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Teologia do Novo Testamento

DEFINIÇÃO
Teologia é a ciência que trata do nosso conhecimento de Deus, e das coisas divinas. A teologia abrange vários ramos, vejamos:
Teologia exegética Exegética vem da palavra grega que significa extrair. Esta teologia procura descobrir o verdadeiro significado das Escrituras.
Teologia Histórica Envolve o Estudo da História da Igreja e o desenvolvimento da interpretação doutrinária.
Teologia Dogmática É o estudo das verdades fundamentais da fé como se nos apresentam nos credos da igreja.
Teologia Bíblica Traça o progresso da verdade através dos diversos livros da Bíblia e descreve a maneira de cada escritor em apresentar as doutrinas mais importantes.
Teologia Sistemática Neste ramo de estudo os ensinamentos concernentes a Deus e aos homens são agrupados em tópicos.

INTRODUÇÃO
O Novo Testamento forma a Parte II da Bíblia. E ele uma coleção de vinte e sete livros, mas tem somente um terço do volume da Parte 1, o Antigo Testamento. Antigo Testamento cobre um período de milhares de anos de história, mas o Novo Testamento menos de um século.
“Novo Testamento” quer dizer, de fato, “Novo Pacto” em contraste com a antiga aliança. O vocábulo “testamento” transmite-nos a idéia de uma última vontade, e só passa a ter efeito na eventualidade da morte do testador. Assim é que o novo pacto entrou em vigor em face da morte de Jesus (Hebreus 9:15-17).
Escrita originalmente em grego, entre 45-95 D.C.. Os livros do Novo Testamento não estão arranjados na ordem cronológica em que foram escritos. As primeiras epístolas de Paulo foram os primeiros livros do Novo Testamento a ser escritos, e não os evangelhos.
E mesmo o arranjo das epístolas paulinas não segue a sua ordem cronológica, porquanto Gálatas (ou talvez 1 Tessalonicenses) foi a epístola escrita bem antes daquela dirigida aos Romanos, a qual figura em primeiro lugar em nossas Bíblias pelo fato de ser a mais longa das epístolas de Paulo; e entre os evangelhos, o de Marcos, não o de Mateus, parece ter sido aquele que primeiro foi escrito.
A ordem em que esses livros aparecem, por conseqüência, é uma ordem lógica. Os evangelhos estão postos em primeiro lugar porque descrevem os eventos cruciais de Jesus. Entre os evangelhos, o de Mateus vem apropriadamente antes de todos devido à sua extensão e ao seu intimo relacionamento com o Antigo Testamento, que o precede imediatamente. No livro de Atos dos Apóstolos, uma envolvente narrativa do bem sucedido surgimento e expansão da Igreja na Palestina e daí por toda a Síria, Ásia Menor, Macedônia, Grécia e até lugares distantes como Roma, na Itália.
O livro de Atos é a segunda divisão de uma obra em dois volumes, Lucas-Atos.) Bastam-nos essas idéias quanto aos livros históricos do Novo Testamento.
As epístolas e, finalmente, o livro de Apocalipse, explanam a significação teológica da história da redenção, além de extraírem dai certas implicações éticas. Entre as epístolas, as de Paulo ocupam o primeiro lugar e entre elas, a ordem em que foram arranjadas segue primariamente a idéia da extensão decrescente, levando-se em conta a grande exceção formada pelas Epístolas Pastorais (I e II Timóteo e Tito), as quais antecedem a Filemom, a mais breve das epístolas paulinas que chegaram até nós.
A mais longa das epístolas não-paulinas, aos Hebreus (cujo autor nos é desconhecido), aparece em seguida, depois da qual vêm as epístolas Católicas ou Gerais, escritas por Tiago, Pedro, Judas e João.
E por fim, temos o livro que lança os olhos para o futuro retorno de Cristo, o Apocalipse, livro esse que leva o Novo Testamento a um mui apropriado climax.
O Novo testamento é o livro mais vital o mundo. Seu tema supremo é o Senhor Jesus Cristo. Seu objetivo supremo é a Salvação dos seres humanos. Seu projeto supremo é o reinado final do Senhor Jesus num império sem limites e eterno.
Dentro do estudo do Novo testamento estaremos observando as principais Doutrinas e Teologia.

