 “E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda suficiência, abundeis em toda boa obra. Ora aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para comer, também dará e multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça”.
As promessas de Deus:
 Isaías 64:4 – Deus trabalhará por você.
 Ageu 2:8 – Haverá paz em meio ás crises.
 Hebreus 13:5 – Deus não nos abandonará.
 II Crônicas 11:24 – O Senhor nos abençoará para abençoarmos outras pessoas.
 II Corintios 9: 6-11 – Teremos o suficiente para o nosso sustento.
 Lucas 6:38 – Receberemos de quem tem.

PARTE 4
Ao cumprimentar as pessoas após um sermão sobre o dízimo, numa sexta-feira à noite em uma Semana de Mordomia Cristã, numa importante igreja no Brasil, uma irmã ao apertar minha mão, perguntou – me: “Pastor o senhor não tinha um assunto mais espiritual para pregar hoje?”
Perguntei – lhe: Por que irmã? “É que amanhã vamos ter Santa Ceia e eu esperava ouvir um sermão com um assunto mais espiritual…”
– O que a senhora quer dizer por assunto mais Espiritual?
– “Que fale sobre Jesus como nosso Salvador.”
Como encaramos, irmãos, a questão de dízimo?
Dizimar é um assunto menos espiritual que orar, cantar, ler a Bíblia, fazer visitas missionárias? Dizimar é um assunto meramente financeiro? O que tem a Bíblia e o Espírito de Profecia a nos dizer sobre esse tema?
II – O dízimo de Abraão
A 1ª referência Bíblica sobre o dízimo está em gên. 14: 18 a 20: “Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; era sacerdote do Deus Altíssimo; abençoou ele a Abrão e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, que possui os céus e a terra; e bendito seja o Deus Altíssimo que entregou os teus adversários nas tuas mãos. E de tudo lhe deu Abrão o dízimo.” Por que Abraão dizimou?
1. Reconhecimento de que Deus era o Senhor de sua vida – Soberania Divina.
2. Deus altíssimo – A supremacia de Deus.
3. Criador dos céus e da terra – Portanto possuidor de tudo..
Em reconhecimento disso, Abraão dizimou.
Não dizimou porque queria bênção.
Não dizimou para ajudar o pobre.
Não dizimou porque o salário do Pastor era pouco
Não dizimou porque fosse obrigado
Não dizimou para ter uma função na Igreja.
Dizimou por uma questão puramente espiritual: Porque reconheceu que Deus era o Senhor de sua vida, Aquele que lhe havia dado todas as coisas.
Não desejava que as pessoas dissessem que a fonte de sua riqueza ou prosperidade era fruto do suborno ou de apropriações de guerra por isso disse ao rei de Sodoma o que está escrito no verso 23 de Gênesis 14: “e juro que nada tomarei de tudo o que te pertence, nem um fio, nem uma correia de sandália, para que não digas: Eu enriqueci a Abrão;”
O ato de Abraão dizimar foi puramente espiritual. Ele cria nas palavras de Deus: “Também todas as dízimas da terra, tanto dos cereais do campo como dos frutos das árvores, são do SENHOR; santas são ao SENHOR.” Lev. 27: 30.
III – Trevas na Igreja quando o povo não dizima.
Trevas Penetram na Igreja
“Alguns deixam de educar o povo a cumprir com todo o seu dever. Pregam a parte de nossa fé que não cria oposição ou desagrada aos ouvintes, mas não declaram toda a verdade. O povo aprecia-lhes a pregação, mas há falta de espiritualidade porque os reclamos do Senhor não são atendidos. Seu povo não lhe dá em dízimos e ofertas o que lhe pertence. Esse roubo a Deus, praticado tanto pelos ricos como pelos pobres, traz trevas às igrejas; e o ministro que com elas trabalha, e não lhes mostra a vontade de Deus claramente revelada, é condenado com o povo, por negligenciar seu dever”. Cons. sobre Mordomia pág. 87 par. 2.
“…Se os pastores… deixarem de apresentar à Igreja a importância de devolver ao Senhor o que lhe pertence, se não cuidarem de que os oficiais que estão sob suas ordens sejam fiéis, e que o dízimo seja trazido, estão em perigo. Estão negligenciando uma questão que envolve uma benção ou maldição para a Igreja.
Assim queridos , longe do dízimo ser um assunto financeiro – é um assunto altamente espiritual – é Deus quem diz: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida.” Malaquias 3: 10.
Ele convoca o povo a levar o dízimo e depois fazer prova dEle – Ele vai abrir as janelas do céu e derramar bênçãos sem medidas! Pode haver assunto mais espiritual?!
IV – Espiritualidade é mais que palavras
São de Jesus as palavras: “Nem todo que diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de meu pai que está nos céus. (Mat 07:21).
“Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que crê em Mim, esse também fará as obras que eu faço… Se me amardes, guardareis os meus mandamentos… Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama… Quem não me ama, não guarda as minhas palavras…” S. João 14: 12, 15, 21 e 24.
Muitos estão enganados com respeito ao que constitui assunto espiritual.
Espiritualidade não é viver sonhando com irrealidade. Não é viver em devaneios…
Espiritualidade é cumprir, pelo poder de Cristo, a vontade de Deus.
“…Por mais freqüentes e fervorosas que sejam as orações feitas, jamais serão aceitas por Deus em lugar de nosso dízimo. A oração não paga nossas dividas para com o Senhor.” Cons. sobre Mordomia, Pág. 99.
V – Espiritualidade intimamente ligada com liberalidade
“…A prosperidade espiritual está intimamente ligada a liberalidade cristã…” Cons. Sobre. Mor. pág. 49.
“O amor precisa ser o móvel de ação. O amor é o principio básico do governo de Deus no céu e terra, e deve ser o fundamento do caráter cristão. Isto unicamente pode torná-lo e guardá-lo inabalável; habilitá-lo a resistir às provas e tentações.
O amor será revelado no sacrifício. O plano da salvação foi firmado em sacrifício – um sacrifício tão profundo, amplo e alto, que é incomensurável. Cristo entregou tudo por nós; e os que aceitam a Cristo estarão prontos para sacrificar tudo pela causa de seu Redentor. O pensamento de sua honra e glória terá precedência sobre todas as outras coisas. Cons. Sobre. Mor. Cristã. Pág. 197, Par. 2 e 3”.
VI – Conclusão
Em meu primeiro distrito, ao fazer um sermão sobre dízimos e ofertas, um casal recém-batizado retirou-se da igreja e não mais voltou porque “O pastor era dinheirista.” dizia. Assim também pensava o Jovem rico que foi ao encontro de Jesus: “Retirou – se triste”, para nunca mais voltar.
Que olhemos para os pedidos do Senhor Jesus não com tristeza, como sendo duros. Mas que os olhemos com a visão da Cruz Àquele que tudo deu para que pudéssemos tudo ter.
O dízimo é um assunto altamente espiritual, não tenho dúvidas disso.
Quando o dizimo, estou dizendo: “Eu pertenço ao meu rei; Não tenho nada a ver com o pecado.”
Quando o dízimo reconheço que “do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam.” Salmos 24:01.
Somente pode dizimar aquele que for espiritual “pois, as coisas espirituais se entendem espiritualmente.” II Coríntios 2:14
“…Se dermos o coração a Jesus, trar-lhe-emos também as nossas dádivas. Nosso ouro e prata, nossas mais preciosas posses terrestres, nossos mais elevados dotes mentais e espirituais ser-lhes-ão inteiramente consagrados, a Ele que nos amou e se entregou a si mesmo por nós.” Cons. Sobre. Mor, Pág. 198.

PARTE 5
O discípulo de Jesus é aquela pessoa que renunciou a tudo que possui (Lucas 14:33). Na verdade tudo pertence a Deus. Quando, ao receber Jesus como Senhor, renunciamos o que possuímos estamos apenas desfazendo a mentira do mundo que diz que somos donos do que possuímos. Tudo é de Deus, ele é o Criador.
Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam.
Salmo 24:1
Se o que temos na nossa mão não é nosso, mas de Deus, preciso saber como cuidar daquilo que é dele. Sou um mordomo, isto é, um administrador das coisas que são de Deus e estão comigo. Não posso dispor dessas coisas como eu quero porque não me pertencem. Devo cuidar delas como o dono manda.
O rei Davi tinha esse entendimento. Ele era um homem rico, era um rei, mas sabia que não era dono de nada. Houve uma ocasião em que ele convocou o povo de Israel para entregar uma oferta para a construção do templo. Diante da tão grande quantidade que foi ofertado, ao invés de orgulhar-se por achar que eles tinham dado do que era seu, ele apenas reconheceu que apenas haviam devolvido a Deus o que era dele.
Pelo que Davi louvou ao SENHOR perante a congregação toda e disse:
Bendito és tu, SENHOR, Deus de Israel, nosso pai, de eternidade em eternidade.
Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade;
porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra;
teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos.
Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder;
contigo está o engrandecer e a tudo dar força.
Agora, pois, ó nosso Deus, graças te damos e louvamos o teu glorioso nome.
Porque quem sou eu, e quem é o meu povo para que pudéssemos dar voluntariamente estas coisas?
Porque tudo vem de ti, e das tuas mãos to damos.
I Crônicas 29:10-14
Já que não somos donos do que possuímos, mas tudo é do Senhor Jesus, COMO ELE MANDA QUE EU CUIDE DO QUE É DELE?
1. Um coração igual ao do Senhor
O nosso modelo é o Senhor Jesus. Ele, sendo Deus, criador e dono de tudo, deixou tudo para que nós pudéssemos ser salvos e nos achegar a Deus. Essa atitude de Jesus está descrita em II Coríntios 8:9. Ele entregou a sua própria vida. Disso vemos que o dono das coisas que estão na nossa mão é generoso. Ele não se apega a nada, não é egoísta, não vive para acumular riquezas, mas vive para distribuir o que tem.
Um exemplo maravilhoso de irmãos que aprenderam com Jesus e tinham um coração igual ao dele é o dos irmãos que moravam na Macedônia. Eles eram muito pobres e ainda estavam passando por perseguição por causa do Evangelho. Por causa dessas dificuldades, quando foi levantada nas igrejas uma oferta para ajudar a igreja em Jerusalém, nada foi pedido a eles. Mas eles insistiram para também dar uma oferta. Eles entregaram mais do que possuíam e dedicaram as suas próprias vidas (II Coríntios 8:1-5).
A igreja em Jerusalém também vivia assim: Atos 2:44,45.
O Senhor Jesus é generoso, e os seus discípulos também. A generosidade nos faz ter o coração e as mãos abertas, dar com alegria, dar o melhor que tem, buscar atender as necessidades dos outros.
2. O sustento na Casa de Deus
A Casa de Deus é a Igreja. Ele habita no seu povo. Essa casa/povo precisa ser suprido nas suas necessidades que são duas:
a) A edificação da Igreja/expansão do Reino na terra e
b) A assistência aos necessitados da Igreja.
Para o suprimento das necessidades da igreja, o Senhor e dono de tudo que temos estabeleceu que entregaríamos uma parte do que há na nossa mão para que houvesse suprimento para a igreja.
2.1 Os dízimos (Malaquias 3:10)
Os dízimos são a décima parte do que recebemos e que entregamos como prova da nossa fidelidade a Deus e de que Ele é dono do 100% que temos. Pela lei de Moisés, os dízimos eram entregues para sustento dos levitas (os que viviam do serviço no tabernáculo) e dos necessitados (estrangeiros, órfãos e viúvas) – Deuteronômio 26:12. Esses levitas também separavam a décima parte do que recebiam (o dízimo dos dízimos) e entregavam aos sacerdotes (Números 18:26,27).
Não temos mais levitas e sacerdotes como aqueles. Todos somos sacerdotes. Mas temos na igreja aqueles que se dedicam integralmente à obra e ainda temos os necessitados. Os dízimos são entregues hoje para o sustento daqueles que vivem somente para a pregação e o ensino do Evangelho e para os pobres (I Coríntios 9:14; Atos 4:34).
Quando entregamos os dízimos sabendo que é também para o sustento dos que nos pastoreiam, isso é uma prova da gratidão e fidelidade para com aqueles que nos suprem espiritualmente (Gálatas 6:6; I Timóteo 5:17,18).
Nunca deixe para entregar o dízimo somente se sobrar do seu dinheiro. O dízimo deve ser o primeiro a ser entregue. Há bênção nessa fidelidade. Entregue o dízimo com alegria e não por obrigação ou medo de ser castigado.
Quanto ao dízimo dos dízimos é a décima parte dos dízimos e o enviamos para o sustento e o serviço daqueles que exercem um trabalho apostólico sobre nós.
2.2 As ofertas
Não somos daqueles que acham que o que pertence ao Senhor é o dízimo e que, entregando o dízimo, não tanho mais nada a fazer. Ao contrário, tudo é do Senhor, inclusive o restante que está conosco e entragamos ao Senhor também as ofertas necessárias para o sustento da igreja e para pessoas necessitadas. Vamos fazer menção de três tipos de ofertas:
a) As ofertas alçadas – São ofertas entregues com um objetivo específico. Todos se mobilizam para atingir um determinado alvo e atender uma necessidade. Temos isso na construção do tabernáculo por Moisés (Êxodo 25:1,2,8,9). Temos também uma mobilização para sustento dos irmãos necessitados de outra região (Romanos 15:26,27; I Coríntios 16:1-4).
Os dízimos não devem ser desviados da sua destinação regular (obreiros e necessitados) para atender a provisão de objetivos do tipo construção, aquisição de equipamentos ou imóveis, pagamento de contas, manutenção do local de reunião e tudo aquilo que diz respeito a coisas e não a pessoas necessidades. Essas coisas devem ser supridas por ofertas alçadas.
c) As primícias – Estas são aquelas ofertas que representam o melhor da nossa força, do nosso auge, o melhor da nossa produção ou renda. É a oferta não do que sobra, mas é aquilo que recebemos como o melhor vindo de Deus para nós e resolvemos entregar de volta a ele. Abel deu as primícias, deu do melhor que tinha (Gênesis 4:4,5). Mais sobre as primícias: Êxodo 23:19; Provérbios 3:9,10. Entrego as minhas primícias, por exemplo, quando entrego aquilo seria para planos pessoais, mas resolvi ofertar mostrando ao Pai que ele é mais importante que os meus planos pessoais. Ou quando dou tudo que recebi. Fico sem algo do melhor que poderia ter para que a Casa do Senhor seja suprida. Posso participar da oferta alçada não dando só o que caberia a cada um dar, mas entregando o melhor que tenho.
d) A ofertas de fé – Estas fazem parte das primícias. É aquela oferta voluntária como a que os filipenses mandaram para Paulo quando nenhuma outra igreja mandou (Filipenses 4:15,16), ou como a oferta da viúva que deu tudo que tinha quando os outros davam do que sobrava (Lucas 21:1-4). É a oferta dada com alegria, segundo uma decisão pessoal, mesmo que não haja uma convocação (II Coríntios 9:7).
Conclusão
No Reino aprendemos que é melhor dar que receber (Atos 20:35). Somos abençoados quando somos fiéis e generosos nos dízimos, ofertas e quando repartimos com os irmãos o que temos. Essa bênção de Deus vem de algumas formas:
e) Ao vermos irmãos que estavam necessitados serem socorridos;
f) Ao vermos irmãos sendo supridos e podendo se dedicar à expansão do Evangelho e
g) Ao colhermos daquilo que semeamos.
Aqueles que são generosos são como semeadores que plantam muita semente: colherão com abundância (II Coríntios 9:6; Lucas 6:38). Ainda que a nossa motivação não seja a de ter de volta, mas seja a generosidade, a liberalidade e a fidelidade, podemos estar certos que o nosso Pai mesmo é quem promete multiplicar não somente os recursos, mas também todo tipo de bênção sobre aquele que é fiel e generoso. Se o Senhor promete, estamos certos de que assim será. Deus multiplica as bênçãos sobre aquele que é fiel. Ele multiplica porque sabe que o discípulo vai investir mais ainda na obra e nas pessoas.
A quem dá liberalmente, ainda se lhe acrescenta mais e mais;
ao que retém mais do que é justo, ser-lhe-á em pura perda.
A alma generosa prosperará, e quem dá a beber será dessedentado.
Provérbios 11:24,25

PARTE 6
Vamos falar sobre a quebra de maldições na vida financeira e explicar o propósito de cada oferta exigida por Deus a sua igreja. A igreja com o passar dos anos deixou princípios bíblicos para trás, mas na restauração da igreja estes princípios também vão sendo restaurados. Deus está restaurando os ministérios, as células e o princípios de fidelidade e santidade que foram deturpados coma institucionalização da igreja.

Os dízimos – O dízimo é a décima parte de tudo que ganhamos, fruto de nosso trabalho. A palavra dízimo significa décima parte literalmente. A regulamentação dos dízimos está no livro de Deuteronômio capítulo 14, versos 22 a 29. A entrega dos dízimos é um culto ao Senhor.
O senhor Jesus deu instruções claras sobre isso em Mateus 5. 23 e 24. É com os dízimos que suprimos as necessidades do Reino de Deus, como parte de sua igreja.
As ofertas – As ofertas são contribuições que fazemos voluntariamente, segundo o desejo do nosso coração. Devemos fazê-las liberalmente pois a palavra de Deus nos ensina que “Deus ama a quem dá com alegria”. II Coríntios 9. 7.
As ofertas não são menos importantes que os dízimos, pois são tratadas por Deus, com a mesma seriedade dos dízimos, como podemos ver em Malaquias 3. 8 e 9. Aqui o Senhor fala que seu povo o está roubando nos dízimos e nas ofertas. As ofertas são colocadas em pé de igualdade com os dízimos. Significa que Deus espera a mesma fidelidade de nós. Seja nos dízimos, como nas ofertas e primícias.
As primícias – As primícias são outra forma de culto a Deus. É também uma oferta de gratidão. É um reconhecimento de que Deus é o provedor dos recursos que obtivemos e por isso, os primeiros frutos são dados a Deus em gratidão pela sua fidelidade.
Os propósitos de cada oferta ao Senhor
Tudo na Bíblia tem um propósito. Nenhuma ordem de Deus é por um acaso. Deus não age para satisfazer seus caprichos, ou impor sua condição de Senhor e criador. Tudo que o Senhor Deus nos manda fazer tem um propósito previamente definido. É assim com os dízimos, ofertas e primícias.
O propósito dos dízimos
Dízimos: propósito de PROTEÇÃO – Os dízimos são ofertas que têm o propósito de proteger das ações destruidoras de satanás que vem para roubar tudo o que temos. O diabo é um devorador que quer que não sejamos prósperos. Isto está declarado na Bíblia em Malaquias 3. 10 a 11. O texto diz que devemos trazer todos os dízimos a casa de Deus e o Senhor vai impedir que pragas cheguem até nós. Em Malaquias 3. 8 e 9 o Senhor também fala que seremos alvo de maldições se não formos fiéis nos dízimos e ofertas. Jesus declarou que o Diabo vem para roubar e destruir em João 10. 10a. O dizimista fiel não pode ser atacado pelos devoradores, cortadores, migradores e destruidores que são demônios que trabalham para nos levar a falência como descrito em Joel 1. 2 a 7.
Os dízimos são ofertas entregues em sinal de fidelidade, para que nossos bens e o produto de nosso trabalho seja protegido contra os ataques de satanás.
A entrega dos dízimos é praticada como forma de culto desde os primórdios da Bíblia. Vemos Abraão dando os dízimos ao sacedote Melquizedeque em Gênesis 14. 18 a 20.
Em Deuteronômio 14. 22, temos a regulamentação dos dízimos na lei de Deus.
Podemos ver que quando damos os dízimos Deus nos abençoa e nos desafia a inclusive fazer prova d’Ele. Malaquias 3. 10. Porém o contrário também é verdadeiro, pois o não ser fiel nos expõe aos ataques do diabo, como podemos ver em Ageu 1. 6.
O propósito das Ofertas Voluntárias
Ofertas Voluntárias: propósito de PROSPERIDADE – As ofertas mostram nossa liberalidade. Assim como liberal é o Senhor, nós devemos ser também. As ofertas têm o objetivo de nos fazer prosperar. Ninguém será próspero sendo apenas dizimista. É preciso ofertar para que haja prosperidade. Ofertar é como investimento e podemos ver esta verdade em Lucas 6. 38. O texto é claro pois diz que se dermos receberemos de forma abundante. Boa medida, recalcada e sacudida. Em II Coríntios 9. 6 a 8 vemos ainda que é na medida que semeamos que recebemos. É através das ofertas voluntárias que o Senhor nos torna prósperos.
O propósito das Primícias
Primícias: Propósito de SANTIFICAÇÃO – As primícias são outra forma de cultuarmos a Deus. Deus estabeleceu as primícias como oferta de santificação. Com as primícias nós santificamos todo o restante de nossos rendimentos ou do que produzimos. Todo o nosso lucro será santo ao Senhor. Significa que primeiro buscamos o Reino, crendo que todas as outras coisas nos serão acrescentadas, como nos prometeu Jesus em Mateus 6. 33. As primícias na Bíblia estão detalhadamente explicadas. Vejamos:
Êxodo 13. 1 a 5 – Deus exige que se consagre a Ele, todo primogênito em comemoração a saída do Egito, pois o senhor na décima praga, feriu os primogênitos do Egito.
A data para esta comemoração é o mês de Abib que é o primeiro mês do calendário judaico. Dá a idéia de que o primeiro mês do ano deve ser consagrado ao Senhor, para que todo ano seja santificado.
Levítico 2. 11 e 12 – Referência às ofertas oferecidas como primícias.
Números 18. 8 a 13 – As orientações do Senhor para que as primícias sejam dadas aos sacerdotes.
Deuteronômio 18. 1 a 5 – regulamentação das primícias dadas aos sacerdotes.
Deuteronômio 26. 2 – Deus orienta sobre as primícias que deverão ser dadas ao Senhor logo que colherem os primeiros frutos na terra conquistada sob a promessa de Deus.
Neemias 10. 35 – Quando o povo foi levado de volta do cativeiro fizeram o compromisso diante do Senhor de restabelecer as primícias ao Senhor.
Provérbios 3. 9 – São os conselhos da sabedoria que ensinam a honrar ao Senhor com as primícias da nossa fonte de sustento.
Romanos 11. 16 – O texto fala claramente sobre a santificação. Se é santificada a primeira parte da massa, logo toda massa é santificada.
Romanos 16. 3 a 5 – Paulo faz uma menção honrosa a Epêneto, que foi o primeiro convertido da província da Ásia.
I Coríntios 15. 20 – Paulo faz uma afirmação sobre o fato de Jesus ser as primícias dos mortos. Jesus foi o primeiro a ressuscitar, logo os que estão ligados a Ele ressuscitarão também.
Tiago 1. 18 – Aqui Tiago fala que somos as primícias da criação, o que confere com o salmo 8 que diz que de glória e de honra o Senhor nos coroou. Mostra como a doutrina das primícias é séria e importante para Deus e para o seu Reino.
Entregar as primícias é um ato profético de consagração e santificação. É também um ato de obediência e fidelidade a palavra de Deus. Pois o que cumpre este princípio está mostrando que ama ao Senhor.
Conclusão:
– Quanto melhor fazemos as coisas de Deus mais abençoados somos.
– A fidelidade nas finanças quebra maldições:
. Entregamos os dízimos para nossa proteção contra os prejuízos que satanás quer nos causar.
. Ofertamos voluntariamente como investimento. Quanto mais investimento, maior retorno.
. Trazemos as primícias como forma de santificar todos os nossos rendimentos. Satanás não terá acesso ao nosso dinheiro.

