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Pneumatologia

Muito erro e confusão existem em nossos dias no tocante à personalidade, às operações e às manifestações do Espírito Santo. Eruditos conscientes, mas equivocados têm sustentado pontos de vista errôneos a respeito dessa doutrina. É vital para a fé de todo crente cristão, que o ensino Bíblico a respeito do Espírito santo seja visto em sua verdadeira luz e mantido em suas corretas proporções.
PRÉ – PENTECOSTAL – O Espírito Santo pré-existia como a terceira pessoa da divindade, e nessa qualidade esteve sempre ativo, mas o período que antecedeu ao dia de Pentecostes não foi à época de sua atividade especial. O período do Velho Testamento foi de preparação e espera. Ele viria para se manifestar, como Jesus explicou, logo após a Sua ressurreição.
Encontramos uma notável diferença existente em Seu agir no Velho e no Novo Testamento. Ele é referido por 88 vezes no Antigo Testamento, e mais de metade desse número de vezes somente no livro de Atos, enquanto que em todo o N.T. ele é mencionado mais de 03 vezes para cada referência que lhe é feita no Velho.
Durante esse período pré-Pentecostal, o Espírito descia sobre os homens apenas temporariamente, afim de inspirá-los para algum serviço especial, e deixava-os quando essa tarefa ficava terminada.
PÓS – PENTECOSTAL – Este período que se estende do dia de Pentecostes até os nossos dias pode legitimamente ser chamado de dispensação do Espírito. Após o dia de Pentecostes, por meio do Espírito Santo, Deus veio para habitar nos homens. Ele vem para permanecer. O dia de Pentecostes marcou o raiar de um novo dia nas relações entre o Espírito Santo e a humanidade. Ele veio para habitar na pessoa, no crente no salvo. Neste sentido a Igreja, o verdadeiro Corpo de Cristo, como indivíduos e não como edifício, é habitado pelo Espírito Santo de Deus, tornando-o a morada de Deus. Como veremos no decorrer desta disciplina.
1 – A NATUREZA DO ESPÍRITO SANTO.
1.1 – A PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTO.

a. SIGNIFICADO – Contém em Si mesmo os elementos de existência pessoal. É difícil definir Personalidade quando é atributo de Deus. Deus não pode ser aquilatado pelos padrões humanos. Pode-se dizer que a Personalidade existe quando se encontram, em uma única combinação, inteligência, emoção e volição (vontade própria), ou ainda, autoconsciência e autodeterminação. O Espírito Santo possui os atributos, propriedades e qualidades de Personalidade, então se pode atribuir a esse ser, inquestionavelmente, uma Personalidade.
a. PROVA – Sua Personalidade dentro do registro Histórico tem sido disputada e negada. Apesar de que as Escrituras não fornecem nenhuma base para tais disputas ou negações.
b.1 – A NECESSIDADE DE PROVA .
• EM CONTRASTE COM AS NECESSIDADES DAS OUTRAS PESSOAS DA DIVINDADE. – As ações e operações do Espírito Santo são de tal forma secretas e santas, tanta cousa se diz de Sua influência, graça, poder e dons, que ficamos inclinados a pensar nEle como se fosse uma influência, um poder, uma manifestação ou emanação da natureza divina, e não como uma pessoa.
• POR CAUSA DOS NOMES E SÍMBOLOS USADOS A RESPEITO DO ESPÍRITO SANTO, QUE SUGEREM O QUE É IMPESSOAL, TAIS COMO: Fôlego, vento, poder, fogo, azeite e água.
João 3:5-8 / Atos 2:1-4 / João 20:22 / 1ª João 2:20 / Efésios 5:18 / 1ª Tessalonicenses 5:19
• PELO FATO DE NEM SEMPRE O ESPÍRITO SANTO, SER ASSOCIADO AO PAI E AO FILHO, DIZ-SE QUE É IMPESSOAL. 1ª Tessalonicenses 3:11
• PELO FATO DE A PALAVRA “Espírito Santo” SER NEUTRA (GREGO= pneuma).
b.2 – SUA PROVA.
• SEUS PRONOMES PESSOAIS MASCULINOS. João 15:26 / João 16:7, 8, 13, 14
OBS.1 – A Personalidade do Espírito Santo, chega a dominar a construção gramatical “PNEUMA” que é substantivo do gênero neutro – mas sempre são usados pronomes pessoais masculinos – isso é notável.
OBS.2 – Cristo supremamente autorizado, dá testemunho gramatical, onde usa a palavra “PARAKLETO” (CONSOLADOR João 14:16, 17). Este o substituiria como pessoa. O mais significativo está na expressão “outro” que faz associação com quem já era consolador.
• ASSOCIAÇÃO COM OUTRAS PESSOAS DA DIVINDADE E COM OS HOMENS. Mateus 28:19 / Atos 15:28 / 2ª Coríntios 13:14.
• CARACTERÍSTICAS PESSOAIS DO ESPÍRITO SANTO.
Por características não nos referimos a mãos, pés ou olhos, pois essas coisas denotam corporeidade, mas antes, qualidade, como conhecimento, sentimento e vontade, que indicam Personalidade.
• INTELIGÊNCIA – 1ª Coríntios 2:10, 11 / Romanos 8:27 / João 14:26
• VONTADE (VOLIÇÃO) – 1ª Coríntios 12:11
• AMOR – Romanos 15:30 / Efésios 4:30 (emoções)
• Devemos nossa salvação tão verdadeiramente ao amor do Espírito Santo como ao do Pai e ao amor do Filho.
• BONDADE – Neemias 9:20
• TRISTEZA – Efésios 4:30
Ninguém pode entristecer a lei da gravidade, ou fazer com que se lamente o vento oriental. Portanto, a não ser que o Espírito Santo seja uma Pessoa, a exortação de Paulo (Efésios 4:30), seria sem significado e supérflua.
• ATOS PESSOAIS DO ESPÍRITO SANTO. – Através das Escrituras o Espírito Santo é representado como um agente pessoal, a realizar atos que só podem ser atribuídos a uma pessoa.

• ELE PERSCRUTA AS PROFUNDEZAS DE DEUS – 1ª Coríntios 2:10
• ELE FALA – Apocalipse 2:7 / Gálatas 4:6
• ÉLE DÁ TESTEMUNHO – João 15:26
• ELE INTERCEDE – Romanos 8:26
• ELE ENSINA – João 14:26 / João 16:12-14 / Neemias 9:20
• ELE GUIA E CONDUZ – Romanos 8:14 / Atos 16:6, 7
• ELE CHAMA HOMENS E OS COMISSIONA – Atos 13:1-3 / Atos 20:28
• ELE CONVENCE O MUNDO – João 16:8
• O ESPÍRITO SANTO MERECE TRATAMENTO PESSOAL
• PODE O HOMEM REBELAR-SE, E ENTRISTECÊ-LO – Isaías 63:10 / Efésios 4:30
• PODE O HOMEM MENTIR – Atos 5:3
• PODE O HOMEM BLASFEMAR – Mateus 12:31, 32
Diz Webster que blasfemar significa “falar do ser Supremo em termos de ímpia irreverência; ultrajar ou falar de forma imprópria de Deus, de Cristo ou do Espírito Santo”. E blasfemar desse modo seria impossível se o objeto da irreverência não fosse Pessoal.
Declaração Doutrinária – Mediante o uso de pronomes pessoais, mediante as associações pessoais, mediante as características pessoais possuídas, as ações pessoais realizadas e o tratamento recebido, as Escrituras provam que o Espírito Santo é uma pessoa.
OBS.1 – Teoricamente, podemos crer nisso. Mas em nosso pensamento íntimo a respeito da Pessoa do Espírito Santo, e em nossa atitude prática para com Ele, tratamo-lo realmente como Pessoa? O consideramos de fato, pessoa tão real como Jesus Cristo – Tão amoroso, sábio e poderoso, tão digno de nossa confiança, amor e submissão como Jesus Cristo? O Espírito Santo veio, aos discípulos e a nós, para ser aquilo que Jesus Cristo foi para aqueles durante os dias de seu contato pessoal nesta terra. Compare 2ª Cor 13:5 com Romanos 8:9
c) SUA IMPORTÂNCIA.
c.1) EM CONEXÃO COM A ADORAÇÃO. – Se o Espírito Santo é uma pessoa Divina, e se por outro lado, é desconhecida ou ignorada como tal, está sendo privado do amor e da adoração que lhe são devidos. Se, por outro lado, entretanto, Ele é apenas uma influência, uma força ou um poder que emana de Deus, estaríamos praticando idolatria ou falsa adoração.
c.2) DO PONTO DE VISTA DO TRABALHO – É necessário decidirmos se o Espírito Santo é um poder ou força que nos compete obter e usar, ou se Ele é uma Pessoa da Divindade, que tem o direito de controlar-nos e usar-nos. O primeiro conceito leva à auto-exaltação e à altivez, mas a outra nos conduz à auto-humilhação e à auto-renúncia. Pense nisto, uma reflexão sobre pessoas querendo usar o Espírito Santo, como força, como “poder” em ligar de ser usadas por uma Pessoa, como Ele quer.
c.3) POR MOTIVO DE SUA RELAÇÃO COM A EXPERIÊNCIA CRISTÃ. – É do mais alto valor experimental sabermos se o Espírito Santo é mera influência ou força impessoal, ou se é nosso Amigo e Consolador sempre presente, nosso divino Companheiro e guia.
1.2 – A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO.
As Escrituras ensinam enfaticamente a Divindade do Espírito Santo. Não obstante, têm existido aqueles que negaram essa verdade. Ário, um Presbítero de Alexandria, do quarto séc. de nossa era, introduziu o ensino, sustentando que Deus é Uma Eterna Pessoa, que Ele criou Cristo, O qual por Sua vez criou o Espírito Santo, negando assim Sua Divindade. Esse ensino obteve grande aceitação nas igrejas, mas foi corrigido pelo credo NICENO, de 325 d.C. Daí que se usa em teologia a definição: Ariano, para descrever todos aqueles que negam a divindade de Cristo e do Espírito Santo.
Depois sendo formulado no credo de Constantinopla em 381. Em 589, o Sínodo de Toledo acrescentou a famosa cláusula Latina “FILIOQUE”, que afirmava que o Espírito Santo procedia do Pai e do Filho. João 15:26 / Gálatas 4:6 / Romanos 8:9 / João 16:7
a) SIGNIFICADO – Por Divindade do Espírito Santo se entende que Ele é Um com Deus, fazendo parte da Divindade, Co-igual, Co-eterno e consubstancial com o Pai e com o Filho. Mateus 28:19 / Jeremias 31:31–34 com Hebreus 10:15–17
b. SUA PROVA – As Escrituras ainda deixa mais clara a verdade da Divindade do Espírito Santo do que a Sua Personalidade. São abundantes as provas Bíblicas.
b.1) NOMES DIVINOS.
CHAMADO DEUS – Atos 5:3–4
CHAMADO SENHOR – 2ª Coríntios 3:18
b.2) ATRIBUTOS DIVINOS
*ETERNIDADE – Hebreus 9:14
*ONIPRESENÇA – Salmo 139:7–10
*ONIPOTÊNCIA – Lucas 1:35
*ONISCIÊNCIA – 1ª Coríntios 2:10–1
*VERDADE – 1ª João 5:6
*SANTIDADE – Lucas 11:3
*VIDA – Romanos 8:2
*SABEDORIA – Isaías 40:13
b.3) OBRAS DIVINAS.
CRIAÇÃO – Jó 33:4 / Salmo 104:30
• TRANSMISSÃO DE VIDA – Romanos 8:11 / João 6:63 / Gênesis 2:7 / João 3:5–8 / Tito 3:5 / Tiago 1:18
O Espírito Santo é o autor, tanto da vida física como da vida espiritual.