PARTE 7
Nesta pequena apostila nós, discípulos de Jesus vamos tentar nos aprofundar neste assunto tão complexo e tão importante a fim de tentarmos entender melhor OS DÍZIMOS E AS OFERTAS.
Os textos que serão lidos abaixo são frutos de um aprendizado e de um estudo direcionado por Deus com o fim de desfazer toda e qualquer dúvida referente ao valor dos DÍZIMOS E DAS OFERTAS no mundo espiritual e material, desde já agradeço aos irmãos em Cristo por abdicarem um pouco dos seus afazeres e talvez dos seus lazeres para estarem junto a Deus sendo ministrados e ministrando a apostila que segue. Graça e Paz vos sejam multiplicadas.
INTRODUÇÃO
O QUE É O DÍZIMO?
A palavra dízimo significa a décima parte (10% por cento). De cada 100 coisas, eu separo dez. De cada 100 sacos de feijão, ou de cada 100 cabeças de gado, ou de cada 100 Reais, eu separo dez. A décima parte. E o chamado dízimo.
O Dízimo é uma ordem de Deus e não uma opção de escolha. Quando a bíblia relata em Malaquias 3;10 a palavra diz “Trazei”, ou seja, é uma ordenança. Se o dízimo fosse uma opção de escolha deveria estar escrito “ Se Quiserdes, Trazei” ou “Quando Tiver Vontade, Trazei”.
A Palavra é clara em Malaquias 3;10 é uma ordem seguida de uma promessa:
“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas dos céus, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes.”
Antes de começar a gastar, devemos honrar a Deus dando-lhe o que lhe pertence primeiro. A Bíblia diz em Provérbios 3:9 sobre primícias :
“Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de toda a tua renda.”
Dar o dízimo é uma forma de aprender que Deus ocupa o primeiro lugar na nossa vida. Em Deuteronômio 14:22-23
“Certamente darás os dízimos de todo o produto da tua semente que cada ano se recolher do campo. E, perante o Senhor teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer ao Senhor teu Deus por todos os dias.”
O DÍZIMO NA BÍBLIA
a) Abraão dizimou:
“E de tudo lhe deu Abrão o dízimo.” Gn 14.20
Abraão ao regressar da vitória sobre os seus inimigos, deu a Melquisedeque, sacerdote de Deus e rei de Salém, o dízimo de tudo que possuía e despojos da vitória.
b) Jacó se compromete:
“…de tudo quanto me concederes, certamente eu te darei o dízimo.” Gn 28.22
c) Na Lei Mosaica.
“A décima parte das colheitas, tanto dos cereais como das frutas, pertence a Deus, o SENHOR, e será dada a ele.” Lv 27.30 e
“Certamente, darás os dízimos de todo o fruto das tuas sementes, que ano após ano se recolher do campo.” Dt 14.22
O OBJETIVO DO DÍZIMO
O objetivo principal é para que “haja sustento da obra de Deus”. Deve-se entregá-lo no local definido por Deus, geralmente, a Igreja na qual congregamos e ou Ministérios envolvidos com a Obra de Deus. O uso dos montantes advindos do dízimo deverá ser usado para a manutenção das despesas ministeriais, e nos canais usados para a pregação do Evangelho.
É inaceitável que as “igrejas” (instituições) retenham o dinheiro do Senhor em “caixa” enquanto há tantos irmãos padecendo necessidades, em frentes missionárias, ministérios, etc. Necessitados de recursos financeiros para a pregação do evangelho.
Usa como parâmetro, no mínimo, a décima parte dos teus vencimentos, no entanto, dê com liberalidade.
Em nossos dias, este mandamento está desgastado, é visto pela sociedade como um meio de explorar a fé dos mais simples. Esta visão deturpada nasceu em decorrência dos exageros nas práticas usadas pelos pregadores que não observam os princípios de Deus em suas vidas, e literalmente, roubam os servos ao fazerem promessas mirabolantes de riquezas e prosperidades advindas da entrega do dízimo.
O Apostolo Paulo, escreveu uma carta à igreja de Corinto, na qual diz:
“O homem natural não aceita as coisas do Espírito… pois lhe é loucura; e jamais pode entendê-las.” 1Co 2.14
O dízimo é uma bênção àqueles que nasceram de novo e são movidos pelo Espírito de Deus em todas as situações. O homem natural (em pecado) não entende estas coisas e são tomados por questionamentos diversos, usando-os como base, não aceitam o mandamento que orienta-nos a reservar partes dos rendimentos para o Senhor e disponibilizá-los na forma de dízimos e ofertas.
Inclusive é comum ao “homem natural” questionamentos tais como:
. Deus não precisa de dinheiro!
. Deus é dono de tudo!
. Não vou encher a barriga de pastor!
. Ganho pouco, e sou pobre!
. Não sobra para o dízimo!
. Tenho escola das crianças, e muitas despesas!
. Isto é para os ricos!
. etc.
São homens que ainda não entregaram verdadeiramente suas vidas nas mãos do Senhor, são “naturais” e não conseguem enxergar com os olhos do Espírito a vontade de Deus para a vida de seus escolhidos.
Jesus literalmente afirma: “ Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo.” Lc 14.33
Esta é a principal condição exigida aos seus discípulos, a RENÚNCIA. Quando renunciamos a princípios, pensamentos, finanças, conhecimento, sabedoria e até a razão; Nos tornamos “barro na mão do Oleiro” e somos reconstruídos com as qualidades comuns a Cristo. Estas “novas criaturas” são tomadas pelo Espírito Santo e as “coisas espirituais” afloram em atos e ações.
O DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO
É lamentável quando pessoas desprovidas do conhecimento da palavra se levantam de maneira errônea para afirmarem que o dízimo é algo do velho testamento e com o argumento de que vivemos de baixo da Graça e não mais da Lei sendo assim pondo o dízimo como algo não obrigatório.
Vamos observar o que disse o Senhor Jesus em Mateus 23;23;
Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas.
Jesus Cristo adverte os escribas e os fariseus a respeito de todos eles dizimarem e desprezarem o mais importante da lei, porém Jesus diz que eles devem continuar dizimando, mas sem omitir o Juízo a Misericórdia e a FÉ!
OS FIÉIS SÃO ABENÇOADOS
Quando os servos movidos pelo amor a Deus entregam os dízimos com alegria, tornam-se detentores da promessa de Deus. Ele afirma: “…e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós bênção sem medida.”
a) Derramarei Bênçãos sem Medidas.
É preciso que a nossa visão, inicialmente seja espiritual, esta é a visão que verdadeiramente nos interessa. Não devemos dizimar interessados em recompensas materiais. O sentimento que deve nos mover a entregar os dízimos é o amor a Deus. E o Eterno em sua misericórdia recompensará, não necessariamente com prosperidade, mas, possivelmente com a melhor das bênçãos a espiritual e a possibilidade de fazer a sua obra com êxito.
Lembre-se:
“Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.” Lc 14.33
b) Vossa vida não será estéril.
Existe a benção de prosperidade prometida aos fiéis. Deve-se esperá-la, jamais buscá-la. Pois há tempo para todas as coisas, e o Senhor conhece as necessidades de cada um.
Eclesiastes 3:1
¶ Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
A preocupação deve estar em conservar uma vida santa, reta e justa diante de Deus.
c) As Nações vos chamarão de felizes.
Como é bom encontrar um servo fiel, sempre feliz, um rosto formoso que resplandece a paz de Cristo, mesmo em meio às muitas lutas e dificuldades. São estes os fiéis do Senhor, que triunfam e voam como águias (Is 40.31) acima de todas as dificuldades. São agraciados com o derramar de bênçãos sem medidas.
Isaías 40:31
Mas os que esperam no SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.
d) Para que haja mantimento.
Quando há fidelidade nos dízimos, a Obra do Senhor é agraciada com recursos que serão usados na pregação do Evangelho, abençoando missões, ministérios e também, o social, vestindo aos irmãos necessitados.
Deus é fiel, honra a Suas promessas; nossa obrigação é sermos fiéis, honrarmos ao Eterno em todas as áreas da vida e dizimar é uma destas obrigações, quando O honramos com os dízimos e ofertas tornamo-nos mais próximos do Pai e somos habilitados a recebermos as bênçãos divinas.
O QUE É A OFERTA?
A Oferta é uma ação voluntária vinda do coração, a oferta agradável ao Senhor é quando gera um sacrifício. Em Marcos no capítulo 12 a palavra nos mostra um exemplo de Oferta Agradável ao Senhor.
Marcos 12
41 ¶ E, estando Jesus assentado defronte da arca do tesouro, observava a maneira como a multidão lançava as ofertas na arca do tesouro; e muitos ricos davam muito.
42 Vindo, porém, uma pobre viúva, deitou duas pequenas moedas, que valiam meio centavo.
43 E, chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro;
44 Porque todos ali deitaram do que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento.
O texto nos mostrou que a Oferta não está ligada a “quantidade” e sim a QUALIDADE. Enquanto os ricos davam muito a viúva dava pouco, porém, o muito dos ricos eram as suas sobras e o pouco da viúva era o seu tudo, por isso que foi agradável ao Senhor, a viúva lhe entregou o seu tudo.
Paulo, dirigindo-se às igrejas de Corinto nos ensina a Ofertar;
A Oferta é uma ação de amor, generosidade e alegria (“E isto afirmo: aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará. Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria. Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra, como está escrito: Distribuiu, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre.” 2Co 9.6-9).
As OFERTAS eram segundo as posses da cada um, porém de maneira generosa. Este é o mesmo entendimento para o dízimo hoje, uma doação à igreja de ofertas agradáveis, que devem ser usadas na manutenção do templo, missões e no auxilio aos irmãos mais carentes, ligados ou não à denominação, afinal, no Reino não há denominações.
A OFERTA NOS DIAS CONTEMPORÂNEOS
É nosso dever como discípulos do Senhor devolvermos a Ele não só os dízimos, mas também as Ofertas, observando os preceitos bíblicos, e tomados por uma verdadeira voluntariedade. É dar com prazer, com alegria.
Dar Voluntariamente
“…vossas dádivas, e de todos os vossos votos, e de todas as vossas ofertas voluntárias que dareis ao SENHOR.” Lv 23.38
O dizimar era uma obrigação de cada israelita, mas, o DESEJO DE OFERTAR deveria nascer no interior do coração, marcado por gratidão e alegria, uma ação voluntária, através da qual o Eterno era adorado. Assim devemos agir, não constrangidos por uma obrigação, mas, com prazer e alegria, pois é do Senhor e é para o Senhor.
Vida Santa Uma Condição Especial
“Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta.” Mt 5.23,24
A Santidade é uma condição especial, ela gera comunhão e intimidade com o Pai. Antes de trazermos as nossas ofertas ao Senhor, é necessário fazermos um “balanço” e confessarmos pecados e acertarmos todas as situações que destoam da vontade de Deus.
Uma Gratidão
“Oferece a Deus sacrifício de ações de graças e cumpre os teus votos para com o Altíssimo; invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás.” Sl 50.14,15
As ações, dizimar e ofertar é uma demonstração que reconhecemos a soberania de Deus e o cuidado que Ele tem para conosco, abençoando-nos no cotidiano em todos os aspectos de nossa existência.
DEUS É O DONO DA NOSSA VIDA E O GOVERNADOR DE TUDO QUANTO NÓS TEMOS, LOGO DEVEMOS A ELE A NOSSA FAMÍLIA, OS NOSSOS FILHOS, NOSSOS AMIGOS, A NOSSA CASA, O NOSSO CARRO, E AS NOSSAS FINANÇAS. DEUS AMA QUEM O AMA E CONCEDE RIQUEZAS AOS QUE O PRIORIZAM.
PROVÉRBIOS 8
17 Eu amo aos que me amam, e os que cedo me buscarem, me acharão.
18 Riquezas e honra estão comigo; assim como os bens duráveis e a justiça.
19 Melhor é o meu fruto do que o ouro, do que o ouro refinado, e os meus ganhos mais do que a prata escolhida.
20 Faço andar pelo caminho da justiça, no meio das veredas do juízo.
21 Para que faça herdar bens permanentes aos que me amam, e eu encha os seus tesouros.

PARTE 8
QUEBRA DA MALDIÇÃO DOS GAFANHOTOS
Joel 1:3 e 4
3 Narrai isto a vossos filhos, e vossos filhos o façam a seus filhos, e os filhos destes, à outra geração. 4 O que deixou o gafanhoto cortador, comeu-o o gafanhoto migrador; o que deixou o migrador, comeu-o o gafanhoto devorador; o que deixou o devorador, comeu-o o gafanhoto destruidor.
Joel 2:25
25 Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador, pelo destruidor e pelo cortador, o meu grande exército que enviei contra vós outros.
 Quando você tem a bênção da chave da riqueza, Deus repreende três demônios na tua vida. Amém?
 Diga assim: “Em nome de Jesus, os gafanhotos estão repreendidos na minha vida”!
 Joel capítulo 2, amém?
 Tá cheio de gafanhotos assim, querendo roubar a tua bênção. Tá cheio de gafanhotos assim, querendo impedir o milagre de Deus na tua vida. E às vezes vem uns gafanhotos gordo assim e fala: “Olha eu vou levar tudo”.
 Só que a tua promessa é Joel 2.
 Diga assim: “O Senhor vai me restituir, tudo aquilo que foi levado pelo gafanhoto cortador, pelo migrador, pelo destruidor e pelo migrador e eu jamais serei envergonhado em nome de Jesus”!
 Amém? Aleluia.
PARA NÓS QUEBRARMOS A MALDIÇÃO DOS GAFANHOTOS É NECESSÁRIO VENCERMOS A AÇÃO DOS SEGUINTES DEMÔNIOS:
1º O GAFANHOTO CORTADOR.
 Nós vemos a ação desses gafanhotos na vida hoje das pessoas.
 O gafanhoto cortador significa espiritualmente esta praga que ele corta todas as nossas fontes de suprimento.
 Alguém que muitas vezes tem muitas opções de ter recursos, mas inexplicavelmente perde e você não consegue dar continuidade, porque há um corte desses relacionamentos. Há uma coisa inexplicável sobrenaturalmente.
 Então, isso acontece normalmente em vários setores, há um corte, poderíamos chamar, um corte de fornecimento como se a gente estivesse com energia elétrica, ela desaparece e não volta nunca mais.
 E esse demônio representado por esse gafanhoto tem essa função – cortar todas as possibilidades de suprimento.
 E é muito importante, nós termos consciência disso, porque numa brecha na nossa vida, nós podemos sofrer a ação desse gafanhoto.
 E vocês podem observar, existem grandes fortunas que elas se diluem rapidamente. Inexplicavelmente você vê alguns impérios desmoronarem. Desmoronam porque esta fonte de suprimento foi cortada de uma maneira ou de outra.
2º O GAFANHOTO MIGRADOR.
 O outro tipo de gafanhoto é o gafanhoto migrador. O migrador, ele tem essa função e é um demônio que faz com que aquilo que nós temos que gera em nós prosperidade, nos é tirado, é levado para longe.
 Então, você tem, por exemplo, uma tecnologia, você tem uma capacidade pessoal, você tem algumas coisas que te diferenciam ou mesmo, você tem as coisas que te pertencem, você, por exemplo, você adquiriu alguma coisa que te dá e traz recurso, inexplicavelmente aquilo te é tirado e você está debaixo desta ação do migrador.
 Porque, ele faz assim, ele migra a riqueza, satanás, ele vai migrando.
 A pessoa hoje, é aquilo que a nossa vó falava, que o diabo dá com uma mão e tira com a outra e ele usa esse demônio para fazer migrar a riqueza.
 E normalmente, quem está nas mãos de satanás, ele não tem uma riqueza permanente.
 Ele sempre passa por altos e baixos. E é a ação desse demônio que faz esse tipo de migração e que nós temos que ter consciência desta ação.
3º O GAFANHOTO DESTRUIDOR.
 O terceiro demônio é o destruidor. Claro, está ai o nome dele. Não apenas destruir coisas materiais, a destruição das coisas materiais é uma conseqüência de uma destruição espiritual. É o resultado na verdade.
 Nós muitas vezes vemos as pessoas desesperadas quando elas se deparam com a destruição. Só que a destruição, ela é conseqüência, conseqüência de atitudes erradas, conseqüência de brechas, situações em que esses demônios foram habilitados.
 E quando, esse demônio é habilitado, verdadeiramente ele causa essa destruição.
 E nós podemos ver o que é uma destruição natural e o que é uma destruição espiritual.
 Nós podemos, por exemplo, aqui passa um furacão é uma destruição natural.
 Nessa destruição natural, Deus pode dar livramentos para os seus servos.
 Muita gente não tem consciência, mas nós vivemos um grande livramento.
 Agora, tem uma destruição espiritual. E a destruição espiritual é visível.
 Quando você vê uma pessoa que ela está se destruindo. É exatamente a mesma coisa que você fala, as pessoas falam: “Fumar é pecado”. Fumar não é pecado. Vocês acham que fumar é pecado ou não? O que é pecado é o vício destruidor, a destruição que satanás faz.
 E o cigarro é um instrumento do diabo. Se o teu corpo é santo, é limpo, você não consegue por um cigarro na boca.
 Agora não é o ato de você tragar e ficar fumaça pra fora que é pecado.
 Vocês tão entendendo o que eu to falando? Na verdade é você ser participante de uma destruição que satanás colocou na Terra.
 E o cigarro é um destruidor que o diabo colocou.
 Agora é impressionante porque as empresas de cigarro colocam lá no pacote, no maço do cigarro que ele é prejudicial à saúde, que ele causa câncer e tudo mais, a pessoa olha, vê aquilo, mas ela continua comprando. Não é?
 Então, esse é o exemplo de uma destruição espiritual.
 E assim também. Você vê pessoas que de repente por um tempo em sua vida estava em uma posição e ele comprou casas, carros e teve as coisas e de repente a pessoa inexplicavelmente perde tudo.
 Nós podemos sofrer as conseqüências de um mercado como todo mundo sofre. Nós podemos passar as lutas que são lutas normais, mas sobre nós não vem destruição repentina.
 E sempre Deus tem uma saída para os seus servos. Agora, a destruição, ela é fruto desse demônio.

4º O GAFANHOTO DEVORADOR.
 E o quarto demônio, representado por esses gafanhotos, significa o devorador.
 O devorador é exatamente o mesmo de Malaquias. Quando lá em Malaquias 3, o Senhor fala: “Por vossa causa eu repreenderei o devorador e a vossa vide no campo não será estéril”.
Malaquias 3:11
11 Por vossa causa, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos.
 Então é aquilo que devora, devora o teu salário, devora a tua energia, devora os teus projetos, devora a tua capacidade, os teus dons, os teus talentos, engole e você fica completamente impotente e a mercê da ação desse demônio.
 Então, é exatamente essa ação desses demônios que impede a prosperidade.
 Nós temos que basicamente ter entendimento disso pra poder vencer.
VENCER ESSES DEMÔNIOS, NÓS VENCEMOS:
 Vencidos esses demônios, nós temos a nossa prosperidade.
1º ATRAVÉS DA PALAVRA.
 Como eu venço esses demônios através da Palavra?
 Através da Palavra eu venço quando eu oro a Palavra, quando eu uso a Palavra e quando eu exerço o poder que há na minha língua. O poder profético que há na nossa boca.
 Lá em Ezequiel no capítulo 37, Deus deu a Ezequiel dentro da visão o entendimento do que é o poder profético na nossa boca.
Provérbios 18:21
21 A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto.
 Eu uso espiritualmente, orando a Palavra, profetizando a Palavra, declarando a Palavra, liberando a Palavra e espiritualmente tomando posse da Palavra.
2º ATRAVÉS DE ATITUDES.
 Eu venço repreendo esses demônios praticando a Palavra com as minhas atitudes, com o meu dízimo, com a minha oferta.
 O dízimo, ele fecha a boca desses demônios.
 A oferta inocula o mal.
 O dízimo, ele te preserva. E a oferta te dá expansão.
 Por isso que Deus fala sobre dízimos e ofertas. Cada um tem uma função no mundo espiritual.
 E quando você é guiado pelo Espírito de Deus, porque claro, vamos pensar em termos, as pessoas falam: “É… eu já dei o meu dízimo”, mas é dízimo e oferta.
 E a oferta, ela tem alguns segredos muito, muito especiais para nós darmos ao Senhor.
 Porque a oferta, ela é baseada em cima do nosso amor, da nossa aliança com o Senhor.
 E quando você dá o teu dízimo, a tua oferta, você está inoculando e você está fechando a boca desses demônios.
3º ATRAVÉS DO TEU TRABALHO NA OBRA DE DEUS.
 Porque o teu trabalho não é vão no Senhor – 1 Coríntios 15:58. Tem muitas pessoas que é claro, Deus vai honrar, Deus vai abençoar, Deus vai prosperar, vai.
 Mas, eu estou falando sobre prosperidade plena.
 Na prosperidade plena, essas três coisas são fundamentais – o teu dízimo, a tua oferta e o teu trabalho pessoal.
 Porque o nosso trabalho no Senhor não é vão. Você preocupar-se, você preparar-se pra ser um oficial, ser um diácono, você doar o teu tempo, o teu trabalho, ser um intercessor.
 O teu envolvimento com a obra de Deus.
 São três coisas fundamentais pra nós possamos conhecer a prosperidade plena.
PARTE 9
Deus deseja trazer para sua vida a prosperidade completa, no espírito, na alma e no corpo, e, para tanto, as fortalezas de alma que foram levantadas durante sua vida com relação ao assunto prosperidade precisam ser quebradas. Depois de ler este estudo, você terá a oportunidade de fechar as brechas e encerrar os argumentos do diabo contra sua prosperidade.
O nosso objetivo é que seu entendimento seja aberto para compreender alguns princípios básicos do Reino de Deus. Abra o seu coração, seja fiel e tenha a disposição de honrar ao Senhor com os seus bens, e com as primícias de toda a sua renda; assim se encherão de fartura os seus celeiros, e transbordarão de mosto os seus lagares (Provérbios 3:9-10).
O dízimo
O dízimo é intocável e inegociável; não é nosso, é do Senhor. Quem atrasa o dízimo precisa quebrar esse decreto de maldição (Levítico 27:30-34). Quando você não entrega o dízimo, está tirando o que é de Deus. O dízimo é a expressão da nossa fé. Quem não crê não entrega o dízimo e ainda alimenta pensamentos de que está dando dinheiro ao Pastor. Quem alimenta esses argumentos no coração está fechado às possibilidades de fidelidade.
Todas as pessoas que são dizimistas fiéis não passam necessidade. Podem até passar algumas situações complicadas para honrar compromissos, dentro da sua realidade; mas não foi Deus quem fez essas dívidas. Se houve compromisso dentro de obediência, Deus é fiel e vai fazer próspera a sua sementeira.
Qualquer outro compromisso que tivermos não elimina o dízimo. Nem se deve usar o dízimo para honrar outros compromissos. Quem faz isso fica inadimplente com Deus, e a inadimplência gera falência e escassez. Muitos na Igreja não conseguem ser fiéis a Deus. Fidelidade é caráter irrevogável. No século em que vivemos, existem muitas propostas para sermos infiéis, mas a Bíblia diz que Deus é fiel conosco toda a vida (II Timóteo 2:13). Deus é a essência da fidelidade.
Quando Deus permite que você mergulhe nEle, através de uma experiência verdadeira, é natural que você sinta em seu coração o desejo de ser fiel a Ele. Fidelidade faz parte da característica de Deus, da Sua essência. As necessidades pessoais que você têm como trocar de geladeira, por exemplo, não podem anular o compromisso de ser dizimista fiel.
Todo dizimista tem regalias diante de Deus. A primeira delas é a porta aberta para a prosperidade. Só será fiel ofertante quem for fiel dizimista, e a porta da fidelidade se abrirá. Todo dizimista tem o produto do seu trabalho em abundância (Habacuque 3:17). Em Hebreus 7, está escrito que, na Terra, homens mortais administram os dízimos, mas estes são recebidos nos céus por Deus. Os dízimos que entregamos no altar, etc, são confirmados nos céus.
Quem não dizima ata sua prosperidade. Mas, o que fazer com aquele que atrasou o dízimo? Só o sacerdote com autoridade pode quebrar a sentença daquele que sonegou e atrasou o dízimo. Comece hoje algo novo no mundo espiritual a seu favor e impeça o diabo de prendê-lo com esse argumento.
Os dízimos e as ofertas encerram a maldição sobre a família e sobre o povo, tanto na questão individual quanto na social, é o que está escrito em Malaquias 3:1-6. Todo decreto de maldição criado por ignorância, que entrou em sua vida, será anulado e a bênção do Senhor, que não acrescenta dores, repousará sobre a sua vida. Deus mesmo repreenderá o devorador que estava no meio do povo. (Malaquias 3:10).
A oferta
A oferta é uma decisão nossa para com Deus. Na oferta, damos o quanto queremos, ou não damos. A oferta é a oportunidade que Deus nos dá para termos a bênção de sermos desatados no mundo espiritual. Na oferta, cada um diz quanto vai entregar ao Senhor. Deus não precisa da nossa oferta. Você tem oferta para dar, porque Deus já lhe deu o suficiente para ofertar a Ele. Ele é o dono da nossa vida, o Senhor do nosso sustento, é Ele que nos dá a provisão para que possamos devolver a Ele. A oferta é, portanto, uma decisão do nosso coração.
Deus também falou que entregassem uma oferta movida. Que tipo de oferta é essa? É uma oferta de ação: eu vou agir para cumprir o propósito, eu vou entregar ao Senhor com toda seriedade do meu coração para ser honrado.
As Primícias
Entregar as primícias é um ato de fé e de coragem. São honra ao líder, à autoridade. Em Romanos 11:16, está escrito que assim como são as primícias, são toda a sua totalidade. Se você entregar as primícias tudo o que você fizer será bem sucedido. Precisamos entender a graça de dar tanto por qualidade de princípios como por quantidade.
Primiciar é você pegar o equivalente do mês e dedicar ao sacerdote o trabalho de um dia, o que equivale a praticamente 3% do que você recebeu (“… trareis um molho das primícias da vossa messe ao sacerdote” Lv. 23.9). Um dia de trabalho é do sacerdote e os 29 dias são seus. Isso traz um desatar sobrenatural, porque quando você entrega a primícia ao sacerdote ele tem por obrigação liberar uma benção sobre sua vida.
Jesus é o Senhor das primícias. Quando entregamos as primícias, toda a família é abençoada. Por isso, exercite entregar as primícias. Jesus tem uma aliança com você: assim como são as primícias será a totalidade (Romanos 11:16). O Senhor nos honrará e seremos supridos em todas as nossas necessidades. Ninguém terá necessidade em sua casa, porque a bênção que chega sobre nós, sem acrescentar dor alguma, entrará em nossa casa. Chegou o tempo da entrega das primícias. Deus quer que guardemos o princípio de dar.
Ninguém nunca vai superar a Deus na graça de dar. Ele é o Senhor que libera a sua graça abundantemente com generosidade sobre a nossa vida. Deus é fiel. Se você devolver o dízimo, ofertar, entregar as primícias, virá a bênção sobre você, sua família, seu ministério, sobre todos os seus bens. Entraremos nas bênçãos das primícias, porque Jesus Cristo é a maior das primícias e, assim, selaremos a graça da provisão na casa do Tesouro.
Entregar primícias, dízimos e ofertas não é fazer nada para Deus, e sim, para nós mesmos, porque é obediência de princípio, e toda obediência gera prosperidade. O melhor lugar de se plantar é no terreno do Senhor, porque certamente colheremos a cem por um, é uma colheita no sobrenatural. Todos que estão em Jesus têm direito de ser abençoados. Quem entrega as primícias prospera na área financeira, espiritual e em todas as suas conquistas.
O céu não tem pacote de miséria para ninguém, só tem pacote de bênçãos para todos os que querem receber da parte do Senhor. Chegou o tempo das primícias, da entrega. Deus começa uma nova história para você, começa a mover o relógio dos céus na sua vida e você não será mais envergonhado.
Conclusão
Está escrito em II Coríntios 8:9 que “conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que pela sua pobreza fôsseis enriquecidos”. Esse é o Senhor da Glória, o Senhor dos céus, o Rei dos reis que faz alianças. Quem não quer trocar pobreza por riqueza? Todos querem. Essa é a natureza de Deus em nós. Ninguém quer fazer aliança com a pobreza, a não ser Roma, com a mentira do voto de pobreza, mas, no entanto, com uma sede milionária. Como alguém pode pregar a pobreza e viver na opulência? Que reino é esse? Porém, Jesus é assim: Ele toma a nossa pobreza, para nos dar Sua riqueza.
Entre hoje na colheita do Senhor obedecendo aos princípios de Deus. Quando você dizima, sela a fé e a santidade. Quando você oferta, sela sua prosperidade. Quando primícia, cumpre o principio da honra (Ez 44.30).

PARTE 10
A prática do Dízimo e das ofertas como forma de Adoração
1. Reconhecimento da soberania e da bondade de Deus. Um dos princípios básicos da pratica do dízimo é o reconhecimento de que Deus é soberano sobre todas as coisas. Tudo vem dele e é para Ele (Ag 2.8; Cl 1.17). quando o crente devolve a Deus o seu dízimo, demonstra que reconhece o Senhor como a fonte de todas as coisas. Á saudação de Melquiseque: “Bendito seja o Deus Altíssimo!” respondeu Abraão dando-lhe o dízimo (Gn14.20). O principio da Evolução do dízimo demonstra que somos dependentes de Deus. É lamentável que alguns crentes ignorem este fato e ajam como se as suas conquistas materiais fossem apenas mérito de seus esforços (jz 7.2).
DÍZIMOS E OFERTAS COMO FONTES DE BENÇÃOS
1. A benção da multiplicação. Tanto o Antigo como o novo Testamento demonstram que Deus reconhece e recompensa a fidelidade do seu povo. Quando o crente é liberal em construir para o reino de Deus, uma decorrência natural do seu gesto é a BENÇÃO DA MULTIPLICAÇÃO dada pelo Senhor. Deus promete derramar bênçãos sem medida e fazer abundar em toda graça (2co 9.6-10). Malaquias relaciona a prosperidade do povo de Israel a Devolução dos dízimos e ofertas (Ml 3.10,11). O mesmo principio é destacado em o novo Testamento quando Paulo diz que Deus é poderoso para fazer abundar em toda graça aqueles que demonstram voluntariedade em contribuir para o Reino de Deus.
2. A benção da restituição. A bíblia revela que o Senhor é um Deus de restituição (Jl 2.25). O profeta Joel mostra que a terra de Israel era atacada constantemente por gafanhotos que, em diferentes estágios de desenvolvimento, destruíam as suas lavouras. Para garantir a sobrevivência do povo, Deus promete restituir o que a praga consumiu (Jl 1.4; 2.25; Na 3.16). Malaquias associa o devorador aquele “que consome o fruto da terra” (Ml 3.11). A referencia aplica-se num primeiro plano, as pragas de gafanhoto, e num segundo plano a toda ação do mal sobre o povo.
3. A benção da provisão. Na antiga aliança, o Senhor prometeu “derramar bênçãos sem medida” sobre o seu povo (Ml 3.10). Na nova aliança, ele deseja que o crente tenha “toda suficiência”(2 Co 9.8). A prosperidade bíblia é viver na suficiência de Cristo (2 Co 3.5; 9.8). Tal suficiência é vista como sendo a provisão divina para os filhos de Deus. Deve ser lembrado, no entanto, que essa suficiência não deve ser confundida simplesmente como a aquisição de posses materiais, mas ter o necessário para viver como dignidade e, principalmente possuir paz com Deus e alegrar-se Nele ( Fp 4.11; 2 Ts 3.16). por toda a escritura, observamos o cuidado do Senhor no sentido de prover para o seu povo aquilo que é necessário para o seu viver (Mt 6.25-33). Quando conscientizarmos-nos que estamos honrando o Senhor como nossos dízimos e ofertas, ele derramará sobre nos sua provisão.
Pérola do Texto: Quando honramos ao Senhor com nossos dízimos e ofertas, ele derramará sobre nós sua provisão.
Conclusão: Vimos, pois, que a prática dos dízimos e das ofertas sempre esteve presente na história do povo de Deus. Evidentemente que fica para nós o principio de que somos abençoados não porque contribuímos, mas contribuímos porque já somos abençoados. Deus reconhece a voluntariedade do crente em contribuir par o seu reino e, por graça e misericórdia, derrama sobre nós as suas muitas e ricas bênçãos.