• AUTORIADADE DA PROFECIA DIVINA – 2ª Pedro 1:21 / 2º Samuel 23:23
b.4) APLICAÇÃO DO A.T., (JEOVÁ / ESPÍRITO SANTO)
Isaías 60:8–10 compare com Atos 28:25–27 e Êxodo 16:7 com Hebreus 3:7–0. Os profetas eram os mensageiros de Deus, eles profetizavam as palavras do Senhor, transmitiam Seus mandamentos, pronunciavam Suas ameaças e anunciavam Suas promessas, visto que falavam conforme eram movidos pelo Espírito Santo. Serviam de instrumentos usados por Deus porque eram também instrumentos usados pelo Espírito Santo. Por conseguinte, o Espírito há de ser Deus.
b.5) ASSOCIAÇÃO COM DEUS PAI E FILHO
*Comissão Apostólica – Mateus 28:19
*Na Administração da Igreja – 1ª Coríntios 12:4–6
* Na Benção Apostólica – 2ª Coríntios 13:13
Declaração Doutrinária – De muitos modos inequívocos, Deus, em Sua Palavra, proclama distintamente que o Espírito Santo não é apenas uma pessoa, mas é uma Pessoa Divina.
4.2 – OS NOMES DO ESPÍRITO SANTO
4.2.1 – NOMES QUE DESCREVEM SUA PRÓPRIA PESSOA
a. ESPÍRITO – 1ª Cor 2:10
O termo grego “PNEUMA”, aplicado ao Espírito Santo, tanto envolve o pensamento de “fôlego” como o de “vento”.
a.1. – Como fôlego – João 20:22 / Gênesis 2:7 / Salmo 104:30 / Jó 33:4 / Ezequiel 37:1–10
a.2. – Como vento – João 3:6 – 8 / Atos 2:1–4
O Espírito é como se fosse, em termos de comparação e não como realidade o hálito de Deus – a vida de Deus que dEle sai para vivificar.
VEJA OS SÍMBOLOS APLICADOS AO ESPÍRITO SANTO.
• Ele é comparado com ÁGUA – João 7:38 – 39 / João 4:14 – Referência. Que Ele vivifica
• Ele é comparado com ÓLEO – Lucas 4:18 / Atos 10:38 / 2ª Cor 1:21 / 1ª João 2:20 –Referência. Que Ele ilumina e prepara para o serviço de Deus.
• Ele é comparado com uma POMBA – Mateus 3:16 / Marcos 1:10 / Lucas 3:22/ João 1:32 –Referência. A sua pureza.
• Ele é comparado com um SELO – 2ª Coríntios 1:22 / Efésios 1:13 e 4:30 – Referência. A sua garantia de nossa redenção.
• Ele é comparado com VESTIMENTA – Lucas 24:49 – Cobrir de santidade.
• Ele é comparado a um PENHOR – 2ª Coríntios 1:22 e 5:5 / Efésios 1:14 – Ele nunca falha.
• Ele é comparado com FOGO – Atos 2:3 – Ele aquece nossos corações.
• Ele é comparado com um SERVO – Gênesis 24 – Está sempre pronto a nos servir.
a. ESPÍRITO SANTO – Lucas 11:13 / Romanos 1:4
b. O caráter moral essencial do Espírito é salientado nesse nome. Ele é SANTO (maior atributo de DEUS), em pessoa e caráter, e também é o autor direto da Santidade do homem. O nome Espírito Santo é tomado com toda freqüência, não por ser este mais Santo que os demais da Divindade, mas porque oficialmente sua Obra é Santificar.
c. ESPÍRITO ETERNO – Hebreus 9:14
Assim como a eternidade é atributo ou característica da natureza de Deus, semelhantemente a eternidade é atributo do Espírito Santo como uma das distinções pessoais no Ser de Deus.
4.1.2 – NOMES QUE DESCREVEM SUA RELAÇÃO COM DEUS.
a. O ESPÍRITO DE DEUS – Isaías 11:2
b. O ESPÍRITO DO SENHOR JEOVÁ – Isaías 61:1
c. O ESPÍRITO DO DEUS VIVO – 2ª Coríntios 3:3

4.1.3 – NOMES QUE DESCREVEM SUA RELAÇÃO COM O FILHO DE DEUS.
a. O ESPÍRITO DE CRISTO – Romanos 8:9 / Atos 2:36
b. O ESPÍRITO DE SEU FILHO – Gálatas 4:6
c. O ESPÍRITO DE JESUS – Atos 16:6, 7 / Atos 1:1, 2 / Mateus 28:19 / Filipenses 1:19 / Atos 2:32, 33 / Isaías 11:2 com Hebreus 1:9 – Esse nome identifica o Messias Divino com o homem Jesus, e mostra a relação que o Espírito Santo sustenta com Ele, conforme aqui identificado.
4.2.4 – NOMES QUE DESCREVEM SUA RELAÇÃO COM OS HOMENS.
a. ESPÍRITO PURIFICADOR – Isaías 4:4 / Mateus 3:11
b. SANTO ESPÍRITO DA PROMESSA – Efésios 1:13/ Atos 1:4, 5 / Atos 2:33
c. ESPÍRITO DA VERDADE – João 15:26 / 14:17 e 16:13 / 1ª João 4:6 e 5:6
d. ESPÍRITO DA VIDA – Romanos 8:2
e. ESPÍRITO DA GRAÇA – Hebreus 10:29
f. ESPÍRITO DA GLÓRIA – 1ª Pedro 4:13, 14 / Efésios 3:16–19 / Romanos 8:16–17
g. O CONSOLADOR – João 14:26 / João 15:26 e 16:7 comparar com 1ª João 2:2
4.3 – A OBRA DO ESPÍRITO SANTO
Ao considerarmos a obra do Espírito Santo, precisamos lembrar a verdade que todas as pessoas da Divindade são ativas na obra de cada Pessoa individual. Alguns nos dizem que Deus Pai operou na Criação, que Deus Filho operou na Redenção e que Deus Espírito Santo opera na Salvação. Mas isso não é verdade, pois em cada manifestação das obras de Deus, a Trindade total se mostra ativa; o Pai é o Autor, o Filho é o Executor e o Espírito é o Ativador de cada ato. Por conseguinte, o Espírito Santo é Aquele que ativa e leva a término os atos iniciados.