PARTE 11
Existe um fato alarmante em nossas igrejas: a enorme quantidade de irmãs e irmãos sinceros, que vivem em dificuldades financeiras, oprimidos por dívidas, enrolados com o cartão de crédito e o cheque especial e com enorme sentimento de culpa.
Eu mesmo, durante a maior parte de minha vida fui uma destas pessoas. Busquei ajuda, aconselhamento, encontrei irmãos que conheciam tais conceitos e que os sonegaram, e até irmãos que descumprindo a verdade bíblica me “auxiliaram” emprestando dinheiro a juros. Sentia-me inútil e diminuído. Tinha uma enorme vergonha até que descobri que o que me faltava não era nenhuma mágica, mas educação. Educação financeira, matemática e bíblica.
Foi um longo caminho até a libertação e a vida equilibrada. Hoje minhas entradas talvez sejam um terço do que eram no passado e minha vida, paradoxalmente, é muito mais equilibrada e feliz. A minha única intenção aqui é ajudar outros na mesma situação e que descubram que crendo que do jeito de Deus é melhor e fugindo de esquemas mirabolantes, possam encontrar uma vida tranqüila e com tempo para Deus, a família, o próximo e para melhor qualidade de vida.
Antes de iniciarmos a história temos de ter em mente o objetivo de nossa caminhada. Saber sobre dinheiro para ter dinheiro, ter posses, saber aplicar ou mesmo sair de dívidas é um mal negócio. Minha recomendação é que você reveja seu coração e possa coloca-lo em perspectiva.
A motivação do estudo deve ser outra: tempo, possibilidade e honra. Tempo para viver para Deus, o ministério e a família. Tempo para dedicar-se aos filhos e à esposa. Ao estudo da Palavra e a compartilha-la. Possibilidade de ajudar, socorrer o aflito, investir no ministério e andar de cabeça erguida. E honra, à Deus por ser um bom mordomo, honra própria, por não precisar mais ter vergonha e passar vexame, honra familiar, por garantir a você e aos seus que se tornem luzes que brilham (Lucas 5:16; Filip. 2:15), e sirvam de exemplo a uma geração corrupta e decaída.
Em resumo, se formos ignorantes em termos de educação financeira geraremos três tipos de problemas:
a) Problemas pessoais: frustração, derrota, inimizades, ansiedade, problema sérios de relacionamento (divórcio, ódio na família). Estes problemas são gerados normalmente por três motivos: endividamento, consumismo e dinheiro mal empregado.
b) Problemas coletivos: inflação, desonestidade, corrupção, concentração de renda e crise energética. O dinheiro mal empregado gera fome e miséria.
c) Dificuldades para crescer espiritualmente. Lucas 16:9-13. Existe uma estreita correlação entre a maneira como cuidamos de nossas finanças e o quanto Deus nos destina de tarefas e possibilidades eternas. Exploraremos este assunto em especial em um dos nossos papos. Por fim, como estará dividido nosso tempo aqui? O projeto todo é dividido em quatro etapas: Na primeira vamos estudar somente a base bíblica para tudo o que iremos discutir nas outras três partes. E vamos faze-lo em profundidade. Na segunda parte daremos noções de montagem de orçamento pessoal, tipos de gastos, como gastar e administrar o dinheiro. Na terceira parte estudaremos como sair das dívidas e não entrar nelas de novo . Na quarta e última parte estudaremos como investir, perfil de investidores, mercado e esilos de vida. A primeira parte começa nesta quinta-feira, 28 de Agosto.
Não perca!
PRINCIPIOS BÍBLICOS PARA FINANÇAS PESSOAIS
Por que estudar “princípios bíblicos”de finanças pessoais?
Primeiramente este material é parte de um curso que eu ministro com uma perspectiva de aceitar que existem absolutos e que as coisas não acontecem por acaso. Em segundo lugar o cristianismo não deve ser para ninguém somente uma escolha religiosa, mas uma referência de princípios que afete toda sua vida. E por fim, entendo que o motivo real pelo qual as pessoas têm problemas nesta área se deve a valores e não à quantia de dinheiro ou oportunidades que aparecem.
Você já percebeu que gasta um bom tempo de sua vida para ganhar dinheiro? A Bíblia ensina que tudo o que fazemos deve glorificar a Deus (I Cor. 10 :31). Assim sendo, nós podemos e devemos glorificar o nome de Deus através da maneira como gastamos e como ganhamos nosso dinheiro. A Palavra de Deus tem muita orientação sobre dinheiro, bens materiais, fianças, investimentos, etc.. Isto por que Deus sabe das dificuldades, tentações e pressões que temos enfrentar nesta área. É plano de Deus que tenhamos vitória nesta área de nossa vida. Também como filhos de Deus devemos ter um novo sistema de valores e padrões que rege nossa vida. Col. 3:1-2 diz: “… busquem as coisas lá do alto… pensem nas coisas lá do alto”, ou seja, os nossos referenciais como Cristãos são outros e não os deste mundo.
Talvez uma das áreas de nossa vida em que o nosso testemunho como cristãos é mais notado, é a financeira. Por isto a importância deste estudo, e nosso desejo é que todos nós possamos estar reavaliando o nosso comportamento na área das finanças e, se preciso, adotando uma nova postura quanto à maneira de utilizarmos os recursos que Deus nos tem confiado.
O material aqui exposto é parte do curso de mesmo nome e também de um pequeno livro que estou planejando publicar. (ainda não venci minha preguiça de escrever e procurar uma editora)
Na segunda feira, 25 de Agosto, começa a publicação a cada três dias, de modo que qualquer um possa acompanhar, aplicar e avaliar sua vida.
Toda contribuição, crítica e ajuda será sempre muito bem vinda.
Até a proxima
Princípio 1 – DEUS TEM A PROPRIEDADE DE TODAS AS COISAS
Os textos bíblicos para você estudar com este primeiro princípio são os seguintes:
I Crônicas 29:11-12, Salmos 24:1; Ageu 2:8; I Coríntios 6:19-20; Levítico 25:23 Deuteronômio 8:18.
A compreensão desta verdade sobre a propriedade absoluta de Deus em relação a todas as coisas existentes no leva à construção de um princípio chamado PRINCÍPIO DA MORDOMIA.
O mordomo é mais do que aquele cara de casaca que recebe as pessoas na casa do rico, o mordomo, originalmente é o administrador dos bens de seu patrão, a pessoa de confiança. Basicamente é assim que Deus nos vê. Ele demonstra sua confiança em nós deixando a nosso cargo bens e direitos. Ao contrário o que muitos imaginam, Deus não faz isso e fica nos vigiando. Esta é uma relação adulta, onde a confiança é demonstrada pelo proprietário dos bens.
Como toda relação adulta não existe um controle diário, mas existe sim um momento de prestação de contas. E cedo ou tarde este dia via chegar. I Coríntios 4:1-2.
Ai sim vamos prestar contas de nossa administração. É engraçado que este conceito seja facilmente compreendido quando diz respeito ao uso das coisas em nosso trabalho e mesmo das coisas de outras pessoas que estejam sob nossos cuidados. “ Não use o telefone do fulano”, “Não abuse da água”, “Não exagere no gasto de luz por que a casa não é nossa”, “Não fure a parede”, “Não deixe a bicicleta em qualquer lugar”. Estas são frases que muitos dizemos todos os dias. Pelo simples fato de estarmos usando algo que não é nosso.
Um cristão deve buscar esta atitude em tudo: seu dinheiro, o meio ambiente, o uso de recursos naturais, a cidade onde vive. E não por medo de multas, mas por compreender que tudo é de Deus, e devemos cuidar bem.Mesmo quando Deus nos dá alguma coisa, Ele continua dono. O dinheiro pertence a Deus. Nós simplesmente o gerenciamos. Lucas 12:42-48.
O exercício do princípio da mordomia gera algumas responsabilidades. Estas responsabilidades são a coisas que o proprietário espera que façamos com o dinheiro que ele nos dá:
a) Prover as necessidades de nossa família. I Timóteo 5:8 e Marcos 7:9-12.
b) Prover as necessidades da família de Deus. Gálatas 6:10 e I João 3:17.
c) Aliviar as necessidades dos pobres. Atos 20:35 e Gálatas 2:10.
O Proprietário tem enorme desejo de ver cumpridas estas tarefas, e por isso Deus promete suprir nossas necessidades. Filip. 4:19, Mat. 6:31-33 e I Tim 6:8.
Por essa razão a gente deve entender que o manejo destes recursos dá trabalho e exige de nós empenho. AO faze-lo somos sempre abençoados, ao não faze-lo ficaremos e seremos levados à fome e à miséria. Daí devemos ter muito claro na mente uma conseqüência da má administração que deve também ser estudada neste primeiro momento: Não se deve ficar alimentando o preguiçoso. II Tess. 3:6-16.
Uma das causas mais freqüentes do aperto e da vida enrolada em muitos cristãos é a preguiça. Certamente não é a única causa, mas o certo é que, travestida de espiritualidade, a preguiça tem afastado muitos cristãos do mercado de trabalho, das universidades, e das possibilidades de crescimento não por que sejam menos inteligentes, ou porque estejam em aperto ou por qualquer outro motivo. Mas por pura desonra do princpipio de mordomia. Viver miseravelmente, chupinzar ofertas e se enfiar em bases onde nada de produtivo é realizado trai este princípio de Deus. A tarefa de crescer e multiplicar-se, de preservar a terra e de fazer diferença foi dada àqueles que tem com Deus uma relação de filiação. Deixa-la de lado e entrega-la a um mundo egoísta com a desculpa de estar envolvido em atividades “espirituais” demonstra desconhecimento do real propósito de Deus ao nos colocar neste planeta.
Lembre-se sempre da máxima de Wesley; Ganhe o máximo que puder, guarde o máximo que puder, dê o máximo que puder.
NOSSA ATITUDE DEVE SER: Assumir que tudo o que temos não é nosso e está sob nossa guarda e a determinação sobre o que fazer com tais recursos é única e exclusiva de seu dono – DEUS.
Princípio 2 – DEUS PROVÊ FINANCEIRAMENTE:
Os textos bíblicos de hoje são os seguintes: Deuteronômio 8:18, Salmos 37:25, Salmos 127:1-2, Mateus 6:33, Filipenses 4:19.
No outro dia eu estava falando com uma amiga sobre a origem do dinheiro e de repente, no meio do papo, veio a afirmação “eu não vou desperdiçar o dinheiro que eu ganho com sacrifício”.
Nesta frase tão sensata reside um leve engano: O DINHEIRO QUE EU GANHO. Para podermos construir uma relação saudável com o dinheiro a gente precisa resgatar alguns conceitos que nem sempre são tão claros. O primeiro deles é o trabalho.
O trabalho não foi inventado por Deus para ser a origem de seu sustento. Parece estranho falar isso, mas a gente precisa compreender que a origem do trabalho está no próprio Deus e é parte de Seu caráter. O trabalho é o meio pelo qual a realidade é transformada, e é o momento onde mais nos assemelhamos à Deus, onde mais refletimos sua imagem: a hora em que podemos mudar, transformar e gerar diferença no meio ao nosso redor.
O trabalho assim entendido é algo prazeroso, que tem o potencial de no fim do dia dar-nos a experiência de olhar para o que fizemos e ver que ficou muito bom. Desta forma o sustento é Deus que dá, o trabalho é só o meio que Ele usa. O nosso sustento vem do trabalho e de outras formas também conforme está citado abaixo:
1. Trabalho remunerado: secular – Efésios 4:28 religioso – I Coríntios 9:6-14
2. Investimentos: na sociedade de livre mercado existem opções legítimas, não especulativas, de aplicações financeiras. Mateus 25:14-21 e Lucas 19:13-26.
3. Dádivas do corpo de Cristo. Filipenses 4:10 (obreiros, viúvas, desempregados, necessitados, pobres, etc.) Confie no Senhor, busque o domínio de Deus sobre sua vida, trabalhe com alegria.
Princípio 3 -INTEGRIDADE PESSOAL NAS FINANÇAS:
Provérbios 21:8
Uma das graves questões que o cristão encara, e que tem levado à reflexão séria por muitos séculos no cristianismo, é o que é e o que não é ser integro na questão financeira.
Para os cristãos, em especial os evangélicos no Brasil, tem sobrado uma acusação freqüente nesta área: a de que o que é feito na área de finanças é feito com interesses questionáveis e de modo questionável.
Quando eu era criança, se dizer cristão, e sobretudo evangélico, servia como aval em determinadas circunstâncias. Eramos conhecidos por sermos pessoas honestas, de lisura inquestionável e garantia de honestidade. Hoje dizer-se evangélico pode até causar problemas em determinados círculos. A imensa maioria, honesta e trabalhadora, do povo cristão tem que ficar explicando a prática de uns poucos, mas muito expressivos, desonestos em nome de Cristo.
Naquela época se costumava dizer “A roupa do crente é mais branca”. E é. A graça de Jesus não só nos leva ao céu, mas nos inclui em uma nova dinâmica de vida e a uma nova ética no mundo. Por isso, qualquer erro em nós chama muito mais a atenção. Ninguém se importa com uma mancha preta na roupa de alguém que lida com motores, mas chama a maior atenção a mesma mancha, por menor que seja, no vestido de uma noiva.
Em nosso estudo, em algumas semanas estaremos estudando temas como montagem de orçamento familiar, investimentos, como se livrar de dívidas e não voltar para elas e como aplicar no mercado financeiro e empresarial. Porém nada disso servirá de fato, se não estiver banhado em ética e integridade.
Os pontos principais que marcam a ética do cristão são:
1-Ganhar dinheiro através de um trabalho honesto. II Tessalonicenses 3:10-12. Não há como negociar com isso. Eu pertenci a uma igreja onde um dos líderes era doleiro. Ganhava rios de dinheiro, lavava dinheiro de corrupção, fazia câmbio negro e … pregava sobre a benção do dízimo, desafiava pessoas a compromisso. E pior, calava a boca de muitos pelo investimento de somas altas em missões e na igreja. Deus não abençoa isso.
Conheci outro que fazia de tudo para não trabalhar e crer que a igreja devia sustenta-lo, sempre dando uma boa desculpa para não pegar no batente. Conheci irmãos que lutaram para conseguir a indicação de políticos para empregos fantasmas, confundindo emprego com trabalho.
O Brasil passou e passa por momentos difíceis, porém é exatamente ai que podemos dar nossa maior contribuição, trabalhando duro, investindo em nossa capacitação, sendo os mehores funcionários e melhores patrões, tendo coragem de dar o melhor sabendo que estamos não só ganhando nosso pão, mas cumprindo uma missão dada por Deus e uma oportunidade de transformar a realidade
2-Pagar regularmente os impostos . Mateus 22:17-21 e Rom. 13:7
Esta é uma coisa difícil de falar, principalmente ao saber que a atual carga tributária no Brasil é de 36,5% do PIB. E pior é que se ninguém sonegasse, a carga ultrapassaria 50% do PIB! Hoje nossa carga tributária equivale à da Alemanha e é superior à dos Estados Unidos. E recebemos dos governos serviços de qualidade pior em quase todos os setores. E ainda por cima os dados mostram que nos últimos 13 anos, a carga de impostos cresceu 295.63% (período de 1986 a 1999 – último dado disponível). Para piorar, ai embaixo você pode ver a diferença de carga em diversos países:
Suécia 47
Alemanha 36,7
Brasil 36,45
Suiça 36
Canadá 31
Estados Unidos29
Espanha 29
Chile 22
Japão 21
México 22
Com isto, muitos alegam a quase impossibilidade de não sonegar. Pois bem, este é um assunto de fé, de compromisso, de inteligência e de não ser preguiçoso. De fé por que Deus deu uma ordem e exige fé crermos que Ele vai nos honrar ao sermos fieis, ao cumprirmos suas ordens. De compromisso por que isto nos joga a responsabilidade de lutar por um sistema mais justo de impostos e pela adequada aplicação dos mesmos, seja fiscalizando, seja elegendo pessoas capazes (e não por que são crentes), seja se engajando em lutas pela justiça fiscal. De inteligencia porque ao pagarmos impostos, e fazermos uma contabilidade correta, podemos descobrir como pagar menos, executar planejamento fiscal e melhorar a adaministração de nossas vidas e negócios. E de preguiça, porque as pessoas não fazem tudo isto porque dá trabalho, e nós podemos fazer diferença e construir um país melhor ao não optarmos pela cômoda e pregiçosa via da sonegação.
3- Não participar de qualquer transação desonesta ou ilícita:
Além do exemplo do doleiro acima, existem outras formas de agir que Deus condena e exige de nós uma atitude diferente:
– exploração o trabalho dos outros. Tiago 5:1-4; (Isso inclui sua empregada)
– agiotagem. Levítico 25:35-37, Ezequiel 18:6-8;
– corrupção. Êxodo 23:8, Deuteronômio 16:19, Provérbios 17:23, Eclesiastes7:7;
– roubo. Provérbios 22:22, Efésios 4:28;
– preguiça ou viver às custas de alguém. Provérbios 6:6-11. Talvez o tema que mais precise de atenção em nossas igrejas hoje.
4- Restituir em atitude de confissão e arrependimento o dinheiro ganho de forma ilícita. Levítico 6:4, Lucas 19:1-10 (Zaqueu).
Aqui fica o ponto mais delicado para mim. No passado eu fiz muitas coisas erradas: roubei, menti, soneguei, dei jeitinho. Fiz o que era mal aos olhos do Senhor. Só restam três atitudes: Restituir o que for possível, caso seja, e sempre que for, possível é a melhor atitude (às vezes seu credor já morreu, ou você não pode mais voltar no tempo). Pedir perdão a Deus e à pessoa, e ser sincero se acabaram as condições de um acerto real. Mudar de vida “vá e não peque mais”. E se o seu caso for preguiça, mesmo que com o nome de ministério (sabe o irmãozinho que fica orando em pano de saco e pedindo oferta?), arrume um tabalho com urgência.
Lembre-se: Em meio a uma sociedade corrupta busque, diante de Deus, a santificação da sua vida financeira. Sem isso, nada do que for proposto vai funcionar plenamente.
Princípio 4 – FINANÇAS DEPENDE DE SUA PERCEPÇÃO DE VALORES.
Um dos pontos que mais leva as pessoas a terem dificuldades na vida financeira é sua percepção de valores. Aqui temos a questão fundamental para entender a dinâmica da vida cristã em nossa vida finaceira. A LÓGICA DO MUNDO É OPOSTA À LÓGICA DE DEUS.
Vamos dar uma analisada em cada aspecto:
a) A palavra de Deus fala de coisas que não se vêem – II Coríntios 4:18 -que são eternas, como sendo contrapostas àquilo que se vê, que é temporal. Em Lucas 12:15-21 vemos a história de alguém sem a percepção da temporalidade e na ilusão causada pelos bens, de que se pode ter acesso a eles eternamente. Uma das coisas mais estúpidas que fazemos, induzidos pelo sistema do mundo, é considerar eterno o que é temporário e agir temporariamente com as coisas eternas. Carreira, sucesso, posses são lidadas como se fossem durar para sempre, e como se fossem a garanatia do futuro.
b) A segunda coisa está exatamente ai: O horizonte do futuro. Quando as pessoas falam em futuro, tem uma percepção muita diversa do que Deus considera futuro. Sessenta, 70, 80 ou mesmo 100 anos é até onde alguém costuma pensar. Filhos, quem sabe netos, o máximo que consegue mensurar. Deus fala de Eternidade, tempo sem tempo. Uma medida tão grande que, usando o exemplo de C.S. Lewis, se pudéssemos comparar a vida a uma livro bem grande, tudo o que você viveu e vier a viver seria igual à primeira folha em branco antes da folha de rosto, o resto seria a eternidade. Com isso devemos investir com sabedoria, avaliando as necessidades do reino (aquilo que não se vê) e as nossas necessidades temporais. Ageu 1:3-4.
c) Expressões como “ganhar a vida”, “investir no futuro”, “acumular bens”, têm uma conotação por parte de Deus completamente diferente da nossa interpretação. Assim devemos acumular “riquezas nos céus” . Mateus 6:19-21.
Na hora de tomar decisões sobre onde coloca seu dinheiro e como o gasta a gente precisa avaliar que valores estão por trás de nossas decisões. Pode parecer bobagem, mas o que se gasta, a maneira como se compra e o que se compra são funções diretas da maneira como damos valores às coisas. Perguntas importantes na adiminstraçao financeira são: Como essa decisão de compra interfere em meu futuro? A que distância estou olhando ao tomar tal decisão? Que tipo de sentimento ou valor isto me trás? Por que estou fazendo isso?
O próximo estudo será sobre operação de câmbio. Como transferir dinheiro para o céu. Não perca.
Princípio 5 – COMO ENVIAR DINHEIRO PARA O CÉU
Texto para a semana: Lucas 16:1-15
A “teologia” da prosperidade tem feito um estrago enorme ao confundir e criar expectativas errôneas sobre o que Deus nos ensina a respeito do trato com o dinheiro.
Lidar com o dinheiro nunca é uma questão de posses, ou muito ou pouco, mas dos valores que servem de base para nossa ação.
Há algum tempo, ouvi um pregador de TV ensinando a seguinte pérola: “No céu tem muito ouro… a Bíblia diz…. O que temos de fazer é pedir a Deus que ponha um pouco desse ouro em nossas mãos”.No Artigo de hoje, eu gostaria de discutir a operação reversa: COMO MANDAR DINHEIRO PARA O CÉU.
Em Lucas 16:9, temos, para muitos autores, um dos textos mais difíceis da Bíblia: “Usem a riqueza deste mundo ímpio para ganhar amigos, de modo que quando ela acabar,estes os recebam nas moradas eternas”. Este texto é complicado somente se você tiver uma visão romântica do dinheiro.
Primeiro, vamos ao assunto dos valores no céu. Respondendo ao pregador da ilustração acima, podemos nos perguntar: Por que as ruas do céu são de ouro? Bem, porque lá, ouro só serve mesmo para virar asfalto!
A verdadeira riqueza do céu está nas pessoas e sua relação com Deus através de Cristo. Uma segunda pergunta: O que existe lá e aqui também? Pessoas.
O texto de Lucas trata sobre como usar as riquezas dessa era má, para ganhar amigos. Ora, isso não passa de uma operação de câmbio.
Imagine que você fosse se mudar para um país estrangeiro, por exemplo, a Inglaterra. E que se preparando por alguns anos para a mudança, que seria definitiva, você começasse a juntar muitos reais, colocando seu dinheiro na poupança, acumulando carros e eletrodomésticos brasileiros e investindo em imóveis aqui no Brasil. Faria pouco sentido, não? O que seria sábio? Acumular o máximo de recursos que pudessem ser usados lá, de preferência em libras esterlinas, e comprar o mínimo de coisas para sua subsistência. Também seria interessante adquirir coisas que pudessem ser vendidas rapidamente antes da viagem. Estou correto?
Estamos aqui de passagem, estamos a caminho de uma terra nova, a nova Jerusalém. Lá o que é valor aqui, vale pouco ou nada. E Deus nos tem dado recursos em abundância para administrar aqui. O que fazer? Seguir a orientação de Jesus: Investir na única coisa que é valiosa aqui e que é valiosa lá: GENTE!
A vida financeira do cristão deve refletir seus valores. O que fazer com o dinheiro se queremos torná-lo algo valioso em nossas próprias vidas? Transformá-lo em alguma coisa que possa estar nos esperando quando chegarmos em nosso lar eterno: VIDAS.
Se queremos fazer bom uso do dinheiro, precisamos gastá-lo com vistas a nosso futuro: Use os recursos que Deus te deu para levar amigos a Jesus, para investir em fazer discípulos, para ser hospitaleiro, para o avanço do evangelho, para o aprofundamento da amizade com as pessoas, para ajudar alguém em desespero, para cuidar dos pobres… Em suma, gaste seu dinheiro com gente.
Isso vale também para o dinheiro arrecadado pelas igrejas. Obras faraônicas, luxo e investimentos vaidosos não somente ofendem a Deus, como são prova de administração obtusa, que não vê o futuro. Os recursos da igreja devem ser gastos em vidas, em comunhão, em ensino, em proclamação, em missão, em salvar vidas: física, espiritual, social e existencialmente.
Aplicando o ensino: Esta semana, reveja onde e por que você tem aplicado seus recursos. O que você gasta hoje, e no que, cria uma reserva eterna ou vai acabar ficando só por aqui mesmo?Até a próxima, boa semana.
Princípio 6 – DEUS QUER QUE EU SEJA LIVRE
MAS O DIABO QUER ME ESCRAVIZAR.
Esse talvez seja um dos principais motivos para o cristão buscar viver uma vida econômica, baseada em paradigmas diferentes dos do mundo. Estamos em guerra, temos um inimigo e ele vai usar nossas fragilidades para nos neutralizar. Ou temos isso em mente a todo instante, ou estaremos perdidos.
a) O plano de Deus para nossa vida financeira implica em alegria, liberdade, generosidade, amor ao próximo. Mas quando violamos esses princípios, geramos em nós as condições para várias deformações de caráter: avareza, dívidas, egoísmo, manipulações, desonestidade, mentiras e omissão com relação à necessidade do próximo. Ageu 1:6-10.
b) O diabo utiliza o sistema do mundo(AYON) para nos enredar.
I João 2:15-17.
– a cobiça da carne – prazer sensorial – hedonismo.
– a cobiça dos olhos – possessões materiais – consumismo.
– a soberba da vida – posição social – competição pelo status.
A armadilha é que podemos fazer nosso projeto de vida na busca do hedonismo, do consumismo e do status crendo que assim encontraremos felicidade, mas no fim só teremos mesmo a frustração e a derrota espiritual, Exemplos: Acã, Salomão e Judas.
c) Como podemos ganhar liberdade financeira e manter uma economia sábia ?
– Não amando o dinheiro. I Timóteo 6:10, Tiago 4:13-14.
– Não devendo. Provérbios 22:7 e Romanos 13:8.
Uma das maiores frias para o cristão é o tal do crediário. Muitos, inclusive pastores e líderes, usam deste artifício para ter o que não podem. O crediário nos amarra a juros exorbitantes e não permite que Deus aja sobrenaturalmente para nos dar aquilo que Ele quer dar. As promessas de venda a prazo são tentadoras e nunca enxergamos os juros reais. Quando recorremos sempre ao crediário, com desculpas do tipo: “Quem não deve não tem”, “Deus vai me ajudar”, ou na ilusão de que cabe em nosso orçamento, passamos a viver acima de nossas posses, ostentando um padrão de vida que não temos e nos enredamos em dívidas que nos tiram a paz.
Algumas atitudes que provocam dívidas :
COMPRAR A CRÉDITO; TOMAR DINHEIRO EMPRESTADO PARA COMPRAR ALGO QUE SE DESVALORIZA FACILMENTE (Carro, TV, Computador); CARTÕES DE CRÉDITO E CHEQUES ESPECIAIS – ISSO NÃO PASSA DE UMA MANEIRA FÁCIL DE CONVENCER VOCÊ A GASTAR O QUE VOCÊ NÃO TEM; ENTRAR EM COMPETIÇÃO COM OUTRAS PESSOAS; NÃO ZELAR PELAS COISAS; NÃO ECONOMIZAR; COMPRAR COISAS SOB O IMPULSO DO MOMENTO, NA MAIORIA DAS VEZES COISAS QUE VOCÊ REALMENTE NÃO PRECISAVA; NÃO RESISTIR AOS VENDEDORES E AOS FORTES APELOS COMERCIAIS.
COMO REAGIR A ESSA PRESSÃO?
A) Estando contentes em qualquer situação financeira.
Provérbios 21:20, Lucas 12:22, Filipenses 4:10, I Timóteo 6:8, Hebreus 13:5. Isto quer dizer que se nossa renda mensal é igual a X, é exatamente com este dinheiro que Deus quer que vivamos contentes e com espírito de gratidão. Quando gastamos mais do que ganhamos significa que não concordamos com o tipo de renda que Deus nos proporciona. Endividamo-nos gastando mais do que ganhamos e desenvolvemos um espírito de murmuração, ansiedade e insegurança. E perdemos de vista a dor do nosso próximo que não tem o que comer.
Se cremos que Deus nos quer dar mais e fazer-nos viver de maneira menos apertada, devemos deixar as fábulas, fantasias e esquemas e voltar ao básico: ESTUDAR E TRABALHAR.
B) Não devemos viver ansiosos e preocupados – Filipenses 4:6-7 e I Pedro 5:7;
C) Não devemos ser avarentos – Eclesiastes. 5:10, Lucas 12:15 e Colossenses 3:5.
D) Devemos economizar – Viva dentro do orçamento, isto é , aprenda a viver com o que Deus lhe tem dado (Filipenses. 4:10-13); pare com os gastos desnecessários (Provérbios 18:9 e 21:20).
E) Devemos planejar os gastos – Provérbios 16:9
G) Não seja fiador – Provérbios 6:1-2; 11:15; 17:18; 20:16; 22:26-27 e 27:13. O principal sentido destas orientações está no fato de afiançar a PALAVRA de alguém. Isso é muito diferente da prática de nossos dias de fiança de imóveis para aluguel, que não existia então. Nesse caso devemos verificar que compromisso a pessoa está assumindo, se a palavra dada está dentro das condições dela, se ela não está dando um passo maior que as pernas e etc. Este texto não deve ser usado como uma desculpa para negar a um irmão que necessita de moradia e está fazendo um compromisso dentro de seu orçamento, sem vaidade e por necessidade, o apoio que lhe devemos como irmãos. Nessa circunstância devemos ser fiadores, até para apoiá-los em caso de emergência ou infortúnio.
NOSSA ATITUDE DEVE SER:
Ganhar uma liberdade financeira – não devendo, não amando o dinheiro e estando gratos em qualquer situação
Princípio 7 – DEUS QUER MINHA PARTICIPAÇÃO FINANCEIRA PARA SUPRIR OS NECESSITADOS.
Deus expressa um desejo muito claro quanto à condição de vida que ele planeja para todas as pessoas. Podemos expressar a expressão desse desejo no NT e no VT.
No VT a afirmação de Deuteronômio é clara: “Assim, não deverá haver pobre algum no meio de vocês, pois na terra que o SENHOR, o seu Deus, lhes está dando como herança para que dela tomem posse, ele os abençoará ricamente”. Deut. 15:4. No NT Paulo assim expressa a visão de Deus: “Nosso desejo não é que outros sejam aliviados enquanto vocês são sobrecarregados, mas que haja igualdade”. II Cor 8:15. (Negrito e Itálico meus).
Um dos motivos pelos quais Deus nos abençoa com recursos econômicos, financeiros, educacionais e com oportunidades, é para que nós possamos ser seus instrumentos para o alcance de uma posição de equilíbrio e justiça. Existem níveis de desigualdade dentro da “igualdade”. A proposta de Deus é muito diferente da de Mao Tse Tung, ou do comunismo idealizado. Igualdade na visão que podemos depreender, principalmente do Pentateuco é a igualdade de oportunidades, de propriedade dos meios de produção, de acesso à justiça, à cidadania. Igualdade é diverso de uniformidade, e nada, nem na Bíblia, nem na natureza dá-nos a possibilidade de pensarmos em uniformidade. Porém vivemos em mundo injustamente desigual, desequilibrado e cruel. Na nova Vida que recebemos em Cristo temos a oportunidade de experimentar uma nova dinâmica na nossa relação com o dinheiro.
No meio cristão evangélico infelizmente temos visto que existe uma forte concentração e ensino que insiste em usar da fé e do evangelho como meio de aquisição, concentração e usufruto individualista dos recursos auferidos por um cristão.
Meu querido(a), os recursos que Deus te deu são a resposta para muitos que sofrem, dentro e fora de nossas igrejas. São uma oportunidade de buscar o objetivo de Deus.
Lembre-se sempre: Sua abundância serve para que a justiça, a eqüidade e a oportunidade sejam acessíveis a todos. Este deve ser nosso alvo e objetivo no uso de nossas finanças.
Esta semana leia Deuteronômio 15 e II Coríntios 8 e 9 para aprofundar o assunto.
A partir disto podemos chegar às seguintes conclusões e você pode usar os textos bíblico para aprofundar seu estudo:
a) As boas obras estão ligadas com a fé que salva. Mateus 25:34-40.
b) As dádivas devem ser ofertadas diretamente a quem precisa, sem alarde, no anonimato. Mateus 6:2-4.
c) A prioridade é para com os irmãos da fé, mas tal prática deve ser estendida a outros à medida que somos tocados por Deus. Gálatas 6:10, I João 3:17,Romanos 12:13.
d) Devemos ser sensíveis aos irmãos desempregados, viúvas, órfãos, pobres, doentes, estudantes sem dinheiro, etc.
NOSSA ATITUDE DEVE SER: Uma vez que Deus nos abençoa com recursos financeiros, devemos Ser sensíveis às necessidades do nosso próximo, ofertando secretamente e tendo como alvo os alvos de Deus
Princípio 8 – DEUS QUER MINHA PARTICIPAÇÃO FINANCEIRA NA SUA OBRA.
O Reino de Deus avança, está avançando e vai avançar até sua consumação final com a volta de Jesus. Não há o que alguém possa fazer para impedir este fato. E não há o que se possa fazer para ajudar o Reino a avançar.
Esta frase pode lhe soar estranha, mas de fato a soberania de Deus sobre o avanço de seu Reino é absoluta. O Reino de Deus é obra de Deus e não de homens. Então o que fazer com as frases do tipo: “Ajudemos o Reino a avançar!” ou “ A obra do Senhor precisa de sua ajuda” ?
A primeira consideração a fazer e que eu gostaria de encorajá-lo a tentar, é uma inversão na maneira de abordar este tema. Uma vez que não podemos fazer nada para o avanço do Reino, como devemos encarar o assunto? Qual deve ser meu papel neste aspecto de minha vida financeira?
Minha sugestão é que passemos a ver este assunto do ponto de vista de Deus : um Deus dono de tudo, auto-suficiente e soberano, que apesar de toda a glória que tem nos permite a possibilidade de participar do que ELE está fazendo.
COMO DISCERNIR
A primeira chave para o entendimento de nossa participação financeira na obra de Deus é compreendermos que nosso papel é diferir entre quais são os projetos de Deus e quais são os projetos do homem. O poder de Deus se manifesta nos projetos de Deus. Muitos têm a insistente mania de maquiar seus projetos pessoais de linguagem cristã e por isso considerá-los de Deus. Megalomania, projetos políticos, vaidade, devaneios e concentração de renda têm aparecido e sido apresentados como “obra de Deus” e levado muitos a serem vítimas da manipulação.
Para entendermos ainda mais a nossa participação financeira na obra de Deus devemos ter em mente alguns princípios:
– DEUS NÃO PRECISA DE SEU DINHEIRO
– É UM PRIVILÉGIO PARA NÓS INVESTIRMOS OS RECURSOS QUE DEUS COLOCA EM NOSSAS MÃOS, NAQUILO QUE DEUS ESTÁ FAZENDO
– DEUS NÃO PRECISA DE GRANDES ESTRUTURAS PARA QUE SUA OBRA ACONTEÇA, QUEM PRECISA DE ESTRUTURAS, SISTEMAS DE SOM E AMBIENTE AGRADÁVEL SOMOS NÓS! A IGREJA CRISTÃ TEM CARECIDO DE HONESTIDADE NESTA ÁREA.
– A MAIOR PARTE DOS RECURSOS DEVE SER APLICADA EM PESSOAS E NÃO EM COISAS, A NÃO SER AQUELAS QUE SERVIRÃO PARA PESSOAS SEREM SERVIDAS.
Pensando assim teremos uma noção clara e disciplinada de nossa participação na obra de Deus. Deus quer nos usar para SEUS propósitos, por isso nossa busca deve ser de SUA vontade. Muita gente hoje contribui sinceramente querendo agradar a Deus em distintos projetos (e Deus as recompensará), porém muitos projetos tem pouco ou nada a ver com a mão de Deus.
Por que Deus nos dá o privilégio de contribuir com a obra dele, já que não precisa de nós? A resposta é: RELACIONAMENTO!
• A contribuição nos permite relacionarmos melhor com Deus, porque coloca nosso coração no lugar certo.
• Nos permite relacionarmos melhor com os irmãos, porque os coloca acima de nossas posses.
• Nos permite relacionar melhor com o mundo, porque inverte os valores normais do mundo: pessoas passam a ser mais importantes do que coisas.
POR QUE PARTICIPAR FINANCEIRAMENTE DA OBRA DE DEUS?
Uma vez que Deus nos dá este privilégio, o que Ele teria em mente ao nos convidar a esta participação? Vemos na Bíblia que Deus se importa na manutenção de Obras e obreiros. A igreja recebe o privilégio de ser o veículo de deus para manter obreiros ( I Coríntios 9:13-14, I Timóteo 5:17) e obras de assistência e serviço social ( Atos 11:27-30 ).
POR FIM UMA ÚLTIMA PERGUNTA: QUEM ADMINISTRA?
Particularmente existe muito pouca possibilidade de a obra de Deus acontecer fora do instrumento para a Obra que Ele criou para sua atuação no mundo: A IGREJA. Contribuições a indivíduos desconectados de uma igreja local, “missionários” de estruturas para-eclesiásticas que não se comprometem com nenhuma igreja local, “ministérios” sem contexto eclesial imediato, que não prestam contas a pastores e lideres locais e que não fortalecem a igreja visível e local devem ser cuidadosamente analisados antes de receberem recursos. A história de “trabalho para a Igreja Invisível”, sem vínculos reais, deve ser profundamente questionada. Tais pessoas deveriam receber a visita de pastores invisíveis quando estivessem em crise, terem amigos invisíveis quando estiverem sós e buscarem ministração invisível quando estivessem doentes. A igreja é universal, mas existe em sua expressão local, com as tensões, problemas e gente da vida real.
Dentro do contexto local a responsabilidade da administração dos recursos é dos pastores ( Atos 11:29-30) e os diáconos( Atos 6:1-4).
Para se entender a questão dos dízimos e ofertas do ponto de vista bíblico eu recomendo o livro “Desmistificando o Dízimo” de Paulo José de Oliveira, pela ABU EDITORA.
Quanto à maneira de contribuir o padrão do Novo Testamento está expresso em II Coríntios 8 e 9 e pode ser assim resumido:
– Dar é uma graça concedida por Deus (8:1)
– Deve ter uma disposição de fazer sacrificialmente ( 8:2)
– Na medida e acima da medida (8:3)
– Está ligado com a dedicação da própria vida e Senhorio de Cristo sobre nós (8:5)
– Não é mandamento (8:8)
– Deve ser feito prontamente (8:11)
– Para que haja igualdade (8:13-15)
– Como expressão de generosidade (9:5)
– O que dá pouco, pouco terá (9:6)
– Cada um deve dar conforme o coração (9:7)
– Para suprir a necessidade dos santos (9:12)
– Redunda em glória para Deus ( 9:11-13)
Quando ?
– Regularmente. I Coríntios 16:2
– Sempre que houver uma necessidade específica – Filipenses 4:10-20
NOSSA ATITUDE DEVE SER:
Fazer um compromisso financeiro diante de Deus, separando de forma regular nossa oferta para a obra do Senhor. Fazer isso na certeza de que não é nossa obrigação, mas expressão do amor e um privilégio para nós.E lembrar que Deus não precisa de nós, mas nos dá o privilégio da parceria em sua obra
Princípios Cristãos para Vida Financeira – II Etapa
Hoje chegamos à segunda etapa de nosso curso de finanças: A montagem do orçamento pessoal.A primeira parte do curso é importante porque finanças é um assunto muito mais de valores e princípios do que de planos e teoria financeira. Porém muitos princípios são conhecidos por muitos que, no entanto, não conseguem aplicá-los pela mais absoluta falta de conhecimentos elementares de organização financeira.
Com a aula de hoje iniciamos a parte prática de nosso curso. Começaremos pela compreensão de algumas definições, entenderemos o que faz parte de nossos orçamentos e por fim ajudaremos você a montar seu próprio orçamento pessoal.
Princípio 9 – COMO ORGANIZAR MINHAS FINANÇAS PESSOAIS?
A primeira coisa a fazer e dar-se conta da situação. È muito comum as pessoas esconderem de si mesmas em que pé estão, quanto possuem, quanto ganham e principalmente quanto e no que gastam.
Se você se organizar e se planejar vai descobrir onde seu dinheiro está indo, no que você desperdiça (e por isso peca como mordomo), e de onde pode tirar para começar a ser um investidor (lembra da parábola dos talentos?).
Bem a primeira coisa que precisamos fazer é definir termos, e este é o assunto da aula de hoje.
RECEITA
Receita é tudo aquilo que você recebe para viver: Mesada, salário, ofertas, presentes, rendimentos de aplicação, heranças…
GASTOS
Muitas pessoas falam em custo, despesa, gastos, ganhos, perdas sem saber o que cada coisa significa. Neste curso vamos sempre dar preferência ao termo GASTOS, para definir a saída de nosso dinheiro.
Os gastos se compõem de custos e despesas. Ainda que em alguns aspectos a diferença não seja muito clara, em geral você pode definir seus gastos assim:
– Despesa – é tudo o que você gasta para poder existir, funcionar e se localizar. Por exemplo: alimentação, aluguel, vestuário, transporte…
– Custo – é tudo aquilo que você gasta para poder produzir seus recursos. Educação, aluguel de sua loja/consultório/quiosque, empregado que você paga, material de trabalho…
Existem áreas onde custos e despesas se confundem: luz (para viver, ou para trabalhar), combustível, alimentação fora de casa… Por isso a gente vai preferi o genérico GASTOS. Pois no caso de finaças pessoais estes incluem todos os custos e despesas e não geram confusões.
Porém os gastos não são todos os mesmos. Podemos dividi-los em três tipos de gastos, e isto será absolutamente importante para as próximas lições:
– GASTOS FIXOS – Despesas que tem o mesmo montante (valor) mensalmente. Aluguel, diarista, IPTU, Colégio, seguro saúde…
– GASTOS VARIÁVEIS – Contas que você paga todo mês, mas que podem ter valores diferentes. E aqui vale uam observação que no futuro você vai entender a importância: Todo gasto variável tem uma porção fixa, ex.: telefone, condomínio, água.. você sempre sabe quanto será o mínimo que gastará (nuca gasto menos que setenta reais de água, ou de telefone). Isso chama-se porção fixa dos Gastos variáveis.
– GASTOS ARBITRÁRIOS – São todos aqueles que você não precisa fazer todo mês (mas que acaba fazendo) – cinema, roupas, viagem, pizza com os amigos…
Na próxima semana eu vou ensinar como você pode melhorar a relação entre seus gastos e sua receita. Para isso eu quero te propor um exercício:
Durante esta semana, faça um calculo de quanto é sua receita total do mês e de onde ela vem, de uma ou mais fontes. Depois faça uma pequena tabela ou anote em colunas separadas, o que for melhor para você, os seus gastos. Tente descobrir os seguintes dados:
1- Quais são seus gastos fixos e de quanto eles são, discrimine e calcule o total.
2- O mesmo para gastos variáveis e para os arbitrários.
Na semana que vem vamos usar estes dados para que você aprenda a montar seu orçamento e como fazer para encaixar seus gastos dentro de suas recietas. E vamos dar dicas de onde cortar, como cortar e por que cortar.
Aguardo vocês , até lá.