4.3.1 – EM RELAÇÃO AO UNIVERSO MATERIAL.
a. NO TOCANTE À CRIAÇÃO – Salmo 33:6 / Jó 33:4
b. NO TOCANTE À RESTAURAÇÃO E PRESERVAÇÃO
Gênesis 1:2 / Salmo 104:29, 30 / Isaías 40:7
4.3.2 – EM RELAÇÃO AOS HOMENS NÃO REGENERADOS.
a. O ESPÍRITO LUTA COM ELES – Gênesis 6:3 / Mateus 5:13–16
b. O ESPÍRITO TESTIFICA-LHES – João 15:26 / Atos 5:30–32
c. O ESPÍRITO CONVENCE-OS – João 16:8–11 Do Pecado, da Justiça e do Juízo. Nessa tríplice obra, o Espírito Santo glorifica a Cristo. Ele nos mostra que é pecado não confiar em Cristo, revela-nos a Justiça de Cristo e a obra vitoriosa de Cristo em relação a Satanás. Nossa tarefa consiste tão somente em pregar a palavra da verdade, dependendo do Espírito Santo para produzir convicção. (Atos 2:4 e 37)

4.3.3 – EM RELAÇÃO AOS CRENTES.
a. O ESPÍRITO REGENERA – João 3:3–6 / Tito 3:5/ João 6:63 / 1ª Pedro 1:23 / Efésios 5:25, 26 / 1ª Coríntios 2:4 comparar com 1ª Coríntios 3:6. Assim como Jesus foi gerado pelo Espírito Santo, semelhantemente todo homem, para que se torne filho de Deus, precisa ser gerado pelo Espírito Santo.
b. ELE BATIZA NO CORPO DE CRISTO
Aqui necessitamos estudar duas exposições ou compreensão sobre o assunto. A primeira, podemos chamar de batismo corporativo que afirma que o batismo do espírito Santo acontece no ato da regeneração e não como uma experiência posterior: se expressa mais ou menos assim: – João 1:32–34 / 1ª Coríntios 12:12–13 / Atos 1:5. O batismo do Espírito Santo é aquele ato que tem lugar por ocasião da conversão (João 3:5-7 / Romanos 8:9), mediante o qual a pessoa se torna membro do Corpo de Cristo (2ª Coríntios 5:17 / Efésios 1:13-14). Essa obra tem sido realizada na vida de cada crente, embora nem sempre seja reconhecida. O batismo do Espírito Santo não é algo a ser conquistado pelo crente após a regeneração; antes, já foi obtido por ocasião da regeneração (1ª Coríntios 3:16). O batismo do Espírito Santo teve início no dia de Pentecostes (Atos 2:1-3), mas se estende através dos séculos e prosseguirá até que o último membro tenha sido acrescentado à igreja.(Efésios 4:4).
A outra postura teológica é aquela que afirma que o batismo do Espírito Santo acontece como uma experiência posterior na vida do crente, e que tem como sinal o falar em línguas.
a. ELE HABITA NO CRENTE – 1ª Coríntios 6:15-19 / 3:16 / Romanos 8:9.
b. ELE SELA – Efésios 1:13, 14 / 4:30
c. ELE PROPORCIONA SEGURANÇA – Romanos 8:14, 16 / 1ª Coríntios 1:22
d. ELE FORTALECE – Efésios 3:16
e. ELE ENCHE O CRENTE – Efésios 5:18-20 / Atos 4:8, 31 / 2:4 / 6:3 / 7:54-55 / 9:17, 20 / 13:9-10, 52 / Lucas 1:15, 41, 67-68 / 4:1 / João 7:38-39.
f. ELE LIBERTA / GUIA / ORIENTA EM SEGURANÇA – Atos 8:27-29
g. ELE EQUIPA PARA O TRABALHO (Ilumina/Instrui/Capacita) – 1ª Coríntios 2:12–14 / Salmo 36:9 / João 16:13-14 / 1ª Coríntios 12:11 / 1ª Timóteo 1:5
h. ELE PRODUZ O FRUTO DA GRAÇA CRISTÃ – Gálatas 5:22-23 / Romanos 14:17 / 15:13 / 5:5 / Gálatas 2:20.
i. ELE POSSIBILITA TODAS AS FORMAS DE COMUNHÃO COM DEUS (Oração/Adoração e louvor/Agradecimentos) – Judas 20/ Efésios 6:8 / Romanos 8:26-27 / Filipenses 3:3 / At 2:11 / Efésios 5:18-20.
j. ELE VIVIFICA O CORPO DO CRENTE – Romanos 8:11, 13.

3.4 – EM RELAÇÃO A JESUS CRISTO
a. CONCEBIDO PELO ESPÍRITO SANTO – Lucas 1:35 / Mateus 1:20. O Espírito Santo produziu o corpo humano do Filho de Deus mediante um ato criador. O Filho de Deus chamou esse corpo de preparado (Hebreus 10:5). Era impossível que Aquele que é absolutamente santo, se revestisse de um corpo que tivesse vindo ao mundo por geração natural. Se este tivesse sido o caso, teria Ele possuído um corpo maculado com a mancha do pecado.
b. UNGIDO COM O ESPÍRITO SANTO – Atos 10:38 / Isaías 61:1 / Lucas 4:14, 18 / Isaías 11:2 / Mateus 12:17-18.
c. GUIADO PELO ESPÍRITO SANTO – Mateus 4:4
d. CHEIO DO ESPÍRITO SANTO – Lucas 4:1 / João 3:34.
e. REALIZOU SEU MINISTÉRIO NO PODER DO ESPÍRITO SANTO – Lucas 4:18-19 / Is 61:1 / Lucas 4:14
f. OFERECEU-SE EM SACRIFÍCIO PELO ESPÍRITO SANTO – Hebreus 9:14
g. RESSUSCITOU PELO PODER DO ESPÍRITO SANTO – Romanos 8:11 / Romanos 1:4
h. DEU MANDAMENTOS AOS SEUS, PELO ESPÍRITO SANTO – Atos 1:1, 2
i. DOADOR DO ESPÍRITO SANTO – Atos 2:33. Jesus Cristo viveu toda a sua vida terrena dependendo inteiramente do Espírito Santo e a Ele sujeito.
4.3.5 – EM RELAÇÃO ÀS ESCRITURAS
a. SEU AUTOR – 2ª Pedro 1:20-21 / 2ª Timóteo 3:16 / 2ª Pedro 3:15-16/ João 16:13. As escrituras referem-se ao Espírito Santo como o Agente Divino da comunicação da verdade de Deus aos homens.
b. SEU INTÉRPRETE – Efésios 1:17 / 1ª Coríntios 2:9-14 / João 16:14-16. A importância do homem para interpretar a verdade já revelada é tão característica como sua incapacidade de comunicar a revelação sem o concurso do Espírito Santo. As Escrituras foram dadas pelo Espírito Santo, e sua verdadeira interpretação só é possível por meio de Sua iluminação.
Deus, através de seu Espírito, venha a iluminar teu coração, com o propósito de que possas desfrutar de toda a Suficiência DEle em sua vida, que recebeste desde o momento de sua regeneração.
O Dom de Línguas – Postura Teológica 1
Como podemos perceber estamos enumerando as diversas posturas teológicas em relação aos dons espirituais – O que significa que há mais de uma postura, e como faculdade estamos obrigados a dar a conhecer de forma sistemática, sem entrar em discussão sobre o assunto as várias e diversificadas doutrinas.
1- O que era ou em que consistia este dom. O dom de línguas consistia em falar uma língua a qual era completamente desconhecida para aquele que falava. Havia conteúdo e um significado real nas palavras proferidas, e não meras palavras e frases sem nexo. No dia de Pentecostes, “cada um os ouvia falar na sua própria língua” [literalmente ‘dialeto’] (Atos 2:6.) Além disto, enquanto Pedro explicava este milagre para a multidão, ele iguala o dom de línguas ao dom de profecias ao citar a profecia de Joel: “E também do meu espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão” (v.18). Novamente, 1ª Coríntios 14:5 iguala o dom de profecia ao de línguas se houver intérprete, pois “o que profetiza é maior do que o que fala em línguas, a não ser que também interprete para que a igreja receba edificação”.
1ª Coríntios 12:30 refuta a idéia popular de que todo convertido falava em línguas. Mesmo em Corinto, Paulo pergunta; “falam todos diversas línguas? Interpretam todos?”.
A idéia moderna de que há outro tipo de dom de línguas, ou a língua dos anjos, é simplesmente estranha as Escrituras e deve ser rejeitada. O dom que alguns dizem possuir, não é o verdadeiro dom de línguas, porém uma imitação aprendida de cor, para simplesmente parecer tão espiritual como quem fala.
2- Seu Propósito. Um dos propósitos deste dom era mostrar ao Judeu que Deus estava julgando a sua nação. “De sorte que as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis (judeus) –” (1ª Coríntios 14:22). Pois, Paulo fala da infidelidade dos judeus. Desde o tempo de Abraão, Deus tem falado para eles em Hebraico; mas agora, após a vinda de Cristo, Deus estava falando com eles em outras línguas, para mostrar ao Judeu que o privilégio que eles tinham como nação chegara ao fim, pois os gentios também seriam participantes da aliança da graça. O fim da nação judaica ocorreu no ano 70 D.C, quando Jerusalém foi destruída.
Um outro propósito para o dom de línguas, quando acompanhado do dom de interpretação, era o de edificar os convertidos no ajuntamento local. A interpretação de línguas, assim como o dom de profecia, eles serviram de forma direta para que a igreja recebesse “parcelas” da verdade. “Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos” (1ª Coríntios 13:9). Deus concedeu estes dons quando a igreja estava no estágio de menino, e precisava se alimentar com alimento adequado. Assim também hoje, quando uma Igreja está no estágio de “menino”, ou seja, lhe falta amadurecimento, se torna necessária a intervenção divina para guia-los “a toda verdade”.
O fato de encontrarmos em 1ª Coríntios 14, um guia para o uso dos dons na igreja, significa que eles permaneceriam para sempre. Além disso, essa orientação nem mesmo é seguida por aqueles que dizem possuir este dom hoje. Há necessidade de outra pessoa ser um interprete, e não mais que três em cada culto, e também não deveriam fazê-lo de forma simultânea, mas um após o outro.
Adendo 1 – Reflexão Teológica
O ANDAR NO ESPÍRITO
“Porquanto o que era impossível à lei, visto que se achava fraca pela carne, Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança da carne do pecado, e por causa do pecado, na carne condenou o pecado, para que a justa exigência da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito”.
“Pois os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito”.
“Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser”.
Romanos 8:3-7
Vamos entrar agora no conceito bíblico para compreender o que significa “andar no Espírito”. Para isso devemos entender alguns pontos importantes.
AS DUAS LEIS ESPIRITUAIS
Antes de prosseguirmos é importante sabermos o que é lei. A rigor, uma lei, é uma generalização examinada até que se prove que não há exceção. É alguma coisa que ocorre repetidamente, e ao acontecer, é sempre de maneira já observada. Podemos ilustrar esse princípio por meio da lei da gravidade, que a maioria conhece. Se eu deixo cair um lenço em São Paulo, cairá no chão. É este o efeito da gravidade, e o mesmo acontecerá em Santa Catarina, Manaus ou e qualquer lugar do globo. Assim se manifesta a lei da gravidade. Assim como existem leis naturais, existem leis espirituais. Em Romanos vemos claramente duas leis espirituais. Vamos ver cada uma delas.
• A lei do Pecado e da Morte
“Graças a Deus, por Jesus Cristo nosso Senhor! De modo que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado”.
“Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte”.
Romanos 7:25; 8:2.
Há uma lei espiritual operando dentro de nós que, assim como a lei da gravidade nos empurra para baixo, essa lei nos empurra para o pecado. Paulo descreveu em relação a essa lei baseado em sua própria experiência: “Pois o que faço, não o entendo; porque o que quero, isso eu não pratico; mas o que aborreço, isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. Agora, porém, não sou mais eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito, o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está. Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim, que, mesmo querendo eu fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei guerreando contra a lei do meu entendimento, e me levando cativo à lei do pecado, que está nos meus membros”.
Romanos 7:19-23
Veja que ele declara, no tempo presente, quando ele já era um seguidor do Senhor, que nele não habitava bem algum. Essa lei está em nós, nos foi herdada pela queda. Enquanto achamos que podemos ou que temos algo que seja útil a Deus, contrariamos o que a Palavra diz. Iremos nos esforçar para subir, porém a queda será iminente. Ficamos uma quinzena “nas alturas” e depois nos cansamos e caímos de novo. Não podemos ignorar essa lei. A cruz nos livrou do “homem do pecado” do “velho homem” mas não eliminou de dentro de nós a lei do pecado. Se alguém faz um comentário desagradável a nosso respeito, imediatamente algo dentro de nos “borbulha”. Mas se, quando diferentes pessoas fazem observações ásperas ao nosso respeito, a mesma coisa se agita e perturba o nosso íntimo, então descobrimos uma lei interior – a lei do pecado.