PARTE 12
DÍZIMOS E OFERTAS
A contribuição na Igreja, em termos humanos e naturais é uma questão de sobrevivência. Em toda sociedade ou entidade social ou de classe, como clubes campestres e sociais, entidade recreativas e até beneficentes, as pessoas contribuem para dar condições de vida à sociedade.
Alguns clubes, por exemplo, a cada três meses fazem a listagem dos sócios não pagantes da mensalidade e colocam relação na portaria para que os mesmo não venham usufruir das dependências até que seja quitado o atraso; e tem até estatuto que prevê a eliminação e são cancelados os números de suas ações; pois todo agrupamento de pessoas tem despesas com administração, água, energia, aluguel, eventos e outros.
Contribuição grupal é também uma questão social e de bom senso. Quando deixa de existir a contribuição encerram-se as atividades do local. Até os penetras e aqueles que pulam o muro ou entram escondidos dentro de porta malas, um dia eles desconfiam e deixam de freqüentar. Assim são as entidades no geral.
Quanto às Igrejas cristãs evangélicas, não existem mensalidade ou valores estipulado, Deus ordenou na bíblia que todos querem ser fieis devem separar 10% de suas rendas e aplicar na Sua obra e disse mais que a fé sem as obras morta. Se alguém esta crendo em Cristo, mas não separa o fruto de suas rendas, como obras a apresentar a Deus, Então a sua fé esta morta. Dízimo/oferta é fé viva. O patrimônio de Igreja é publico e quem oferta torna-se sócio e todos tem o dever de cotizar ou ratear os valores dos gastos e despesas gerais e, assim também reza o novo código civil.
DIVERSAS IGREJAS
Tem Igrejas que além do dízimo cobram também taxas para realização de eventos, como meio salário para casamento rápido, um salário para casamento de meia hora e um e meio salário para casamento em horários nobres em dias de sexta ou sábado e se for acompanhado com instrumentos, músicos e coral o preço aumenta muitas vezes mais. Tem o preço da missa de sétimo dia, 30 ou do primeiro ano diferenciado de acordo com o horário e tempo de duração. Também há taxas para batizados ou eventos diversos, afinal para completar o caixa das despesas da Igreja além das doações e prendas fazem barraquinhas e leilões e chegam a vender frango assado por ate um salário mínimo ou um bezerro por ate 20 salários mínimos.
No passado, chegavam a vender salvação e cobrar indulgências e quando a família ou a viúva era muito rica rezavam novenas a preço de ouro todos os dias nos primeiros sete meses, sob o argumento de que era para a alma sair do purgatório com mais rapidez e ser promovida ao céu. Com isso tem Igreja que ficou a mais rica do planeta e em alguns paises chegavam a deter 30% das terras.
Existem entidades que fazem trabalhos para tentar prejudicar alguém com enfermidades, azar e falta de sorte ou desfazer um casamento e, cobram de um a trinta salários alegando que é para comprar velas em cores, galinha e outros ingredientes do maus e criminosamente cobram até consultas e eventualmente vendem remédios clandestinamente e para disfarçar sob o argumento de que “sem caridade não há salvação” distribuem cestas básicas, brinquedos , e agasalhos (sempre com dinheiro alheio). Quanto maiores os preços mais são as variedades, sacrificam animais e até crianças e chegam a comprar órgãos ou membros de pessoas (olhos, língua, orelha etc) para fazer trabalhos macabros e de perseguição malignas. Centenas são as denuncias de maus tratos e torturas contra crianças e ate extração de olho e órgão genitais em pessoas vias (como no caso do Pará), tudo para realizar de trabalhos caros e exorbitantes para o fim de cobrir despesas com diretoria, pai de santo aluguel energia água e outros. Apaga-se a todos os métodos baixos, desonestos e ocultos para sobreviverem e ajudar tesouros malditos.
Já as Igrejas evangélicas cristãs, usam as formas bíblicas, morais, éticas, honestas e aprovadas por Deus. Sobrevivem dos dízimos voluntários e ofertas dos fies. No Brasil é proibido pela Constituição, doar dinheiro público e oficial para Igrejas, se o tribunal de contas verificar que uma prefeitura, por exemplo, doou determinado valor em dinheiro para uma Igreja, o Tribunal processa o prefeito , faz devolver o dinheiro e pode até condena-lo a cumprir pena na cadeia. Somente as entidades beneficentes (idoso, crianças e drogados, por exemplo) é que podem receber donativos da prefeitura ou órgão outros governamentais e tem que prestar contas com notas fiscais e não desviar a finalidade. Cada Igreja então tem que sobreviver somente com a contribuição de seus membros e ainda patrocina as suas entidades.
Ao longo da bíblia, Deus aprova o dízimo e ofertas para a obra espiritual e continuidade da Igreja na face da terra. Certo comerciante uma vez argumenta ou que era contra o dízimo e oferta para Igreja sob o argumento e justificativa de que Deus é espírito e não precisa de dinheiro. Já pensou se todos fossem mãos fechadas e insensíveis igual a esse comerciante avarento! Certamente não existiria nem um prédio de Igreja, nem uma editora cristã, gravadora, radio ou televisão evangélica. Também não tinha nenhum obreiro em tempo integral e certamente a obra de Deus já havia sido extinta da face da terra e os demônios já estavam habitando e dominando em todos os corações. Mas graças a Deus que ainda existem pessoas honestas e que não roubam os 10% de Deus e aplicam na obra aquilo que já pertence a Deus além das ofertas alçadas. Assim a obra vai crescendo até se completar o numero dos salvos que serão arrebatados.
TERMÔMETRO DA FÉ
O grau Maximo de fé e fervor se mede pelo total de ajuda e esforço que a pessoa aplica na obra de Deus. Deus que examina o coração entrega as bênçãos na medida em que cada um se dedica e contribui com seus dízimos e ofertas. Quem muito recebe, porque se muito ama a obra muito será amado de Deus. Quem muito considera a Jesus muito será considerado. Quem lança apenas algumas pequenas moedas na oferta da casa de Deus, se forem as únicas será louvado e abençoado, mas se tiver outra maior e valiosa retida e guardada e fechar as mão para Deus, então será dado a estas pessoas apenas a menor benção. Desmerece e desfaz da casa de Deus e da obra do Senhor Jesus, aquele que dá o menor valor em oferta e nega a entregar o dízimo. Deus não é Mendigo e não precisa de resto. Quem muito obedece e contribuiu muito pode pedir; tem membro que sempre fica pedindo benção, mas nunca lembra de dizimar os seus rendimentos e sempre pensa que se ofertar alguma coisa ira lhe trazer falta. A avareza é inimiga das bênçãos. Se o membro retiver para si os 10% que é de Deus, ira lhe servir apenas para maldição, dinheiro roubado não leva ninguém para frente e sempre chora o seu dono, Deus sente a falta e a Igreja fica no prejuízo. Atrasa e retarda a obra.
O espírito da miséria e do devorador é alimentado e cresce na vida da pessoa com os 10% não entregue à Igreja. Para o dinheiro não dizimado o saco é furado e desaparece (Age 1.6). A maldição chega com o prejuízo em um negócio, dificuldade em receber os pagamentos, doenças e gastos com remédios e cirurgias, azar, falta de sorte, falta de sabedoria na administração do que possui, falta de bom senso e de equilíbrio, presença de ladrão, casos fortuitos e força maior e situações da natureza. Todo negocio que não é abençoado e não tem a mão de Deus, tendo a não prosperar, caso venha prosperar torna sendo a raiz do mau, para acarretar um mal maior, aonde o inimigo vem usar o dinheiro com meio e forma para o pecado. Cada irmão que não repassa os 10% de Deus, é testemunha de algum fracasso ou desastre, se repassa então os outros 90% seram abençoados e crescerá muito mais que os 100% juntos.
O dinheiro abençoado multiplica e o amaldiçoado somente serve para aprofundar na perdição. Oferta alçada é a oferta do valor considerável, o que é alçado para um irmão pobre já não é para um irmão rico, assim R$. 35,00 (10 % de um salário mínimo de 350 reais por exemplo) é alçado para um irmão que ganha apenas um salário mínimo e oferta irrisória para um irmão que ganha 20 ou 30 salários por exemplo. As Igrejas estipularam que “alçada” é ser não menos que de 10% sobre toda a renda mensal ou importância equivalente ao dízimo. Portanto no Israel a oferta alçada chegava a 30% da renda mensal e os irmãos americanos e europeus são acostumados a contribuir com importâncias superiores ao dízimo e são prósperos e de primeiro mundo.
Deus promete bênçãos para aquele que apresenta o dízimo na obra (Mal. 3.10) e até promete prosperidade de bens, bênçãos sem medidas e faz o grande desafio; são poucas ás vezes em que Deus faz desafios com o ser humano na terra e essa do capitulo três é uma das raras vezes, e Deus quando fala cumpre e quando promete com certeza vela pelo cumprimento da sua palavra. Então quem contribuir na obra, sem dúvidas recebe a prosperidade. A Bíblia, a palavra de Deus promete a prosperidade para aqueles que abrem as mãos para ajudar na casa e na obra de Deus. No versículo oito, Deus fala que não entrega os dízimos e ofertas alçadas esta roubando de Deus e no versículo nove afirma que Deus amaldiçoa esta pessoa e terrível e horrenda coisa é cair nas mãos de um Deus vivo. O nosso pai não tem compromisso em abençoar aquele desonesto, que não é sincero e nem obediente a Sua palavra.
Tem irmão que não entrega o dízimo e nem oferta valores alçados, altos ou significantes, porque duvidas da palavra de Deus e, duvidar do que está escrito na Bíblia é um grande pecado, visto que então esta duvidando do próprio Deus. Quem não crê em uma parte logicamente esta desconfiando da outra e devemos nos entregar de corpo, alma e espírito nos braços de Deus. A fé é medida pelo tamanho da obra, o tanto que oferece a Deus é tanto que deseja no crescimento da obra.

ROUBO E MALDIÇÃO
Se um trabalhador arruma um emprego e no final do mês fica com a obrigação de separar um percentual da produção e repassar para o patrão e não entrega e fica com tudo, lógico que estará cometendo crime e será amaldiçoado pelo patrão e demitido por justa causa e com as penas do crime correspondente. O roubo esta na lei brasileira, estampado no artigo 157 do código penal quando ocorrer ameaça e violência e, no artigo 155 quando não ocorre violência e a pena vai de até quatro anos de prisão para esse e ate dez anos de prisão para aquele afora os agravantes para casos especiais. Alguns desligam (debanda ou muda de local) para esconder o erro que já foi feito e isso é comparado com aquelas pessoas que se entrega o coração a Jesus, mas no momento de entregar os 10% que é de Deus, prefere abandonar a fé e com certeza a maldição de Deus recairá da mesma forma e ainda com agravante.
O maligno tenta de toda forma colocar pensamento negativo e contrario a dízimos e a oferta, isto porque o inimigo de nossas almas sabe que menos dinheiro a obra da fé vai crescer menos. Chega a comprar com o latrocínio, que é aquele que mata para roubar. Matou a fé não entrega os 10% que não era do dono. Outros tentam passar para outras Igrejas para sonegar a obrigação e isso também não adianta, pois a maldição acompanha a pessoa por onde quer que andares e por muito tempo até que venha regularizar a situação. O ladrão que devolve o produto do crime tem a pena atenuada e aquele que se arrepende e desiste e devolve o que não é seu, os 10% que é de Deus, então encontra misericórdia. O ladrão não tem paz de espírito e nem sossego no sono e sempre sabe que esta fazendo as coisas erradas e gastando o que não lhe pertence, assim é aquele que não entrega o que é de Deus, sempre fica com remorso e sentimento de culpa, e sempre sabe e vê na pele que não esta tentando prosperidade e não esta sendo abençoado.
Quem está em débito deve pagar o atrasado e orar para Deus quebrar a maldição e enviar a benção. Para todo oração de quebra de maldição deve haver a reparação naquilo que tiver ao alcance, quem se arrepende é porque esta a pagar o preço. Alguns fazem greve e ficam escolhendo onde deve ser aplicado, não podemos exigir e especificar a destinação ou aplicação, isso é trabalho da diretoria da Igreja. Se não for bem aplicado não é problema do dizimista, quando muito pode o membro fazer parte do conselho fiscal, de obras, eventos, orçamento etc. e, a tesouraria deve prestar contas rigorosamente daquilo que é sagrado. A Igreja deve procurar fazer de tudo para fugir da maldição e cada membro que estiver em maldição deve confessar para Igreja, para que todos venham orar e Deus quebra o problema. Uma maça podre no meio das outras, dentro da caixa, contamina todas as demais.
Assim como um pai de família fica o mês inteiro fazendo contas todos os dias sobre os gastos diários, semanais e mensais, assim é a cabeça de um tesoureiro de uma Igreja e do pastor e de toda diretoria; às vezes o membro nunca pensou sobre esse detalhes e é importante o pastor colocar na diretoria primeiro, segundo, terceiro e até quarto tesoureiro, para todos participarem dos problemas e sentir o peso da cooperação. Tem obreiro que mais entrega dízimos e ofertas alçadas em outras Igrejas porque não tem oportunidade de participar do ministério em sua própria Igreja, injustiça e erro mais do pastor presidente geralmente neófito ou carnal ou diretório e geralmente pode não ser erro do obreiro que tem um dom e esta afoito para trabalhar. Tem obreiro que tem a vida consagrada e o dom da palavra ou do louvor e não encontra espaço na Igreja que é membro e quando sente o desejo de exercitar o dom de louvor ou de ministração, infelizmente tem que procurar outra Igreja, nesse caso não e erro distribuir o seu dízimo e ofertas alçadas por onde esta cooperando, sendo útil e recebendo oportunidades e honras. Afinal Deus enxerga e considera todas as placas denominacionais como sendo uma só, toda obra é igual e pertence a Igreja Espiritual Universal que será arrebatada. A participação alegra o coração e incentiva a entrega.