Como podemos eliminar a lei da gravidade? Em verdade não podemos eliminá-la, mas podemos anular o seu efeito com uma outra lei superior. Vamos ver.
• A lei do Espírito da vida
“Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte”.
Romanos 8:2
Assim como existe a lei da gravidade existe uma outra lei que consegue sobrepujar esta. Um exemplo que podemos citar contrária à lei da gravidade é as leis da dinâmica usadas na aviação. Veja quantas toneladas de metal amontoadas em um só corpo, o avião, conseguem voar em plenas alturas. Parece difícil acreditar que ele consiga alçar vôo e permanecer no ar por tanto tempo. Vemos que existe uma outra lei atuando sobre o avião: a lei da aerodinâmica. A lei da aerodinâmica mantém o avião no ar. Mas espere… Onde foi parar a lei da gravidade? Ela continua, porém há uma lei superior a ela que faz com que o avião permaneça no ar. Se, porventura, o avião perder qualquer característica importante para que a lei da aerodinâmica atue nele, como por exemplo: perder uma asa, ele vai começar a cair, cair, provando que a lei da gravidade continua operando.
Assim é a lei do Espírito da Vida. É uma lei superior a do pecado e da morte. Essa lei foi nos dada pelo Espírito em nós. Veja o que Paulo diz: “aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo Jesus há de vivificar também os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita. Portanto, irmãos, somos devedores, não à carne para vivermos segundo a carne; porque se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis”. Romanos 8:11-13
A lei do Espírito da vida se manifesta quando abdicamos as nossas próprias vontades, inclusive as coisas boas de nosso caráter natural e dependemos de Deus para qualquer manifestação de obediência. Muitos de nós somos mansos por natureza, mas essa é a mansidão da velha criação e isso para Deus nada vale. A lei do Espírito opera no terreno da dependência irrestrita a Deus. Se entregarmos a nossa vida a essa lei, teremos menos consciência da lei velha, que, embora continue a existir, já não nos governa, e já não somos presa sua, pois morremos para essa lei. Agora, com tudo isso, o que significa andar no Espírito?
• Primeiramente não é um trabalho, é um andar. Não é um esforço opressivo e infrutífero.
Nunca foi o propósito do Senhor que as pessoas, ao passarem pela porta do Reino da Graça, se detivessem na batente da porta e ficassem ali parados. Quando Jesus no ensino do monte se referiu à porta estreita, Ele também falou de um caminho apertado ou estreito. Antes de subir aos céus Jesus deu uma ordem (Mateus 28:18-20). Ele não ordenou apenas que fizessem discípulos, isto é, que introduzissem as pessoas no Reino da Graça, mas também salientou a necessidade de ensiná-los a guardar todas as coisas que Ele havia ordenado. Isto é o Caminho, aprender a viver conforme Jesus ensinou.
Andar no Caminho de Deus é andar no Espírito e é abandonar a velha e vã maneira de viver (I Pedro 1:18) e, aprender com Deus como Ele quer que vivamos na terra. Ele quer nos ensinar todo o seu conselho (Atos 20:27). Isto quer dizer que o Conselho de Deus não é algo interminável e cheio de divagações, mas sim um corpo completo de verdades objetivas que Deus quer que apliquemos em nossa vida hoje.
• Em segundo lugar, andar no Espírito implica em sujeição a Ele. Devemos estar sujeitos ao Espírito. As prioridades da minha vida devem ficar com Ele, devo entender que eu não tenho e devo prioridades espirituais “buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e sua Justiça…” Lembra deste texto? Se eu sou uma pessoa de prioridades terrenas e materialistas, se mais importante para mim é o dinheiro e a fama, a posição e o reconhecimento social, então tudo isso deve ser crucificado, deve ir para a cruz, isso tem que acabar. Toda a prioridade na minha vida pertence a Deus.
5.4.2. ENCHENDO-SE DO ESPÍRITO.
“Batismo com o Espírito Santo” não é a mesma coisa que ser “cheio do Espírito Santo”. Há duas palavras diferentes, no novo testamento grego que são traduzidas para o português da mesma forma, porém descrevem experiências distintas. Uma é pimpleimi que aparece em Lucas 1:15 – João Batista; Lucas 1:41 – Isabel; Lucas 1:67-68 – Zacarias; Atos 2:3,4 – Pentecostes; Atos 4:8 – Pedro; Atos 4:31 – os discípulos; Atos 9:17 – Paulo; Atos 13:9-11 – Paulo novamente. Essa palavra, pelo contexto em que é usada, dá a entender um enchimento momentâneo para cumprir uma determinada obra. Dá a entender que antes não estava cheio. Tem mais haver com o batismo com o Espírito Santo que nos dá poder.
A outra palavra é pleiros que aparece nos textos de Lucas 4:1 – Jesus; Atos 6:3 – os diáconos; Atos 7:55 – Estevão; Atos 11:24 – Barnabé; Efésios 5:18 – a ordem para se encher do Espírito. Esta palavra significa “ser cheio”, mas não como uma experiência do momento, e sim como uma continuidade. Não está relacionada com a obra e sim com a vida. Portanto queremos tratar dessa experiência subjetiva de encher-se com o Espírito Santo. Vamos ler o texto que melhor esclarece sobre o assunto:
E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós em salmos, hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração, sempre dando graças por tudo a Deus, o Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo. Efésios 5:18-21
Esse texto diz como nos enchemos do Espírito. Vamos ver as maneiras listadas nestes versículos de Efésios.