BENÇÃO E PROSPERIDADE
Devemos honra a Deus com os nossos bens e com o principal de nossos rendimentos (Pv. 3.9) é promessa de Deus que se entregarmos os dízimos e ofertas, Ele enche nosso celeiros, abençoa o nosso trabalho e tudo se multiplica e vem a prosperidade (Pv. 3.10). A partir do primeiro momento que entregamos Deus já começa operar abrindo as portas das bênçãos e da prosperidade, aparece a abundancia e fartura e todos vêem a benção de Deus (II Crônicas 31.10 a 12). Israel entregava fielmente e são os mais prósperos da terra. (Neemias 10.38 e 39 e 13.11).
O Dízimo não é só da renda fixa mensal, mas de tudo que recebemos (Gn 14.20, Lev. 27.30, Am 4.4). o senhor Jesus recomendou a não omitir a entrega do dízimo. Quem muito oferta muito recebe (II Cor. 9.6). Quando entregamos o dízimo e a oferta, não podemos fazê-lo com tristeza ou por necessidade, sempre deveria haver saldo no caixa da Igreja e nunca débitos. Tem irmão que é tão avarento e ridículo que sempre quando entrega o envelope com o que é de Deus fica com o semblante triste e, outros que só entregam depois que o tesoureiro chora, implora e lamenta muito ou quando mostra o titulo protestado ou o cheque sem provisão de fundos, Deus não se agrada desse tipo de ajuda.
Deus ama ao que dá com alegria (II Cor. 9.7). Então se analisarmos este versículo na profundidade da exegese teológica ou se filosofar dentro do português correto, chega à conclusão que Deus não ama ao que oferta com tristeza ou por necessidade, se essa pessoa não é amada por Deus é porque ela O desagrada; é rejeitada e repugnada e não recebe as bênçãos. Se eu não amo determinada pessoa, então ela não será simpática a mim e com certeza não irei favorecê-la em nada e se tenho presentes para doar procurei aqueles a quem sou grato. Se eu não amo determinado pessoa é porque eu não me preocupo em ver ou fazer essa pessoa feliz. O natural. Se eu não me importo os sofrimentos de alguém é porque esta alguém esta praticando atos e ações que não estão me agradando. Ela é indiferente para mim, não estou nem ai com ela. Então entregar com tristeza ou por necessidade é o mesmo que não entregar, porém é uma falha de mais fácil reparabilidade, visto que para quebrar a maldição basta se arrepender da tristeza e pedir perdão e prometer de não pecar mais (vai e não peques mais).
Todo patrão muito considera, preza e ajuda o honesto trabalhador. Deus libera bênçãos e prosperidade imediata para o fiel dizimista. As bênçãos e prosperidades correm atrás do justo obreiro (Ex. 25.2 a 8). Muitos irmãos vivem umas vidas miseráveis, desastrosas e sempre em débitos, apenas porque nunca alegrou o coração de Deus. A obra depende de ajuda de cada um e Deus se responsabiliza pela unção.
Tem Igreja que não explica a doutrina só dízimo para seus fieis, isso não pode acontecer, visto que o pastor ou dirigente não pode tolher e impedir ou dificultar a benção e prosperidade de cada um. Tem que explicar no mínimo uma vez por semana em reunião e dar a oportunidade a todos de serem abençoados, prósperos e amados por Deus. Todos devem carregar a Igreja nas costas e nunca deixar com apenas alguns ou o grupo de lideres. Se só um grupo contribui só esse grupo será abençoado com a prosperidade, pois é uma benção entrelaçada e dependente.
A prosperidade é em todos os sentidos: vida financeira com a multiplicação aparente em muitas vezes os 90% ou de aplicação patrimonial, nos negócios do comércio, indústria e prestação de serviços, prosperidade na fé, prosperidade no amor e vida sentimental, prosperidade no amor para ganhar almas, na família, nos amigos, na oração, no exercício dos dons e na medição, enfim em tudo que for para valorizar a vida espiritual e o ser humano.
Certo irmão tinha 20 anos, era assalariado e fiel dizimista e orava muito no círculo de orações pedindo prosperidade, pois Igreja contribuir cada vez mais na obra de Deus. Um dia foi aprovado num concurso para a policia militar, ficou dois anos como soldado iniciante e mais dois como cabo e depois fez faculdade, foi para a capital do estado e sempre foi sendo promovido e depois de vinte e cinco anos conquistou a divisa, patente e grau de Coronel com salário de quinze vezes mais do que o de iniciante. Um dia retomou à cidade natal e com saudade de igrejinha do interior voltou ao circulo de oração. As irmãs já tinham partido quase todas para a glória, mas ainda restavam algumas, dentre elas uma irmã com 75 anos e aquele Coronel a reconheceu e abraçaram muito e ele todo fardado e cheio de divisas pediu à irmã que orasse por ele porque havia perdido a graça e o gozo de entregar o dízimo e já por três anos que também não fazia ofertas alçadas. Aquela irmã pediu ao coronel para ajoelhar e ele tirou o lenço do bolso colocou no chão, ajoelhou e a irmã começou a orar: “Senhor Deus, Criador de todas as coisas, agradeço pelas orações de trinta e cinco anos passados e pela prosperidade que o Senhor concedeu a este teu servo, agora peço ao Senhor que tire dele a divisa e patente de Coronel e volte para ele a de soldado raso ou Cabo, para que ele possa voltar a dar o dízimo, pois ganhando pouco não achara muitos os seus 10% sagrados”, antes mesmo de a irmã terminar a oração aquele Coronel caiu em pratos e lagrimas e disse: “assim não irmã, dessa forma não irmã, pode parar irmã!” E já arrancou um talão de cheque especial do bolso, preencheu uma folha no valor do dízimo de 36 meses atrasados e ainda aumentou 50% a titulo de multa e oferta alçada, assinou e entregou para a irmã repassar para o tesoureiro da igreja. Dinheiro que deu para aumentar e reformar toda Igreja local, comprar mais bancos e equipamentos de som. Dessa forma existem muitos em nossa Igreja que recebem a benção da prosperidade e depois acha muito os 10% e por conta própria negocia com Deus e unilateralmente reduz a 1 ou 2% e daí vem a maldição e perde tudo, volta a zero e vai para o fundo do poço. Deus quer abençoar a todos fervorosos e cheios de obras de contribuição.
COMO ENSINAR
Dizimar e ofertar são passos de fé. O novo convertido a princípio, enquanto ainda não esta cheio de unção no Espírito Santo e ainda com um pouco de dúvidas e de carne, então sente alguma dificuldade, mas isso é comum e é passageiro, peculiar ao iniciante na fé. Ora pensa que a Igreja não precisa de sua contribuição ou que tem outro gasto em casa mais necessário que os da Igreja. E assim joga a carga para cima dos lideres e irmãos mais idosos de fé. Mas nesse trabalho o Espírito Santo é especialista, persuade e convence a todos e em pouco tempo ou entra na graça total ou fica sempre com a ausência de benção e de prosperidade; aos poucos aqueles que não entregam vão enxergando a realidade da fé e passam a confiar mais na Palavra de Deus e amar com mais fervor esta sagrada obra de cooperação. Então estas pessoas começam a sentir na alma mais unção do espírito Santo e no coração mais afeto amoroso do Pai e, misteriosamente as coisas vão se encaixando de uma maneira fantástica e, miraculosamente os problemas ao sendo solucionados e justados e, os 90% vai se multiplicando e a prosperidade em todos os sentidos vai se fazendo.
Presente na vida pessoal e sentimental. O mal de angustia, stress, desespero, depressão, medo e nervosismo geralmente é uma das características de pessoas que não é fiel no dízimo. A expectação de juízo, de mal estar e de sentimento de culpa é particular a quem rouba de Deus. O gozo e certeza da salvação são mais fortes naquele que contribuem que é justo e fiel. Todo fiel dizimista sempre se arrepende pelo tempo perdido que não cooperava. O verdadeiro e fiel cristão tem o prazer de ajudar no crescimento da Obra de Deus. Somos parceiro com Cristo nessa batalha santa, a Ele coube a parte mais fácil e impossível aos homens, derramou sangue imaculado; a nos coube o trabalho de ir e ensinar e ao Espírito Santo o de convencer e persuadir. Aquele que dá bom fruto, Deus poda, zela e rega para dar mais fruto ainda e, o principal fruto é o trabalho na obra, o trabalho de evangelizar e ganhar almas e isso depende dos 10%, pois Deus não envia dinheiro do céu para comprar terreno, materiais de construção, bancos, som, radio, televisão e gráfica e manter os obreiros. Deus na verdade é quem sustenta a Igreja e os seus escolhidos, mas usando os 10% que é d’Ele e que momentaneamente fica nas mãos dos fieis ate que seja entregue. Por isso exige partição de todos, é um trabalho comunitário e Cristo é a cabeça e esta anotando a participação de todos para abençoar um por um com justa medida desde agora e também galardoar na vida vindoura. Afaste a maldição da sua vida e faça uma grande media com o teu Criador.
Certa feita, um pastor tinha uma Igreja central com 500 membros e mais 10 congregações de bairros com 50 membros em cada uma. Desse total de um mil membros, 200 não tinham a visão de obra, não eram dizimistas, não amavam o sacrifício de Jesus e não eram obedientes à ordem e palavra do Mestre “IDE” e, portanto tinha a fé morta, ou pior “compareciam à Igreja apenas fisicamente” visto que fé morta é igual a não ter fé. Esse pastor muito prudente e cheio da unção e sabedoria orou pedindo uma estratégia para conduzir os não dizimistas a entregarem o que é de Deus. Colheu o nome e os endereços de todos esses membros frios, fracos e mortos e alugou um salão no centro da cidade, escreveu convidando a todos eles para apartir de tal dia reunir no novo endereço da 11º congregação. No dia da inauguração, nenhum deles sabia que estavam todos na mesma lista dos não dizimistas. No dia da inauguração, já deu posse para 5 presidentes (um titular e 4 vices); 10 tesoureiros; secretários e demais cargos burocráticos e tinha muita gente graúda intelectualmente ( profissionais liberais, professores, militares e outros), também tinham operários, assalariados, aposentados etc. O presidente nomeou o primeiro ministrante do próprio grupo, bem como obreiros para dirigir e serem tesoureiros e se encarregar de pagar o aluguel, energia água e despesas gerais e recomendou ajuntar uma reserva de 5 salários mensais para trazer um pastor integral e mensalmente um cantor de fora para promover avivamento. No final de 90 dias o pastor presidente do campo, exigiu prestação de contas e pediu a relação dos dízimos e ofertas dos 30 cultos que haviam realizado e o tesoureiro disse que tentou recolher, mas nada havia conseguido. O pastor presidente então marcou uma reunião extraordinária com aqueles não dizimistas, quais já haviam reduzido para apenas 80 irmãos (120 desviaram da igreja física, visto que a igreja espiritual já estavam mortos). E explicou a necessidade do cooperativismo e do sociativismo e argumentou que não seria justo, humano ou natural vir dinheiro da matriz para pagar algo que eles ali da 11 congregação tinham usufruído, depois d traçar os fundamentos sociais, passou a argumentar os fundamentos espirituais das bênçãos e prosperidades e, grande parte compreendeu e aceitou os argumentos, foram persuadidos e convencidos pelo Espírito de Deus, naquele instante já cotizaram as despesas e ratearam entre eles os débitos. Sentiram o desejo d provar das promessas de deus e passaram a dizimar ofertar e em poucos meses compraram o prédio e receberam a bênção da prosperidade da fé e foram consagrados aos diversos cargos ministeriais e Deus derramou uma verdadeira unção e receberam os mais variados dons do Espírito Santo e não foi mais preciso trazer cantores e ministradores de fora. Também receberam a prosperidade financeira e hoje é a congregação que mais contribui com a matriz e mantém três missionários em terras distantes. Cada irmão é fiscal de si próprio e o Espírito Santo está de olho na honestidade de cada um, não adianta e não tem jeito de enganar a Deus. Ananias e Safira tentaram e foram mortos, queriam esconder parte da propriedade para pagar menos dízimos, Deus não aceitou e eles foram amaldiçoados na hora. Ás vezes o irmão nem compreendeu ainda a grandeza que é ser um dizimista, mas como todos estão entregando ele também entrega. Toda pessoa de bom senso, consciência e de brio no rosto, sente-se naturalmente na pele a obrigação de contribuir, pois está no meio do grupo e deve ser participativo. É feio ficar sempre usufruindo aquilo que está sendo pago por outros. Tem igrejas que somente permite participar da santa ceia aquele que está quite com o cartão do dizimo e outras igrejas somente deixam participar das atividades da igreja aquele que entrega o dízimo pontualmente e afinal existem as que apenas consagra obreiros nos cargos hierárquicos se estes forem fieis dizimistas. A liderança da igreja não pode colher do trabalho, participação e oportunidades aqueles que são dizimistas, sob pena de os tais perderem o gozo, a graça e o encanto de dizimar no local, suspende ou começam a visitar outras igrejas. Falta de sabedoria e de bom senso do presidente. Todo tanto de contribuição ainda é pouco para a igreja, cada membro deve dar de tudo e fazer de tudo. A recompensa é agora e na eternidade. Dizimista e obreiro apenas devem e podem cobrar participação na obra de sua igreja e nada mais. Desde a simples limpeza daquela igreja que ainda está iniciando e não tem renda para pagar uma zeladora até aquele mais valioso aparelho de som. Para a igreja você deve e pode gastar o seu último dinheiro, não importa, deus suprirá as suas necessidades, te abençoará e concederá prosperidade.
FUNDAMENTOS BIBLICOS
O percentual fixo de 10% de nossa renda para Deus, é um dos meios Dele expressar seus direitos e o senhorio sobre nós e tudo o que temos (Is. 43: 1 e Dt 7:6). Mas vós sois geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes Daquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa lua, I Pd 2:9. O dizimo pertence a deus, por isso é santo (Lv. 27:30), desde o que se produza no campo, como agricultura e pecuária, até o lucro da indústria e comercio ou da prestação de serviços; não sendo pago, é um roubo como vemos em Ml 3.8-10 ele não é dado, é pago, pois se trata de uma dívida Hb. 7:7-9. No velho testamento, quando os dízimos não eram pagos na ocasião própria, deveriam ser acrescidos de 20%, Lv. 27:31. Portanto na lei a coisa era mais seria que hoje, como observamos.
O dizimista goza da bem-aventurança de Mt 3:12. Somos dizimistas porque tudo quanto somos e temos é produto da bondade e da graça de Deus. A obediência e o amor impulsionam nosso coração a fazer o que ele pede de nós, I Co. 15:10. Abrão foi o iniciador do dizimo, dava o dizimo de tudo Gn. 14:18-20. Jacó foi o continuador do dizimo e Malaquias condenou o esquecimento da entrega ainda foi bem claro que gastar os 10% de Deus é roubar. No novo testamento, o Senhor Jesus advertiu para não omitirmos esta entrega. Devemos entregar o porque o dizimo é prova de fidelidade, e obediência a palavra de Deus. A fé com poucas obras é quase morta.
No tempo antigo, os judeus davam ofertas alçadas na média de 20% dos rendimentos e atualmente todos são fieis a estes princípios e não se tem noticia de nem um judeu que seja carente. No primeiro mundo, 60% da população é evangélica, próspera e abençoada, pois todos são dizimistas e amam a obra missionária e e de expansão do evangelho e possuem missões em todos os países, investem muito nos países do segundo e terceiro mundo. Os países segundo e terceiro mundo são geralmente idolatras e espiritualistas e por isso estão amaldiçoados, mas felizmente aos poucos o evangelho está crescendo a exemplo do Brasil que triplicou o índice nestes últimos trinta anos, e passou de 8% 1980, para 16% em 1987 e 24% em 1994 e a previsão é de 32% da população para o ano de 2010. Para pagar o dizimo, devem apenas exercitar a mesma fé conversão e da perseverança nos caminhos de Deus I Co. 15:57. O dizimista goza da bem-aventurança de Mt 3:12. Somos dizimistas porque tu que é de Deus, sofre pesadas conseqüências, Ml 3:9 At 5:4-10. Seja fiel no pouco que no muito Deus te colocará, dando vitórias em todo o teu viver, Dt 28: 1-8. As ofertas regulares e alçadas devem ser conforme a prosperidade do contribuinte, I Co. 16:2 II Co. 8:3, nesta passagem vemos a relação entre dizimo e oferta, sendo que o dizimo deve sempre ser 10% do ganho e a oferta é uma contribuição igual ou superior aos 10% do dizimo.
As ofertas devem ser um verdadeiro sacrifício; a viúva de Lc. 21:4 entregou todo o dinheiro que possuía e não apenas uma parte ou a sobra. E aquela viúva não era aposentada ou pensionista, não possuía marido em nem filhos com rendimentos, a única coisa que possuía entregou. Tem irmão que é tão mão fechada ou avarento que tem coragem de ofertar a menor moeda, não paga nem a luz que o ilumina durante as duas horas quando ele fica assentado no culto. Oferta o menor é desconsiderar demais ao nosso Deus, é ter espírito de miséria, a fé sem as obras é morta. A fé com poucas obras é quase morta.

RAZÕES PARA SER DIZIMISTA
1. O dízimo é santo. Levítico 27:30-32
2. Quero ser participante de grandes bênçãos. Malaquias 3:11-12
3. Amo a obra de Deus na face da terra. Malaquias 3:9
4. Deus é dono de tudo. Salmo 24:1
5. Eu mesmo vou gozá-lo na casa de Deus. Deuteronônimo 14:23
6. Mas bem aventurado é dar que receber. Atos: 20:35
7. Deus ama ao que dá com alegria. II Cor 9:7
8. Tudo vem das mãos de Deus. I 29:14
9. Meu rico tesouro está nos céus. Mateus 6:19-21
10. Tudo que peço a Deus recebo. Mateus 7:7-9
11. Obedeço a Deus. Atos. 5:29
12. A bênção de Deus é que enriquece. Prov. 10:22
13. Para cada Lei, Deus promete recompensa. Salmo 19:7
14. Receberei de Deus com a mesma medida. Lucas 6:38
15. Os pensamentos de Deus são mais altos. Isaías 55:9
16. Deus me escolheu e nomeou. João. 15:15
17. Deus diz: fazei prova de mim. Malaquias. 3:10
18. Meu salário não será posto em saco furado. Ageu 1:6
19. É minha responsabilidade o sustento da Igreja. Malaquias 3:10
20. Deus suprirá todas as minhas necessidades. Filipenses 1:19
21. Os levitas já encontraram o dízimo. Hebreus 7:5
22. Abraão deu os dízimos antes da Lei. Gêneses 14:18-2
23. Cristo era da ordem de Melquisedeque. Hebreus 5:10
24. Dízimos e ofertas são sustentos ministeriais. I Cor. 16:02
25. Quem trabalha deve viver do seu próprio trabalho. I Cor. 09:14
26. O sustento ministerial é bíblico. I Cor. 9:7-14
27. No Novo Testamento eles davam tudo. Atos 4:34-35
28. Deus se agrada daquilo que o homem dá com amor. Gêneses 4:4
29. Deus manda o pobre e o rico contribuírem. Lucas 16:10
30. Devo ajudar a sustentar aquele que me orienta. Gálatas 6:6
31. Tudo vem de Deus, apenas restituímos. 10% I Cron. 29:14
32. Ajudarei a construir templos para ganhar almas. I Con.29-1:18
33. ENFIM DIZIMISTA POR QUE JESUS MANDOU. Lucas 11:42
PARTE 13
Honrando ao Senhor com nossos bens
Precisamos aprender a dar porque amamos mais a Deus do que aos nossos bens

“Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de toda a tua renda; assim se encherão de fartura os teus celeiros, e transbordarão de mosto os teus lagares.” (Pv. 3.9-10.)
Temos aqui uma promessa de Deus… que tem o seu “sim” e seu “amém” (2 Co. 1.21). Este texto fala de Deus enchendo seu povo com a sua provisão.
Não temos celeiros e lagares hoje de forma literal como os judeus daquela época, mas devemos entender que Deus está se referindo à provisão abundante. É da vontade de Deus suprir os seus filhos materialmente. Há diversas promessas na Bíblia que se referem a isto (Sl. 23.1; Fl. 4.19).
Contudo, isto não se dá de forma automática. Esta promessa é condicional, ou seja, não se cumpre por si só, depende de cada um de nós para que possa ser concretizada. O texto pode ser divido em duas partes: aquilo que nós temos que fazer; e o que Deus fará depois que fizermos a nossa parte.
Esta promessa divina é sobre provisão e prosperidade (não entenda como riqueza), e revela a vontade do próprio Deus para seus filhos. Contudo, muitos crentes sinceros não a tem experimentado. Acredito que isto tem se dado justamente porque há uma dimensão de entendimento por trás desta promessa que ainda não tem sido penetrada pela maioria dos crentes.
Temos ouvido muito sobre as bênçãos do dar, e acredito nesta doutrina porque é bíblica. Mas a Palavra de Deus não nos ensina somente a dar, mas também a forma certa de fazê-lo! Creio que este texto nos revela mais sobre a atitude que devemos ter, do que a dádiva em si.
Veja bem: quando afirmamos que Deus responde as orações, estamos afirmando algo bíblico e verdadeiro. Mas a Escritura Sagrada não nos ensina apenas a orar, mas revela também que há uma forma correta de se fazer isto. Percebemos este princípio na epístola de Tiago, onde lemos: “Pedis e não recebeis, porque pedis mal…” (Tg. 4.2). Logo, precisamos aprender a pedir, mas também precisamos aprender a forma certa de fazê-lo!
Acredito que o mesmo se dá com o ato de dar e ofertar ao Senhor. Foi por isso que Paulo instruiu os coríntios: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria.” (2 Coríntios 9.7.)
As Escrituras falam de gente como Caim que ofertou ao Senhor sem, contudo, ser aceita, uma vez que havia algo errado em sua atitude.
O princípio da honra
O conselho que Deus nos dá por meio de Salomão é o de HONRAR ao Senhor com nossos bens. O que está em questão aqui é a manifestação da honra, e não os bens em si. O uso dos bens é só um meio para expressar esta honra.
Deus não está interessado em nossa oferta, e sim na atitude que nos leva a entregar-lhe a oferta. Um dos maiores exemplos disto está no que Deus pediu a Abraão: o sacrifício de Isaque (Gn. 22.1-10). Na hora de imolar o filho, o patriarca foi impedido de fazê-lo, e o Senhor deixou claro que só queria a expressão da honra, e não privá-lo de seu filho. Mas ao pedir justamente o que Abraão mais amava, o Senhor estava lhe dando uma oportunidade de honrá-lo tremendamente.
Vemos o mesmo princípio revelado de forma inversa, quando Ananias e Safira trazem uma oferta de alto valor, mas com a motivação errada e recheada de mentira. O que aconteceu? Deus se agradou? De forma alguma! Lemos em Atos 5.1-5 que o Senhor os julgou pelo que houve. O Pai Celeste não queria o dinheiro deles, e sim uma atitude de honra.
Honrar significa distinguir, fazer diferença. Portanto, Deus deseja ser distinguido de todas as demais coisas em nossas vidas, mesmo as que temos como mais preciosas. Mas porque Deus anseia ser honrado?
Sabemos que ele é infinitamente perfeito. Logo, não tem nenhum problema de rejeição ou auto-aceitação. Então, porque ele busca tanto ser honrado?
Deus o faz pelo simples fato de que deseja que sejamos abençoados! É isto mesmo! O Reino de Deus funciona por princípios. E um dos princípios que o Senhor estabeleceu é o seguinte: (…) “eu honro os que me honram, mas aos que me desprezam, desprezarei.” (1 Sm. 2.30.)
Deus não está atrás de nossas ofertas, e sim da honra expressada por meio dela: “O filho honra o pai, e o servo, ao seu senhor. Se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o respeito para comigo? – diz o Senhor dos Exércitos a vós outros, ó sacerdotes que desprezais o meu nome. Vós dizeis: Em que desprezamos nós o teu nome? Ofereceis sobre o meu altar pão imundo e ainda perguntais: Em que te havemos profanado? Nisto que pensais: A mesa do Senhor é desprezível. Quando trazeis animal cego para o sacrificardes, não é isso mal? E, quando trazeis o coxo ou o enfermo, não é isso mal? Ora, apresenta-o ao teu governador; acaso, terá ele agrado em ti e te será favorável? – diz o senhor dos Exércitos. Agora, pois, suplicai o favor de Deus, que nos conceda a sua graça; mas, com tais ofertas nas vossas mãos, aceitará ele a vossa pessoa? – diz o Senhor dos Exércitos. Tomara houvesse entre vós quem feche as portas, para que não acendêsseis, debalde, o fogo do meu altar. Eu não tenho prazer em vós, diz o Senhor dos Exércitos, nem aceitarei da vossa mão a oferta.” (Ml. 1.6-10.)
Quando Deus instituiu as ofertas, esperava ser honrado através delas, e não buscava a oferta em si. Através do profeta Malaquias, o Senhor está dizendo que preferia o templo fechado a receber uma oferta que não expresse honra.
Nos dois níveis de relacionamento com Deus em que nos enquadramos (o de filho e o de servo), espera-se que haja honra. “Estando ele em Betânia, reclinado à mesa em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher que trazia um vaso de alabastro cheio de bálsamo de nardo puro, de grande preço; e, quebrando o vaso, derramou-lhe sobre a cabeça o bálsamo. Mas alguns houve que em si mesmos se indignaram e disseram: Para que se fez este desperdício do bálsamo? Pois podia ser vendido por mais de trezentos denários que se dariam aos pobres. E bramavam contra ela. Jesus, porém, disse: Deixai-a; porque a molestais? Ela praticou uma boa ação para comigo. Porquanto os pobres sempre os tendes convosco e, quando quiserdes, podeis fazer-lhes bem; a mim, porém, nem sempre me tendes. Ela fez o que pode; antecipou-se a ungir meu corpo para a sepultura. Em verdade vos digo que, em todo o mundo, onde quer que for pregado o evangelho, também o que ela fez será contado para memória sua.” (Mc. 14.3-9.)
Observe o que esta mulher fez. Certamente ela honrou ao Senhor com sua atitude, e permitiu que, através de seu ato, o Senhor também pudesse honrá-la. Estamos estudando acerca desta mulher por ordem de Jesus. E isto não foi decidido por ele só para termos o que aprender, mas para que esta mulher jamais fosse esquecida pelo que fez.
Se a honra que o Senhor nos concede está ligada à honra que para com ele praticamos, então podemos dizer que esta mulher, Maria de Betânia, conseguiu ir fundo em sua atitude. Em geral, este texto é usado para falar acerca de adoração – e concordo com isso – mas, o que a maioria dos crentes não se apercebe é que seu contexto envolve dinheiro, e não música. Este é um tipo de adoração silenciosa, mas que certamente enche o coração de Deus.
O que podemos aprender com esta mulher e as pessoas que estavam naquele banquete? A primeira coisa que Deus falou ao meu coração neste texto, é que normalmente vinculamos nossas ofertas a uma necessidade específica.
Como pastor percebo muito bem isto; sempre que desafiamos as pessoas a ofertarem com vistas a um propósito específico, elas correspondem mais. E quero declarar que temos errado neste ponto. Vemos exemplos bíblicos de ofertas que foram levantadas visando suprir uma necessidade, como foi no caso do tabernáculo de Moisés, por exemplo. Isso em si não é errado, mas há uma mentalidade errada que entrou juntamente com a prática deste princípio: a de que temos sempre que achar um destino de utilidade justificável para a oferta.
Quando aquela mulher quebrou o vaso e derramou o perfume, ela estava praticando um desperdício. Não havia razão – diante do raciocínio humano – para se fazer aquilo. E estamos falando de uma oferta altíssima, especialmente para a simplicidade que enxergamos naquele lar! Mas ninguém reclamou do valor que a mulher decidira abrir mão por amor ao Senhor. Trezentos denários era muito dinheiro.
Um denário era a paga de um dia de trabalho. Os judeus trabalhavam seis dias por semana, portanto, em um mês de 30 dias, ganhavam cerca de vinte e seis denários (descontando os quatro sábados de descanso); o perfume “desperdiçado” podia ser vendido (de segunda mão) por trezentos denários, mas talvez tenha custado até mais que isso para a mulher. Isto dava mais de um ano de salário de um trabalhador normal!
Note que ninguém se importou com a oferta em si, mas com o fato dela não poder ser utilizada dentro do que era esperado fazer com o dinheiro. Da mesma forma, acredito que temos perdido a essência da oferta, que é dar ao Senhor honra. Só pensamos naquilo em que o dinheiro pode ser aproveitado. Se a oferta for para melhorias no templo, todo mundo dá, pois vai redundar em conforto para quem está dando. Mas quando se trata de ofertar para quem está no campo missionário, não nos sentimos tão dispostos! Você não acha isso errado?
Não temos nos preocupado de verdade em agradar ao Senhor. A maioria das mensagens sobre contribuição nos faz crer que dizimar e investir num título de capitalização são a mesma coisa. Não nego que Deus fez promessas acerca de nos abençoar. Malaquias 3.9-12 é muito claro sobre isto. Mas o que faz com que Deus nos abençoe? Não é o dar em si, mas a atitude de honra que demonstramos por trás do dar.
Há crentes que dizimam, mas sonegam os impostos, pisam nas pessoas com quem negociam para ganhar dinheiro, exploram os necessitados e acham que porque dizimaram Deus lhes prosperará. O dízimo trás bênçãos enquanto está sendo uma expressão de honra ao Senhor.
Mas quando o isolamos deste princípio, estamos literalmente anulando a promessa do Senhor. Honrar ao Senhor com nossos bens diz respeito a muito mais do que dizimar. O dízimo é apenas uma parte disto (se entregue de forma correta).
Quebrando o senhorio do dinheiro
A Bíblia é clara em nos revelar que o dinheiro é um concorrente ao senhorio de Cristo em nossa vida: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.” (Mt. 6.24.)
Paulo chamou a avareza de idolatria (Cl. 3.5). Jesus disse que o que é elevado entre os homens perante Deus é abominação (Lc. 16.13-15); e ele falava acerca da ganância dos fariseus quando fez esta afirmação.
No livro “O Seu Dinheiro” (Bless Editora), Howard Dayton afirma que “há na Bíblia quinhentos versículos sobre oração, menos de quinhentos sobre a fé, porém, mais de dois mil trezentos e cinqüenta sobre dinheiro e posses”. Este não é um assunto sem importância. As Escrituras falam mais dele do que sobre muitos outros temas que julgamos vitais para uma vida cristã sadia.
O dinheiro em si não é problema. A Palavra declara que “o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males” (1 Tm. 6.10). Alguém pode amar o dinheiro sem tê-lo, e alguém pode ter dinheiro sem amá-lo. O salmista declarou: “Se as vossas riquezas aumentam, não ponhais nelas o coração” (Sl. 62.10). Ninguém precisa jogar o dinheiro fora; o problema não é o crente ter dinheiro, e sim o dinheiro ter o crente!
Já vimos que Deus não está interessado em nosso dinheiro, e sim na honra que lhe conferimos. Mas porque Deus deseja justamente ser honrado com nossas finanças? Quando conseguimos honrar ao Senhor justamente nesta área que mais domina e prende nosso coração, estamos cumprindo o verdadeiro sentido da palavra honra: fazer distinção e colocá-lo acima dos nossos maiores valores.
Precisamos aprender a dar porque amamos mais a Deus do que nossos bens, e não só pela utilidade da oferta em si. Fico pensando qual seria minha reação se visse algum irmão da nossa igreja queimar alguns maços de notas de cem reais no culto de adoração… o que a aquela mulher fez foi algo parecido.
Ela não deixou aproveitar nem o vaso! Não acredito que devemos cultivar uma atitude de desperdício, mas que devemos aprender a dar mesmo se o dinheiro não se aproveitasse para nada.
Dar só para dizer a Deus que ele está acima do dinheiro em nossas vidas já seria motivação suficiente para honrá-lo. Contudo, o Senhor ainda permite que o dinheiro seja utilizado no avanço do seu Reino e que ainda redunde em bênçãos para aquele que o dá. Mas certamente precisamos mudar nossa mentalidade acerca deste assunto e assumir a ótica de Deus para nossas ofertas.
Como Deus vê nossas ofertas?
O Senhor vê nossas ofertas de modo diferente do que costumamos ver. Observe: “E sentando-se Jesus defronte do cofre das ofertas, observava como a multidão lançava dinheiro no cofre; e muitos ricos deitavam muito. Vindo, porém, uma pobre viúva, lançou dois leptos, que valiam um quadrante. E chamando ele os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deu mais do que todos os que deitavam ofertas no cofre; porque todos deram daquilo que lhes sobrava; mas esta, da sua pobreza, deu tudo o que tinha para seu sustento.” (Mc. 12.41-44.)
Assim como no dízimo Deus estabeleceu uma proporção (ou fatia) do orçamento a ser devolvida para ele, também no que diz respeito às ofertas ele considera a possibilidade de cada um. Este texto bíblico nos revela que uma viúva pobre deu mais do que os ricos que lançavam muito dinheiro. Para eles, aquelas grandes quantias eram troco, mas para a viúva, significava tudo o que ela possuía para viver.
Quem mais honrou a Deus com sua oferta? Certamente foi a viúva que deu tudo, e não os ricos. Ela demonstrou amor genuíno, os outros só cumpriram com sua obrigação… mas infelizmente temos a mania de achar que a oferta só tem sentido quando faz diferença no caixa da igreja. Da mesma forma como com a mulher que quebrou o vaso de alabastro, esta viúva também não fez diferença para o caixa da igreja. Mas demonstrou honra, e isto é o que importa.
Honra com bens que não chegam ao Reino
A Bíblia fala de outras ofertas que não produzem diferença no caixa e contabilidade da igreja: “O que se compadece do pobre empresta ao Senhor, que lhe retribuirá o benefício.” (Pv. 19.17.)
Há ocasiões em que seremos levados a exercer misericórdia e dar esmolas. Este dinheiro não vai fazer diferença no caixa e contabilidade da igreja, mas Deus o recebe como se fosse para ele. E recompensa aquele que se preocupa com o que é importante para ele.
No chamado Sermão da Montanha, Jesus nos ensinou a ter uma atitude de não brigar por causa dos bens materiais. Há momentos em que a melhor atitude é abrir mão do que temos: “E ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa.” (Mt. 5.40.)
Paulo ensinou o mesmo princípio aos irmãos de Corinto: “Então, se tiverdes negócios em juízo, pertencentes a esta vida, constituís como juízes deles os que são de menos estima na igreja? Para vos envergonhar o digo. Será que não há entre vós sequer um sábio, que possa julgar entre seus irmãos? Mas vai um irmão a juízo contra outro irmão, e isto perante incrédulos? Na verdade já é uma completa derrota para vós o terdes demandas uns contra os outros. Por que não sofreis antes a injustiça? Por que não sofreis antes a fraude?” (1 Co. 6.4-6.)
Quando deixamos de lado uma causa que é nosso direito, simplesmente para evitar um escândalo ou mau testemunho, e fazemos isto de coração, para que o Senhor seja honrado, mesmo sem que o dinheiro vá para o “caixa” do Reino de Deus, o Senhor o recebe como se tivesse ofertado na igreja. Isto também é honrar ao Senhor com nossos bens!
A Bíblia ainda nos fala de Jó, a quem o diabo roubou todos os bens (Jó 1.12), mas que manteve uma atitude correta diante das perdas. Sua mulher lhe disse para amaldiçoar seu Deus e morrer, mas ele demonstrou crer que seu Redentor vivia e mudaria sua condição. E, por fim, não vemos o diabo devolvendo o que roubou, mas Deus lhe dando em dobro tudo o que possuía! (Jó 42.10).
Acredito que até mesmo se mantivermos uma atitude correta diante das perdas, mesmo sem ofertarmos, só de agirmos corretamente, que Deus recebe isto como honra, a ponto de restituir as perdas causadas pelo diabo.
Precisamos aprender a honrar ao Senhor com nossos bens e atitude em relação a eles, porque este é um caminho que, além de agradar a Deus, nos levará a usufruir as suas abundantes bênçãos.