• Falando entre vós
A primeira coisa que devemos saber é que isoladamente não conseguimos ir muito longe. Veja que o texto diz falando entre vós e não sozinho. Falar como? Quando nos encontramos temos que estar com o nosso coração desejoso de salmodiar, ou seja, orar de maneira aberta e inspirada no amor a Deus. Os cânticos não são simplesmente música e sim algo que venha do profundo de nosso espírito. Não podemos deixar passar um irmão perto de nós e perder a oportunidade de salmodiar, profetizar, abençoar e orar pelo irmão. Temos que nos livrar de toda frieza para que possamos experimentar essa verdade na igreja hoje. Para isso precisamos ter uma vida de constante oração, meditação e contemplação do Senhor. Salmodiar aqui não implica em nada da forma moderna em que o cântico está sendo tratado, hoje em dia é um tremendo de um comércio, lucro e ganho, e os lançamentos em shows “evangélicos” então? São verdadeiros espetáculos de orgulho, arrogância e falsa espiritualidade. Obviamente não estamos generalizando, e nem é nossa intenção criticar pessoas, mas condenar atitudes que afastam os crentes da simplicidade do Evangelho Original.
• Sempre dando graças a Deus por tudo.
Devemos manter uma atitude de louvor e gratidão por toda e qualquer coisa ao nosso redor. Devemos aceitar as determinações de Deus para a nossa vida sem murmurações ou queixas. Esse processo redunda em um tremendo quebrantamento de nosso ego com o fim de liberar a Vida Divina em nós, produzindo um verdadeiro enchimento de dentro para fora. Esse é o aspecto subjetivo da cruz, diário e constante. É que costumamos chamar de desfrutar dos benefícios da Justificação.
• Sujeitando-vos uns aos outros
Quando nos esvaziamos de nossas defesas e orgulho Deus pode, então, encher-nos com o seu Espírito. A sujeição ao Corpo de Cristo quebra o orgulho e a auto-suficiência de tal maneira que nos deixa prontos para sermos cheios do Senhor.
Portanto quando somos cheios do Espírito podemos, com maior tranqüilidade sabermos que estamos descansando nEle e que assim andamos no Espírito. E já sabemos qual é o fruto de tudo isso.
Digo, porém: Andai pelo Espírito, e não haveis de cumprir a cobiça da carne. Porque a carne luta contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes se opõem um ao outro, para que não façais o que quereis.
Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.
Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei.
E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se nos vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito. Gálatas 5:16-18; 22-25.
Adendo 2 – Reflexão Teológica
Vivendo na Dimensão do Espírito
Texto [referência bíblica] “… E há de ser que, depois, derramarei o meu espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões; e também sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias, derramarei o meu Espírito…”. (Joel 2:28-29)

Introdução
1. Muitas vezes observamos que mais e mais pessoas estão sendo: “ungidas e/ou batizadas com o Espírito Santo” e nos vem a pergunta, por que será? Como nós podemos ser cheios do Espírito Santo? Como poderei viver na dimensão do Espírito Santo? Minha mente e meu coração podem estar dispostos a vivermos esta dimensão?

2. O texto que nós escolhemos como texto introdutório trata sobre uma promessa dada a Israel e cumprida em Atos capítulo 2, no inicio da Igreja, isto quer nos dizer, que a Igreja no passado andou na dimensão do Espírito e que nós também poderemos andar, e viver nesta dimensão.
Devemos ser como à Igreja primitiva para podermos viver na dimensão do Espírito. Ou seja, seguir o modelo e padrão da Igreja Original.
O que é dimensão?
Para podermos viver em um ambiente devemos conhece-lo, estuda-lo, também para que nós terminemos este tema devemos entender que dimensão é:
A dimensão é:
1. Medida
Segundo o dicionário Michael’s e o dicionário da Bíblia On Line, entre outras coisas dimensão é: Medida. Para nos vivermos nesta dimensão, nos devemos então conhecer a medida do Espírito Santo que é:
 Sabedoria (Gênesis 41:38; Êxodo 31:3)
 Força e liderança (Juizes 3:10; 6:34)
2. Grandeza e Importância
Pense nisto quando falamos de Grandeza e importância: Edite Riggs Gillet relatou que “… Durante um período de fome em Moçambique, duas mães vieram pedindo para fazer algum trabalho em troca de um pouco de farinha de milho. Deixaram suas duas filhinhas conosco, enquanto trabalhavam; No decorrer da manhã, levei quatro bananas para as duas meninas. Agradeceram-me pelas bananas e então ouvi uma delas dizer à outra:”Vamos comer uma só cada uma, e guardar as outras para nossas mães”. E assim elas fizeram.
Se duas meninas famintas, de lares não-cristãos, podiam distribuir o pouco que tinham, quanto mais nós cristãos não havemos de pôr em prática a Regra Áurea de nosso Mestre? Todos nós precisamos ser mais atenciosos e generosos no uso que fazemos do nosso tempo, energia e bens. Acima de tudo, precisamos do Espírito de Cristo como base de todos os nossos atos. Não está o Espírito de Cristo resumido na Regra Áurea? Não é verdade que Cristo mesmo se colocou em nosso lugar e compartilhou conosco tudo que Ele era?”
Podemos entender então que a dimensão é Grandeza e importância de acordo com o dicionário Michael’s, então se queremos viver na Dimensão do Espírito Santo, nos devemos aprender a grandeza e a importância de vivermos em Espírito.
 Este Espírito de Deus te transforma em outro homem (1Samuel 10:6)
 Este Espírito de Deus fala por você (2Samuel 23:2)
 Este Espírito te faz benigno (Neemias 9:30)
Agora que já aprendemos o que significa dimensão vejamos como a Igreja Primitiva viveu esta incumbência, pois, para sermos igual à Igreja Primitiva devemos conhecer a forma em que eles agiam e assim permitirmo-nos entrar ai nesta dimensão.
A Igreja primitiva entrou na dimensão do Espírito depois que:
1. Seguiram as ordens de Jesus Cristo: (Atos 1:4 e 8).
Discussão: Quando seguimos as ordens de Jesus Cristo então sabemos que devemos esperar por Ele e perseverarmos (At.1:14), muitas vezes desistimos das bênçãos do Senhor por acharmos que o tempo está ainda muito longe e que nunca chega este momento. A Igreja primitiva ficou aguardando e perseverando em oração.
2. Eles Se comprometeram em ser testemunhas de Jesus Cristo (At.1:8b)
Temos perdido a oportunidade de vivermos a medida do Espírito porque não temos sido testemunhas do que Deus tem feito em nossas vidas veja o apostolo Pedro em seu primeiro discurso o que fez ele? Ele testemunhou quem era Jesus e o que Ele havia feito aqui na terra (Atos 2:22), para vivermos na medida do Espírito de Deus devemos nos comprometer. Assumir um compromisso com a verdade.