PARTE 14
Meus 10 Mandamentos do Dízimo
1º – Sou dizimista porque amo a Deus e amo o meu próximo. (2Cor 9, 7)
2º – Sou dizimista porque reconheço que tudo recebo de Deus. (Sl 23; 1Cor 4, 7)
3º – Sou dizimista porque minha gratidão a Deus me leva a devolve um pouco do muito que recebo. (Lc 17, 11-19)
4º – Sou dizimista porque aceito como palavra de Deus o que leio na Bíblia.(Mt 3,10; Lc 21,1-4)
5º – Sou dizimista porque creio, e confio, em Deus Pai. (Mt 6, 25-31)
6º – Sou dizimista porque o ato de partilhar irá matando o meu egoísmo. (Lc 12, 16-21; Pd 4,8)
7º – Sou dizimista porque creio na vida cristã em comunidade. (Mt 18,20)
8º – Sou dizimista porque Deus, o único pai rico, não quer ninguém passando necessidade.
(Mt 25,40)
9º – Sou dizimista porque gosto de viver em liberdade e alegria. (Jo 14, 1-5; Mt 25, 34)
10º – Sou dizimista porque quero ver minha comunidade crescer e minha Igreja testemunhar o Evangelho de Jesus no mundo inteiro. (Mt 28, 19-20; Mc 16,15)
PARTE 15
Estudo Bíblico Sobre o Dizimo
Sobre o que foi requerido que os judeus pagassem o dízimo?
A ordem de Deus era de que tudo o que os judeus recebessem dariam o dízimo ao Senhor: (Levítico 27.30-34): “Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores são do Senhor. Porém se alguém das suas dízimas resgatar alguma coisa acrescerá o seu quinto sobre ela. No tocante às todas as dízimas de vacas e ovelhas, de tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao Senhor. Não esquadrinhará entre o bom e mal,nem trocará, mas, se em alguma maneira tocar, o tal e o trocado serão santos; não serão resgatados. Estes são os mandamentos que o Senhor ordenou a Moisés, para os filhos de Israel no monte Sinai.” Quando alguém por algum motivo gastasse o dízimo, a pessoa teria que acrescentar um quinto sobre o dízimo. Um quinto de 10% é igual a 2%, ou seja, acrescentaria 2% do total sobre o seu dízimo. Será que estamos fazendo o mesmo?
Para quem era pago o dízimo?
Os dízimos eram pagos aos Levitas: (Números 18.24): “Porque os dízimos dos filhos de Israel, que oferecerem ao SENHOR em oferta alçada, tenho dado por herança aos levitas; porquanto eu lhes disse: No meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão”. Deus queria que toda a nação fosse sacerdotal: (Êxodo 19.6): “E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel.”. Porém por desobedecerem a Deus, Deus levantou a tribo de Levi, para trabalharem como tribo sacerdotal. Os Levitas não tinham meios de rendas, gados, heranças que lhes assegurassem sustento. Por restarem serviços a tenda da congregação recebia os dízimos dos filhos de Israel: (Números 18.21): “Eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo ministério que exercem o ministério da tenda da congregação”. Todavia, os Levitas não tinham permissão de ficarem com a totalidade dos dízimos recebidos, mas daquilo que lhes era concebido eram obrigados a dar uma parte chamada dízimo dos dízimos: (Números 18.26): “Também falarás aos Levitas e dir-lhes-ás:quando receberdes os dízimos dos filhos de Israel, que eu deles vos tenho dado em vossa herança, deles oferecereis uma oferta alçada ao Senhor: O Dízimo dos dízimos.” (Neemias 10.38): “E que o sacerdote, filho de Arão, estaria com os levitas quando estes recebessem os dízimos, e que os levitas trariam os dízimos dos dízimos à casa do nosso Deus, às câmaras da casa do tesouro.” Esses dízimos tinham de ser todas as dádivas: (Números 18.29): “De todas as vossas dádivas apresentareis toda a oferta do Senhor: do melhor delas, à parte que é sagrada”. Não podia ser entregue a qualquer pessoa, tinha que ser entregue ao sacerdote Arão: (Números 18.28): “Assim também oferecereis ao Senhor uma oferta de todos os vossos dízimos, que receberdes dos filhos de Israel e deles dareis a oferta alçada do Senhor a Arão o Sacerdote.”
Para que era o dízimo?
O dízimo, primeiro, era o sustento dos levitas e sacerdotes (quem sabe se as igrejas de hoje, passassem a cuidar mais dos seus pastores e suas famílias), depois para os órfãos e obras sociais:(Deuteronômio 14:29): “Então virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o SENHOR teu Deus te abençoe em toda a obra que as tuas mãos fizerem.” (Princípio de produtividade ligado ao trabalho) (Gênesis 1:26): “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem,conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.” A palavra tudo (ou toda) aparece, em Gênesis 1.26-31, 11 vezes:(v26= 2, v28=1, v29=3, v30=4, v31=1).
Onde os judeus deveriam oferecer seus Dízimos?
Competia-lhes trazer ao lugar que o Senhor vosso Deus escolhesse entre todas as tribos, para ali por o seu nome, Isto é, Jerusalém: (Deuteronômio 12.5): “Mas o lugar que o SENHOR vosso Deus escolher de todas as vossas tribos, para ali pôr o seu nome, buscareis, para sua habitação, e ali vireis.”(Ezequiel 5.5): “Assim diz o Senhor DEUS: Esta é Jerusalém;coloquei-a no meio das nações e das terras que estão ao redor dela.”O oferecimento dos dízimos era transformado numa grande festa onde todos participavam: (Deuteronômio 12:7-12): “E fiz assim, como se me deu ordem; as minhas mobílias tirei para fora de dia, como mobílias do cativeiro; então à tarde fiz, com a mão, uma abertura na parede; às escuras as tirei para fora,e nos meus ombros as levei, aos olhos deles. E, pela manhã, veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Filho do homem, porventura não te disse a casa de Israel, aquela casa rebelde: Que fazes tu? Dize-lhes: Assim diz o Senhor DEUS: Esta carga refere-se ao príncipe em Jerusalém, e a toda a casa de Israel, que está no meio dela. Dize: Eu sou o vosso sinal. Assim como eu fiz, assim se lhes fará a eles; irão para o exílio em cativeiro. E o príncipe que está no meio deles levará aos ombros as mobílias, e às escuras sairá; farão uma abertura na parede para as tirarem por ela; o seu rosto cobrirá, para que com os seus olhos não veja a terra.” Se Jerusalém fosse longe da vila onde morava o dizimista, o transporte de suas colheitas poderia criar um problema, Deus permitiu que fosse vendido tudo e teriam o dinheiro: (Deuteronômio 14:22,24 e 25): “Certamente darás os dízimos de todo o fruto da tua semente, que cada ano se recolher do campo. E quando o caminho te for tão comprido que os não possas levar, por estar longe de ti o lugar que escolher o SENHOR teu Deus para ali pôr o seu nome, quando o SENHOR teu Deus te tiver abençoado; Então vende-os, e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o SENHOR teu Deus;” O que não podia era deixar de trazer o dízimo. A cada três anos,o dízimo era oferecido na própria terra do dizimista:(Deuteronômio 14:28; 26:12): “Ao fim de três anos tirarás todos os dízimos da tua colheita no mesmo ano, e os recolherás dentro das tuas portas;” e “Quando acabares de separar todos os dízimos da tua colheita no ano terceiro, que é o ano dos dízimos, então os darás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que comam dentro das tuas portas, e se fartem;”
Ofertas e Dízimos
O dízimo era obrigatório, a oferta era voluntária:Êxodo 35:5): “Tomai do que tendes, uma oferta para o SENHOR;de cada um, cujo coração é voluntariamente disposto, a trará por oferta alçada ao SENHOR: ouro, prata e cobre,” Apesar da Oferta ser alçada, poderia ser estipulada:(Êxodo 35:6,9): “Como também azul, púrpura, carmesim, linho fino,pêlos de cabras, e peles de carneiros, tintas de vermelho, e peles de texugos, madeira de acácia, e azeite para a luminária, e especiarias para o azeite da unção, e para o incenso aromático. E pedras de ônix, e pedras de engaste, para o éfode e para o peitoral.”
Três tipos de ofertas:
1)Do homem (Êxodo 35.23 e 24) coisas médias: “E todo o homem que se achou com azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pêlos de cabras, e peles de carneiro tintas de vermelho, e peles de texugos, os trazia; todo aquele que fazia oferta alçada de prata ou de metal, a trazia por oferta alçada ao SENHOR; e todo aquele que possuía madeira de acácia, a trazia para toda a obra do serviço.”
2)Da mulher (Êxodo 35.25 e 26) coisas pequenas: “E todas as mulheres sábias de coração fiavam com as suas mãos, e traziam o que tinham fiado, o azul e a púrpura, o carmesim e o linho fino. E todas as mulheres,cujo coração as moveu em habilidade fiavam os pêlos das cabras.”
3)Do príncipe (Êxodo 35.27 e 28) coisas grandes: “E os príncipes traziam pedras de ônix e pedras de engastes para o éfode e para o peitoral, E especiarias, e azeite para a luminária, e para o azeite da unção, e para o incenso aromático.”
Idéias erradas quanto ao dízimo
1)Não é legalismo (dar o dízimo só pelo peso da lei);
2)Não é substituto das virtudes cristãs (entregar o dízimo não isenta o crente da prática das grandes virtudes. Em Lucas 11:42): “Mas ai de vós, fariseus, que dizimais a hortelã, e a arruda, e toda a hortaliça, e desprezais o juízo e o amor de Deus. Importava fazer estas coisas, e não deixar as outras.”; Jesus repreendeu os Fariseus porque davam os dízimos,mas desprezavam o juízo de Deus.
3)Não deve se transformar numa carga insuportável, deve ser uma manifestação espontânea.
4)Não concede poder de barganha (dar o dízimo para Ter privilégios na igreja).
5)Não nos torna merecedores da graça divina (o dízimo não compra a salvação).
Bênçãos advindas da fidelidade de dizimar
1)Quatro tipos de demônios são repreendidos:
a)Devorador (Malaquias 3:11);
b)Cortador (Joel 1:4, parte a) ;
c)Migrador (Joel 1:4, parte b), faz viagens periódicas em seu lar);
d)Destruidor (Joel 4.4, parte a).
2)Teremos respeito pelo de fora (Malaquias 3:12);
3)Vitória sobre a avareza (Efésios 5.5);
4)Deus abre o coração para nós (Malaquias)
Malaquias dividido em cinco partes
1)A eleição de Israel como povo de propriedade divina (1:6);
2)Os pecados dos Sacerdotes (1:7 a 2:9);
3)Casamentos com povos estranhos (2:10-16);
4)A esperança do povo (2:17 a 3:6);
5)Violência contra Deus (3:17-12).
A nação estava em crise econômica, seca e fome (Malaquias 3:9-11): “Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos.”. Não só os filhos de Levi (os sacerdotes), mas também os filhos de Jacó (toda a nação) estavam debaixo de maldição por não serem dizimistas . O povo estava desviado dos mandamentos de Deus. Deus faz um chamado ao arrependimento, mas o povo achava que não havia necessidade de mudança. Deus passa a mostrar ao povo em que estavam errados.

PARTE 16
VIDA ESPIRITUAL PELO DÍZIMO
Há poucos dias, eu estive vasculhando a minha biblioteca. Foi então que eu encontrei um pequeno livro que herdei de meu avô. O título é: “Vida espiritual pelo dízimo”. Apesar de ser um livro bastante velho (em se comparando comigo), o seu conteúdo é muito valioso. Entendendo que o seu ensinamento deve ser compartilhado com todos os cristãos, eu optei por transcrever aqui uma parte do texto.
QUE É O DÍZIMO?
Que é dízimo? É um hábito regular pelo qual um cristão, procurando ser fiel à sua crença, põe à parte, pelo menos dez por cento de suas rendas, como um reconhecimento das dádivas divinas; ele reconhece, assim, que Deus é o Senhor de todas as fontes terrenas. As implicações são de longo alcance e constituem a base da vida religiosa. Entregar o dízimo não é comprar favores de Deus, mas, pagar tributo ao Pai Celeste que é a fonte de toda a possessão material. Quando um cristão reconhece as dádivas de Deus, separando um décimo dos seus rendimentos, expressa assim sua convicção de que Deus é o doador de tudo quanto ele tem. Ele admite que o produto da mina ou solo fértil somente podem ser explicados pelo longo processo criador que é o resultado da relação entre Deus e o Universo. O dinheiro que o vendedor, o padeiro ou o fabricante ganha tem sua origem primária naqueles elementos que o homem não criou nem poderia criar. Cada ocupação ou profissão que emprega esforços humanos relaciona-se com fatores que estão além do poder produtivo do homem. Eles apontam sem sombra de engano para a realidade de Deus. Pelo dízimo se supõe, também, que Deus continua a ser o dono das posses materiais que são confiadas ao homem. O título final da propriedade ou dinheiro não fica com o homem, mas, com Deus. O homem pode ser um mordomo destas possessões durante muitos anos; no entanto, ele deve inevitavelmente entregar aqueles títulos no fim de sua vida terrena, e sua posse passa, então, à guarda de alguma outra pessoa. O homem não possui o mundo material; ele é meramente um mordomo. Guilherme Colgate foi dizimista durante toda sua longa e bem sucedida vida comercial. Ele não dava meramente um décimo de seus lucros nos produtos Colgate, mas dava dois décimos, depois, três décimo, e finalmente, cinco décimos, ou seja, a metade da sua renda para o trabalho de Deus no mundo. Durante os últimos dias de sua vida ele revelou a origem da sua devoção à idéia do dízimo. Quando aos 16 anos de idade, deixou o lar para procurar emprego na cidade de Nova York. Ele havia antes trabalhado numa fábrica de sabão. Quando disse ao capitão do barco em que viajava que pretendia fabricar sabões na cidade de Nova York, o homem lhe deu este conselho: “alguém será, em breve, o maior produtor de sabões de Nova York. Você pode ser esta pessoa. Mas, você nunca deve perder de vista o fato de que o sabão que você faz, foi-lhe dado por Deus. Honre-O repartindo o que você ganhar. Comece dando um décimo de tudo quanto receber”. Guilherme Colgate sentiu a necessidade de dar o dízimo porque reconheceu que Deus era doador de tudo quanto possuía, não somente da oportunidade, mas até mesmo dos elementos que eram usados na manufatura de seus produtos. O dízimo é um testemunho da bondade criadora de Deus. O homem deve admitir que depende das bênçãos continuas do criador. Estudada sob esta luz, o dízimo se torna uma necessidade prática ao cristão que deve ser fiel à sua fé e torna-se, também, uma porta larga, aberta à comunhão com Deus. A redescoberta do dízimo nesta geração é significativa não só para a vida cristã individual, mas para a civilização também. Há três grandes ameaças ao cristianismo no mundo moderno. Elas são: O Secularismo, o Materialismo e o Humanismo. Uma prática comum e generalizada do dízimo dará uma solução eficiente a cada um desses grandes problemas atuais. Um cristão pode dizer que crê em Deus, mas tal asserção é verdadeira apenas parcialmente, se não for acompanhada de entrega e sacrifício pessoal. Assim é que a certeza da fé, que se evidencia na entrega do dízimo para o trabalho de Deus e para o bem estar humano, é um desafio completo aos inimigos contemporâneos, mediante a fidelidade a Deus.
GUERRA AO SECULARISMO
O secularismo é o primeiro grande adversário do cristianismo na época atual. Uma aceitação completa da idéia e prática do dízimo por cristãos professores será uma barreira eloqüente contra esta crescente ameaça. Uma sociedade secular é uma sociedade sem Deus. É um mundo onde as coisas materiais tornam-se os ditadores. A felicidade vem mediante a satisfação dos sentidos, ou pela posse e uso das coisas. Jesus de Nazaré declarou que, “onde estiver teu tesouro aí também estará teu coração”. Na sociedade secular, o tesouro que o homem está nas satisfações físicas. As coisas materiais tornam-se objetos de imenso interesse para aquele que é adepto do ponto de vista secular. As coisas que um homem aspira ardentemente na sociedade secular podem ser bem definidas como inventos artifícios. Elas incluem uma multidão de máquinas cuja finalidade é tornar a vida mais fácil, ou que servem para distrair. Muitas delas são úteis. Incluem o automóvel, o aparelho de televisão, a máquina de lavar roupa e o torrador elétrico. Estes inventos servem para tornar a vida mais confortável e para preencher as horas de lazer, mas, muito freqüentemente o homem chega à conclusão de que estas coisas são de primeira importância na vida. Poucas pessoas escapam do impacto do secularismo. Ele se infiltra calmamente no lar cristão sob a forma de insinuações de algum membro da família que pensa que o lar deveria possuir mais um aparelho brilhante, moderno. O secularismo apanha o foco da atenção em Deus e desvia-a as coisas materiais. Apanha em sua rede pessoas antes devotas, que agora se envolvem num tipo de crenças em que Deus de todo o universo é substituído por uma deidade material. O prazer, a comodidade e a satisfação física tornam-se os desejos consumidores da vida. O dízimo é um golpe mortal no coração do secularismo. Torna-se uma confissão de fé em Deus para todo o indivíduo que pratica. Dar o dízimo, ou melhor, entregá-lo, não significa absolutamente que não devemos procurar e usar os aparelhos que poupam o trabalho e os modernos meios de transporte, mas, significa que tudo na vida será visto por um ponto de vista superior. O dízimo é o reconhecimento da bondade criadora e sustentadora de Deus. É um ato de dedicação que indica imediatamente que a pessoa que entrega o dízimo a Deus em primeiro lugar relega suas satisfações físicas para o segundo plano. É indiscutível se a luta contra o secundarismo pode ser ganha sob outra base qualquer. Poucos indivíduos são capazes de lutar contra a pressão do mundo secular a menos que o dinheiro seja visto como algo sagrado. A adoração é importante como uma chave para a realidade, mas, as experiências espirituais duradouras devem ser acompanhadas pela entrega do dinheiro, se o cristão deseja ganhar a batalha espiritual contra o pecado. O dízimo é uma maneira simples e prática pela qual o seguidor de Jesus reconhece a obrigação que deve ao Deus Todo Poderoso. Nenhuma sociedade será aprisionada por um espírito secundarístico quando as pessoas cultivam o reconhecimento da presença de Deus no mundo. A completa aceitação do dízimo é a resposta ao crescente problema do secundarismo na sociedade moderna.
MATERIALISMO
Paulo estava ciente do materialismo que prevaleceu durante o primeiro século depois de Cristo. Ele disse: “o amor do dinheiro é a raiz de todos os males; e alguns, cobiçando-o se desviaram da fé e se transpassaram a si mesmos com muitas dores” (I Tm 6:10). João Wesley expressou grande interesse pela ameaça do materialismo nos metodistas da Inglaterra. Escrevendo em seu diário, em 12 de outubro de 1760, ele diz: “nos três dias seguintes falei severamente aos membros da Sociedade de Bristol. Visto que muito deles prosperam em bens materiais, supondo que seu grande perigo será cair no espírito do mundo, e então, sua religião nada será senão um sonho”. O dízimo é uma forma de disciplina que serve para manter tudo quanto é material na perspectiva própria, porque o dinheiro e propriedades materialistas costumam ser fins em si mesmos; tornam-se valores completamente separados de sua fonte e seu uso próprio. O dízimo muda o foco vital. Ele torna o indivíduo que dizima capaz de reconhecer que a origem de toda a existência deve ser encontrada nas obras de Deus. É certo que o dízimo sozinho não muda a atitude mental. No entanto, é o método pelo qual idéias básicas são mudadas. Uma pessoa que entrega o dízimo tem seus olhos abertos e sua percepção esclarecida àquelas paisagens no universo que ele não percebe quando seus olhos estão focalizados somente nas satisfações materiais. Muitos pensadores cristãos estão certos de que a presente luta entre o materialismo e o cristianismo é crucial. Uma consideração cuidadosa fará parecer evidente que a disciplina no dízimo é um meio pelo qual, mais que por argumentos racionais, as pessoas permanecem cônscias do lugar que Deus ocupa em suas vidas.
HUMANISMO
Outro adversário do cristianismo na sociedade contemporânea é o humanismo. É aquela filosofia que assevera que o homem por sua própria força resolverá os problemas do mundo. Afirma que Deus não é necessário na batalha do homem contra os males que o enfrentam. Clare Booth Luce notou a natureza mortal do humanismo que envenena a fé religiosa numa palestra em que disse: “Na minha mesa há 10 ou 20 volumes recém-publicados, escritos por homens de talento considerável, e grande prestígio intelectual. De acordo com seus títulos cada um deles está cheios de análise racionas sobre o aspecto corrente da trágica situação humana na sua crise mundial. São verdadeiros pudins de fórmulas engenhosas, panacéias e artifícios. Mas, a promessa básica de todos é que o homem pode levantar-se por si mesmo, senão o milênio, pelo menos por meio desta coisa chamada progresso. Cada autor parece estar certo de que se “toda humanidade”, num esforço supremo gemesse um “hoi!”, salvar-se ia por si mesma”. O humanismo inspira confiança no poder do homem para sobrevier e triunfar sem a menor interferência de Deus. Naturalmente, o humanismo fica um tanto desiludido quando o ódio, a avareza e luxúria estão combinados numa escala nacional para trazer guerra, destruição e morte. Então, o humanismo afunda-se em negro desespero em época de tragédia nacional ou pessoal ele é um homem sem esperança. O dízimo – se largamente difundido – servirá como uma resposta prática ao humanismo. Nenhuma pessoa que honra a Deus dando 10 por cento pelo menos de seus bens matérias permanecerá alheio à realidade da presença de Deus no mundo. Ele não perderá a visão de Deus nem se gloriará no poder do homem para resolver seus problemas por sua própria força. O dízimo será um lembrete diário de que cada indivíduo depende do criador para as bênçãos que o rodeiam. Ele experimentará em sua própria vida uma certeza crescente da presença divina no universo e receberá uma porção daquele poder de Deus para ajudá-lo diariamente
RECONHECIMENTO DAS DÁDIVAS DE DEUS
O dízimo não é primariamente um desafio aos cristãos para dar uma quantia específica à igreja e suas instituições. O dízimo manterá tais trabalhos dignos, mas, não é isto que dá à pratica seu ímpeto. O dízimo é um reconhecimento prático de que Deus é o doador de tudo na vida. O dízimo não é uma prática que os cristãos seguem para garantir para si mesmos um lugar no céu. O dízimo usualmente muda atitudes e idéias na vida de uma pessoa de modo que será um candidato com mais chance à vida eterna, mas, o dízimo não foi sugerido por este fato. O dízimo é, antes, uma prática pela qual o povo hebreu e os seguidores de Jesus Cristo colocavam a parte pelo menos dez por cento de seu rendimento para a manutenção do trabalho de Deus para que pudessem reconhecer todas as dádivas divinas. Começa com gratidão e amor, e termina numa generosa doação àquelas causas que precisam receber a manutenção do povo cristão. Um novo dia de oportunidades está se abrindo para o discípulo de Jesus Cristo. Ele inclui a chamada para arrolar-se com aqueles homens e mulheres de fé e devoção poderosa de todas as idades que tem dado o dízimo como uma demonstração sincera e prática da bondade e misericórdia de Deus. O ato de entregar o dízimo trará nova esperança e força tanto para o indivíduo como para o mundo.

PARTE 18
Uma doutrina profundamente séria e com consequências seríssimas na vida do crente, e, todavia, banalizada na maioria das igrejas. Haja visto que apenas 30% ou menos dos membros das nossas igrejas, são, de fato, dizimistas.
DÍZIMOS E OFERTAS NA BÍBLIA
A idéia de DAR aparece 1.552 vezes na Bíblia, com diversas variações de sentido. Veja a seguir, os mais importantes textos bíblicos que falam sobre essa graça:
DAR ou ofertar à obra do Reino de Deus segundo as instruções da Bíblia. Argumentos que são usados pelos infiéis avarentos que combatem a doutrina bíblica do dízimo:
(1) O povo é muito pobre, a crise é enorme, nós não podemos dar.
(2) O pastor deveria levantar ofertas só para ajudar os pobres coitados. (3) O povo jamais deveria pagar o dízimo, pois estamos na era da graça e o dízimo é da lei.
(4) O Novo Testamento nunca fala de dízimo, apenas de oferta voluntária “segundo o coração de cada um”.
(5) Uns não dão o dízimo, porque dizem que não têm.
(6) Outros não dão porque acham que o dízimo (10%) é muito dinheiro. (7) Há aqueles que dizem que o pastor só fala em dinheiro por interesse próprio!
Existem duas espécies de pessoas no mundo:
Os investidores e os pedintes.
Os investidores (ou os que dão), por sua natureza, praticam o princípio do investimento; os pedintes são aqueles que não vêem o dar como um investimento, e por só conseguirem ver e ter aquilo pouco que têm, tentam ao máximo “guardar” seu produto. No fim do dia o investidor vence porque ele recebe de volta muito, mas muito mais do que tinha quando iniciou seu investimento. O pedinte, no fim do dia, será ainda mais pobre do que quando o dia começou porque, na tentativa de guardar o que possuía, perdeu disposição, oportunidades, amigos, saúde, respeito, além de ter consumido uma boa parte do que tinha, e sem retorno, pois não houve investimento… e termina sozinho em sua mendicância…
“Quando se trata de futuro, há três espécies de pessoas: Aquelas que deixam acontecer, aquelas que fazem acontecer e aquelas que se espantam com o que aconteceu”. John Richardson.
O futuro não acontece simplesmente; ele é criado por líderes de visão.
Pessoas de previdência distintiva e convicção inflexível criam literalmente o futuro. Elas concebem idéias que representam mudanças fundamentais, cuidadosa e estrategicamente as propõem ao público, estimulam incansavelmente a aceitação de suas idéias, e defendem insistentemente sua instituição.
Visão é uma nítida imagem mental de um futuro desejável. Os possuidores da visão tornam-se legítimos paladinos. Através da força de sua visão, a realidade é mudada para sempre.
“Mordomia é parte do Evangelho. Uma pessoa não pode dizer que conhece a Deus de forma completa e plena se esta pessoa não conhece o conceito de Mordomia, nem a pratica”.
O princípio do investimento ensina que se você investir ou der algo, você receberá isso em retorno muitas e muitas vezes. Você receberá o retorno baseado naquilo que você investiu. Gal.6:7 – “Tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. Então, o que você quer? Semeie isso. Invista nisso. Você quer ter amigos? Invista em amizades. Você quer ser amado? Invista no amor. Ame as pessoas. Você quer ser uma pessoa respeitada? Invista no respeito. Respeite as pessoas. Um ditador ou um autocrata caem porque eles investem no medo e fazem com que ‘temporariamente” as pessoas os temam. Mas o dia vem quando eles colhem o que plantaram.
Quer você aceite agora ou não, a motivação básica para o investimento – dar algo seu – é o interesse próprio. O investidor investe porque ele será beneficiado com isso. Esse é o motivo fundamental pelo qual Jesus sempre usou a Bíblia para falar em dinheiro. Ele sabia que estava tocando no fundo do coração humano.
Como um líder, você precisa entender e praticar os princípios do investimento. E mais, você tem o dever cristão e de consciência de estimular o hábito do dar em seu povo ou em seu grupo. Uma pessoa ou um povo que não aprendeu a dar, não aprendeu ainda um dos mais profundos princípios de ser abençoado. Ao invés de ser sócio de Deus, é um mendigo que só bate à porta do Senhor para pedir esmolas. Nunca tem nada para dar…
Vejamos então, o que a Palavra de Deus tem a dizer sobre o assunto:
DAR COMO ATO DE ADORAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO
1 Gênesis 4. 1-9 Caim e Abel entregam ofertas como adoração a Deus.
2 Êxodo 22. 29-31 Deus espera receber as primícias- os primeiros frutos.
3 Êxodo 25. 2 Deus aceita oferta alçada entregue voluntariamente.
4 Êxodo 25. 28 Deus pede uma oferta para a construção do Tabernáculo. (Veja ainda 1 Cr. 3.4-5; 1 Rs 5-6)
5 Êxodo 35.1; 36.5 Um belo exemplo de liberalidade do povo de Deus.
6 Números 7.1-11 As ofertas generosas para construção do Tabernáculo.
7 Números 31.48-54 Exemplo de oferta voluntária ao Senhor.
8 Deuteronômio 16.16-17 Dar conforme Deus tem abençoado e não aparecer de mãos vazias diante do Senhor.
9 Deuteronômio 26.2-4 Dar as primícias de todos os frutos da terra ao Senhor.
10 2 Samuel 8.9-11 Ofertas ao Rei Davi que foram dedicadas ao Senhor.
11 2 Samuel 24.18-24 Davicompra material para o altar e recusa oferecer a Deus o que não lhe custou nada.
12 2 Reis 4.8-11 A mulher de Suném e seu marido oferecem aposento para
Eliseu – homem de Deus.
13 1 Crônicas 29.1-9 O povo de Deus se alegra das ofertas voluntárias.
14 1 Crônicas 29.14-16 Tudo é de Deus, e Ele nos dá para que possamos dar.
15 2Crônicas 24.4-11 As ofertas para renovar o templo de Jerusalém.
16 Esdras 1.5-6 Ex- cativos oferecem voluntariamente seus tesouros.
17 Esdras 2-68-69 Conforme as suas posses, deram para a obra do Senhor.
18 Provérbios 3.9-10 “Honra ao Senhor com as prímicias dos teus bens”.
DAR COMO ATO DE ADORAÇÃO NO NOVO TESTAMENTO
1 Mateus 2.11 Os sábios magos trazem presentes a Jesus.
2 Mateus 5.23-34 Instruções espirituais para quem for ofertar.
3 Mateus 5.40 “Larga-lhe também a capa…”
4 Mateus 6.1-2 Jesus condena a hipocrisia dos que dão para serem vistos.
5 Mateus 6.1-4, 19.21 25.40, Lucas 11.41 Ofertas para ajudar os necessitados- um ato de amor para com o próprio Cristo.
6 Mateus 6.19-21 O coração reside junto ao tesouro.
7 Mateus 10.8 “… de graça recebeste, e de graça dai…”
8 Mateus 14.16-21 Jesus manda dar de comer, e depois providencia comida.
9 Mateus 19-16-22, Marcos 10-17-22 Jesus ordena ao jovem rico que dê seus bens para remover a barreira espiritual de amor ao dinheiro.
10 Mateus 26.6-13, Marcos 14.3-9, João 12.1-8 A mulher pecadora derramou um vaso de alabastro sobre a cabeça de Jesus. Uma linda demonstração de dar por gratidão e amor.
11 Marcos 7.1-13 Jesus denuncia a prática farisaica de Corbã. A mesma foi usada para justificarr a falta de dar.
12 Marcos 12.41-44 A oferta da viúva pobre. Ela recebeu elogio de Jesus por causa da magnitude de expressão de seu amor em comparação com a oferta de outros. Ela deu tudo.
13 Marcos 9.41 Quem dá em nome de Cristo, recebe recompensa.
14 Lucas 3.11-14 Quem tem duas túnicas, dá uma ao que não tem e também alimentos a quem tem fome.
15 Lucas 6.38 Devemos dar uma boa medida.
16 Lucas 7.37 Uma mulher dá o seu melhor para Cristo.
17 Lucas 10.25-37 O bom samaritano demonstra amor real pelo próximo.
18 Lucas 18.22 Quem dá aos pobres receberá um tesouro no céu.
19 Lucas 19.1-10 A história de Zaqueu. O resultado de uma experiência com Jesus é a entrega. Zaqueu entregou-se, e entregou seus bens em mais da metade, motivado pelo amor de Jesus.
20 Atos 2.44-45 Os primeiros cristãos tinham tudo em comum e repartiam tudo que tinham uns com os outros.
21 Atos 4.34-37 Havia uma entrega de bens aos pés dos apóstolos, voluntária e espontaneamente para uso na Obra.
22 Atos 5.1-11 Ananias e Safira mentem e negam a oferta que Deus queria.
23 Atos 8.18-24 Simão ofereceu dinheiro para merecer o poder do Espírito.
24 Atos 11.29 Os discípulos socorriam a cada um conforme suas posses.
25 Atos 20.23-35 O cristão deve trabalhar para ter o que oferecer. Ter para dar é maior bênção do que precisar receber.
26 Atos 28.1-10 O povo de Malta deu oferta ao Apóstolo Paulo.
27 Romanos 12.8 Devemos repartir com liberalidade.
28 Romanos 15.26-27 O uso das coisas materiais reflete o crescimento espiritual.
29 1Coríntios 9.6-27 O ministro deve viver para o evangelho, sendo sustentado pelas contribuições da igreja.
30 1Coríntios 16.1-3 A oferta levantada para socorrer os crentes em Jerusalém.
31 2Corintios 8.1-24 A contribuição sacrificial da igreja Macedônica.
32 2Coríntios 9.1-5 A prontidão no atendimento da beneficência.
33 2Coríntios 9.6-15 O crescimento na graça de dar e o seu galardão.
34 2Coríntios 11.8-9 O espírito cooperativo e donativo entre as igrejas.
35 2Coríntios 12.13 A igreja torna-se inferior, quando não é ensinada a dar.
36 Efésios 4.28 O cristão trabalha para ter o que repartir.
37 Filipenses 4.15-19 Oferta das igrejas para o ministério apostólico de Paulo.
38 Hebreus 7.1-11 O testemunho de Abraão dando o dízimo a Melquizedeque.
39 Tiago 1.27, 2-16 A fé viva é demonstrada quando damos bens materiais.
40 1João 3.17-18 Diante da necessidade de alguém, o crente tem a responsabilidade de dar.
JESUS ENSINA AOS DISCÍPULOS A GRAÇA DE DAR
1 Mateus 26.6-13; Marcos 14.-39; João 12.1-8 Elogia os que deram sacrificialmente
“O que ela faz será contado para memória sua.”
Marcos 12.41-44; Lucas 21.1-3
“A viúva deu mais do que todos.”
Lucas 7.36-50 “Perdoados lhe são os pecados… porque ela muito amou.”
Lucas 10.25-37 Qual destes três “deu” mais?
2 Mateus 6.1
Condena atitudes erradas em dar
Dar para ser visto pelos outros.
Mateus 23.33, Lucas 11.42, 18.12 Dar legalisticamente. Dar sem cultivar as outras graças.
Mateus 15.5, Marcos 7.11 A idéia de “Corbã” foi usada para escapar à responsabilidade. Jesus condena os que dizem que “a vida inteira está dedicada” para a responsabolidade de dar.
3 Mateus 6.2, 19.16-29, 25.40, Lucas 11.41 Ensina a graça de dar
Dar aos pobres e necessitados.
Mateus 5.41 Dar andando a “segunda milha”.
Mateus 25.36-46 Dar é uma expressão do caráter cristão.
Marcos 9.41 Dar é um ato de amor em nome de Cristo.
Mateus 5.23-24 Dar está relacionado com a espiritualidade.
Mateus 16.19-20 Dar está relacionado com as riquezas do céu.
Lucas 10.7-8 Dar é sustentar a obra de Cristo na terra.
Lucas 19.1-10 Dar é o resultado da experiência com Jesus.
DAR NA VIDA DA IGREJA NEOTESTAMENTÁRIA
1 Atos 2. 44-45, 4.32-37, 20.33-35, Rom. 15.26-27, 2 Co. 8.3, 1 Co. 16.2. Dar voluntariamente – um ato de profundeza espiritual.
2 Atos 28.10, 1 Co. 9.6-27, 1 Co. 16.15-17, 2 Co. 12.13, Fil. 4.15-19. Dar para sustentar o ministério da Palavra.
3 1 Co. 16.1-3, 2 Co. 8.1-24, 2 Co. 9.1-13, 2 Co. 11.8-9. Dar para ajudar igrejas irmãs num espírito de cooperação.
4 1João 3.17-18, Tiago 1.27, 2.16. Dar para socorrer os necessitados
O USO DA PALAVRA “DÍZIMO” NO ANTIGO TESTAMENTO
1 Gênesis 14.20 Abraão deu o dízimo ao Sacerdote Melquizedeque.
2 Gênesis 28.22 Jacó promete dar o dízimo de tudo.
3 Levítico 27.30 O dízimo da terra é santo ao Senhor.
4 Levítico 27.31 Quem quizer remir uma parte do dízimo, acrescente a quinta parte.
5 Levítico 27.32 O dízimo do rebanho é requerido.
6 Números 18.21 O dízimo dado aos levitas pelo serviço prestado no Tabernáculo.
7 Números 18.24 O dízimo dos povos é herança dos sacerdotes levitas.
8 Números 18.29 Instruções mosaicas acerca de como dar o dízimo.
9 Deuteronômio 12.17 Os dízimos e as ofertas não podem ser consumidos em casa.
10 Deuteronômio 14.22 O dízimo de todo produto da semente é requerido.
11 Deuteronômio 14.23 O dízimo será entregue no lugar que Deus escolher.
12 Deuteronômio 14.28 Cada terceiro ano, levar outro dízimo aos levitas e aos pobres.
13 Deuteronômio 26. 12-13 O dízimo demonstra fidelidade e retidão para com Deus.
14 2 Crônicas 31.5 O reavivamento espiritual pela remessa do dízimo.
15 2 Crônicas 31.6 Dízimos dos bois, das ovelhas, e das coisas consagradas.
16 2 Crônicas 31.12 Recolhem-se fielmente ofertas e dízimos pelos levitas.
17 Neemias 10.37 O dízimo da lavoura entregue aos levitas.
18 Neemias 10.38 Os levitas entregam o dízimo dos dízimos ao sumo Sacerdote.
19 Neemias 12.34 Nomeação de homens para recolher os dízimos e as ofertas.
20 Neemias 13.5 Dízimos e ofertas trazidos aos celeiros da casa de Deus.
21 Amós 4.4-12 A entrega do dízimo não substitiu a entrega do espírito.
22 Malaquias 3.8 “Roubará o homem a Deus?” Quando o dízimo é roubado.
23 Malaquias 3.10 “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro…”
O USO DA PALAVRA DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO
1 Mateus 23.23 O dízimo da hortelã, do endro e do cominho.
2 Lucas 11.42 O dízimo de toda hortaliça do quintal.
3 Lucas 18.12 O fariseu afirmou: eu dou o dízimo.
4 Hebreus 7.2 Abraão entregou o dízimo a Melquizedeque.
5 Hebreus 7.5 Os levitas receberam os dízimos do povo de Deus.
6 Hebreus 7.6 O dízimo do patriarca da fé Abraão.
7 Hebreus 7.8 Homens mortais receberam dízimos.
8 Hebreus 7.9 Os levitas também deram o dízimo de tudo.
SÍNTESE DO ESTUDO DÍZIMO NA BÍBLIA
1 Abraão e o Dizimo Gn. 14.20, He. 7.4-10 Demonstrou submissão a Deus dando o dízimo ao sumo sacerdote Melquisedeque, antes da lei de Moisés.
2 Jacó e o dízimo GN 28.22 Fez voto de que daria o dízimo de tudo que Deus lhe desse, em sinal de louvor e gratidão, edificando um santuário em Betel, antes da lei de Moisés.
3 A lei de Moisés e o dízimo- Lv. 27.30-32, Nm. 28.29, Dt. 14.22-23, 12.6-17, Ne 12.44, 2 Cr. 31.5-12, Ml. 3.8-10 Regulamenta e ensina sobre como dar o dízimo, as espécies de dízimos, o resultado do dízimo.. Tudo visa o sustento do sacerdócio e do culto Divino.
4 A quem era dado o dízimo- Nm. 8.21-24, Dt. 14.28, 26-12, Ne. 10.37-38, 13.5, Ml. 3.10, Hb.7.5 Aos sacerdotes- levitas na casa do senhor.. Esta era sua única herança entre as tribos do Senhor.
5 Jesus e o dízimo Mt. 23.23, Lc11.42 Lc. 18.21 He 7.4- 9 Nos evangelhos há duas referências aos dízimos, em ambas Jesus estava condenando os fariseus: (1)“ ai de vós, escribas e fariseus.” Jesus não condenou a prática do sistema de dízimo, mas a falta de justiça e de espiritualidade. Este texto ilumina a prática do sistema do dízimo existente e a sua legalidade rígida. Esta legalidade Jesus está condenando. Ele está pronunciando “ai de vós” por causa da hipocrisia na vida, e não por causa do dízimo. (2) Jesus condena o legalismo- novamente a tentativa de auto -justificação por meio de atos externos. Ele está comparando a condição espiritual do fariseu e o publicano. Jesus confirma a prática do dízimo.
6 A igreja apostólica e o dízimo. At. 4.32, 37; 5.2 Os discípulos- membros da igreja apostólica do 1 século, reconheciam o dízimo como contribuição básica ao Reino de Deus. Porém, demonstraram na prática que nada do que possuíam era deles, TUDO era do Senhor para a extensão do Reino e o bem comum. Portanto, eles entregavam tudo!
7 O Cristão Moderno e o dízimo.(Ml. 3.9-10). Mediante a compreensão bíblica da doutrina do dízimo, o cristão fiel se compromete com o plano financeiro de Deus para promover o avanço do seu Reino. A Bíblia é o manual da vida cristã, portanto, ele a obedece e recebe as bênçãos prometidas ao fiéis. Pratica a entrega do dízimo como “poupança celestial” básica, indo além do dízimo através de ofertas e contribuições voluntárias ao Senhor. Podendo testemunhar: “nínguém dá mais do que Deus”. Amém!
Jesus falou muito em dinheiro!
Há bem poucas doutrinas que receberam a mesma atenção, no ensino de Jesus, como o uso e abuso do dinheiro. O vocabulário desta doutrina se acha em 90 passagens que contêm as palavras de Jesus. Na sua pregação só achamos batismo mencionado 17 vezes, das quais 12 são figuradas. A igreja é mencionada 3 vezes nos Evangelhos e 18 vezes nas palavras de Jesus encontradas no Apocalipse. Ele falou no inferno 11 vezes e no Hades 4 vezes. Falou 21 vezes do arrependimento, 2 vezes da salvação, 47 vezes do pecado e pecadores, e 27 vezes do Espírito Santo. Nos discursos que temos nos Evangelhos, Jesus pregou mais sobre o dinheiro do que sobre o Reino de Deus, da Sua própria pessoa, de Deus- Pai e da fé. De 107 versículos do sermão da montanha, 28 tratam de dinheiro. Das 49 parábolas, 6 usam dinheiro ou bens materiais como base de instrução, e 8 nos ensinam como usar o dinheiro. Assim, note-se que mais ou menos, a quarta parte da pregação de Jesus foi concernente a este assunto. Isto não quer dizer que Ele pregou sermões inteiros sobre o assunto, mas bem poucas vezes falou sem dar algum ensino ou alguma promessa acerca do bom uso e abuso do dinheiro.

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