 Muitos verão: (deixe as pessoas verem em você o que Deus está fazendo)
 Muitos temerão: (na Igreja primitiva os mesmos saduceus e fariseus tinham vontade de mata-los mais temiam [Atos 4:19-20] as pessoas devem passar a temer o Seu Deus como temiam na antiguidade.).
 Muitos confiarão: a Igreja de Cristo deve ter esta “GRANDEZA” em si. Devemos permitir que o povo aprenda como confiar no nosso Deus através de nosso testemunho.
“… Podemos resumir este pensamento de Testemunho na novela Bem – Hur de Lew Wallace, ele, duvidava da Bíblia e resolveu escrever a novela, “Ben-Hur”, a fim de provar ser falso o cristianismo. Contudo, estudando com atenção as Escrituras, Wallace descobriu nelas justamente “…a repreensão, …a correção… e a educação na justiça” de que tanto precisava. A Palavra de Deus de tal forma lhe transmudou o pensamento que acabou por escrever a novela em alto tributo ao recém achado Senhor.
Para os homens pensantes de todos os séculos, as Escrituras Sagradas assumem posição preeminente acima de todos os outros livros. Isaque Newton referiu-se aos Evangelhos como “a mais sublime filosofia da Terra”. Goethe disse: “Para mim os Evangelhos são verdadeiros, desde o princípio até o fim”. Benjamin Franklin, Abraham Lincoln, Franklin Roosevelt, D. Pedro II e tantos outros líderes já renderam elevado tributo ao poder do Livro do Céu. E são do romancista Coelho Neto, as palavras: “Homem de fé, o Livro de minha alma aqui o tenho: é a Bíblia o pão para minha fome de consolo, a luz nas trevas das minhas dúvidas, o bálsamo para as dores das minhas agonias… Eis o livro que é a valise com que ando em peregrinação pelo mundo. Tenho nele tudo”. (2ª Timóteo 3.16).
Encontramos, então, que a Igreja Primitiva seguiu as ordens de Cristo, foram testemunhas, agora, uma vez que sabemos o que é dimensão agora sabemos como a Igreja entrou nesta dimensão cabe a nós também lutarmos para que quando o senhor Jesus volte nos encontre nesta “MEDIDA DE GANDEZA E IMPORTANCIA”.
Lutando para entrar na Dimensão do Espírito Santo.
Reconhecendo que o mesmo Espírito Santo é Deus.
(João 4:24; 2ª Coríntios 3:17; João 4:18; Romanos 8:9; Colossenses 1:27).
Quando entendemos que o mesmo Espírito Santo é Deus, então estamos nos capacitando para vivermos esta “grandeza”
Reconhecendo o que Ele (O Espírito Santo) pode fazer por nós.
Este ponto é importantíssimo para a nossa vida se reconhecemos o que Ele faz por nós vamos querer viver por Ele.
 Convence o pecador: João 16:8-13. Este é o primeiro passo para a salvação de um pecador. O Espírito Santo unge a Palavra que está sendo pregada e ela é vivificada no coração do ouvinte.
 Regenera: João 3:5; Tito 3:5. a obra da regeneração é a transformação do pecador em santo, o que leva o homem a ser filho de Deus.
 Habita nos filhos de Deus: Romanos 8:9; 1ª Coríntios 6:19. O Espírito Santo enche o templo (QUE SOMOS NÓS), habita e permanece nele.
 Sela: Efésios 1:13; Efésios 4:30. Agora, ser selado significa:
1. Somos propriedade: os filhos de Deus pertencem a Deus.
2. Segurança: Os filhos de Deus estão seguros e salvos na Dimensão do Espírito Santo. O selo não pode ser quebrado, é um símbolo de garantia.
3. Aprovação: O Selo estabelece a aprovação de Deus sobre a vida.
4. Obra completa: O batismo do Espírito Santo é uma ação simultânea da salvação e uma obra que completa a regeneração na vida do cristão.
 Investe de poder: Atos 1:8. A palavra poder vem do Grego DUNAMIS que de sua etimologia vem a palavra dinamite. Isto é o que faz o poder de Deus na vida do homem que quer viver esta “Dimensão”. Um poder que vem de fora, e que não é dele.
 Batiza no Corpo de Cristo: 1ª Coríntios 12:13. Veja esta afirmação de Donald Grey Barnhouse: “… Ninguém precisa perguntar a um crente se ele foi batizado com o Espírito. O próprio fato de uma pessoa estar no corpo de Cristo demonstra que ela foi batizada com o Espírito, pois não há outra maneira de entrar no corpo…” Os filhos de Deus são colocados no corpo de Cristo e ao mesmo tempo Cristo vem fazer morada no coração do homem.
Não gostaria você de viver esta Dimensão do Espírito de Deus? Perceba que uma Dimensão que te dá tantos benefícios bastando apenas você:
Entender o que é Dimensão Importância, Grandeza, Medida.
2. Viver como a Igreja Primitiva, em Obediência as ordens de Jesus Cristo, e isto envolve compromisso e responsabilidade e viver para testemunhar o que Deus tem feito.
Lembre-se o que disse A. J. Gordon: “… Antes do Pentecostes, os discípulos achavam difícil fazer coisas fáceis; depois do Pentecostes, achavam fácil fazer coisas difíceis…”
“… Walter Knight conta a história de um menino que acabara de encontrar-se com Cristo; seu nome era João. O garoto, então, perguntou a seu pai:
— Como vou crer no Espírito Santo se nunca o vi?
Ao que o pai, eletricista, replicou:
— Eu lhe mostrarei. Venha por aqui.
A seguir, João foi com seu pai à casa das máquinas, onde estavam os geradores de energia.
— E daqui que vem a força que esquenta nosso chuveiro e nos dá a luz. Não podemos ver a força, mas ela está nas máquinas e nos fios.
— Eu creio na eletricidade — concluiu o menino.
— Pois é — emendou o pai — você crê nela, embora não a veja. Você crê porque vê o que ela faz. Assim também você pode crer no Espírito Santo, porque pode ver o que ele faz na vida das pessoas, quando elas se entregam a Cristo e recebem o seu poder…”. Romanos 9:17.

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