OS QUATRO EVANGELHOS
Vamos dirigir agora a nossa atenção aos quatro evangelhos. Uma coleção de registros muito especial quando os examinamos coletivamente. Para começar, nos encontramos perguntando: Por que há quatro evangelhos, especialmente quando os três primeiro parecem abranger quase o mesmo assunto? Um só não seria melhor?
Como estamos tratando de escritos divinamente inspirados, a resposta final, naturalmente, é que há quatro porque Deus assim quis: mas podemos acrescentar que existem razões claras para Deus Ter feito isso.
Existem quatro evangelhos em lugar de um, de modo a apresentar-nos um retrato de Cristo. Os quatro Evangelhos têm cada um uma individualidade que não pode ser anulada.
A unidade do tema, somada à sua diversidade é que os torna tão interessantes à mente e tão satisfatório ao coração.
Também podemos explicar a necessidade dos quatro evangelhos facilmente pelo fato de ter havido, nos tempos apostólicos, quatro classes representativas do povo: Judeus, Romanos, Gregos e a Igreja.
Cada um dos evangelistas escreveu para uma dessa classes, adaptando-se ao seu caráter, às suas necessidades e ideais.
Livro Povo Revelação Figura
Mateus Judeus O Filho de Deus Leão
Marcos Romanos O Servo Boi
Lucas Gregos Filho do homem Rosto de homem
João Igreja O Salvador Águia
Mateus Sabendo que os Judeus esperavam pela vinda do Messias, prometido no Velho Testamento, apresenta Jesus como o Messias o filho de Deus.
O leão era o símbolo da tribo de Judá, a tribo real. Em Mateus nosso Senhor é singularmente “o Leão da Tribo de Judá ”
João 3: 17 e eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.
Em Mateus, o evangelho do Rei, vê-se nos primeiros capítulos o Rei dos Judeus e por Fim o Rei soberano nos céus e na terra, enviando para exigir sua sujeição e homenagem.
Marcos Escreveu aos Romanos, um povo cujo ideal era o poder e o serviço, assim Marcos descreveu Cristo o Servo fiel.
O boi é o emblema do trabalho servil. Ele representava entre os antigos do oriente, o trabalho paciente e produtivo. A ênfase do livro se encontra num Cristo ativo, um Servo forte, mas humilde.
Em Marco, o evangelho do grande Servo de Deus, enfatizam-se os atos de Cristo, não as Suas palavras, Marcos conta a lida incansável do Servo de Jeová.
Lucas Escreveu a um povo culto, os Gregos, cujo objetivo era atingir a perfeição e assim chegar a ser deus, assim Lucas apresenta Cristo como o Filho do homem, perfeito em tudo e que chegou a ser Deus.
O homem é símbolo de inteligência, razão, emoção, vontade, conhecimento, amor.
Lucas 5: 24 Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados (disse ao paralítico), a ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa.
Em Lucas, o evangelho do Filho do homem, mostra-se o coração de Jesus em uma série de manifestações de Sua compaixão, ternura e amor.
João João ao escrever tinha em mente a Igreja, pois já fazia muitos anos que Cristo tinha sido crucificado e as verdades do Evangelho estavam sendo esquecida, por isso João, vendo as necessidades dos cristão de todas as nações apresenta as verdades mais profundas do Evangelho.
João 4: 42 e diziam à mulher: Já não é pela tua palavra que nós cremos; pois agora nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo.
Em João, o evangelho do Filho de Deus, vê-se como Jesus assemelha-se à natureza da águia que voa e nos leva às alturas da Sua divindade eterna. É o livro que nos revela o mistério de Ele ser com o Pai.

PARALELO SIGNIFICATIVO
Ezequiel 1: 10 E a forma dos seus rostos era como o rosto de homem; e à mão direita todos os quatro tinham o rosto de leão, e à mão esquerda todos os quatro tinham o rosto de boi; e também tinham todos os quatro o rosto de águia;
O Leão simboliza a soberania a força suprema, o homem a mais alta inteligência, o boi o serviço, a águia o celestial o divino.
Os quatro aspecto são necessários para transmitir toda a verdade. Como soberano Ele vem para reinar e governar. Como servo vem para servir e sofrer. Como Filho do Homem vem para participar e consolar. Como Filho de Deus vem para revelar e remir.
Maravilhosa fusão – soberania e humanidade; humildade e divindade.
OS SINÓTICOS E JOÃO
Sinótico: Que tem forma de sinopse; resumido. Os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas cobrem quase o mesmo terreno, apresentando apenas narrações dos fatos enquanto o registro de João, além de Ter sido escrito mais tarde do que os demais, trata em sua maior parte da matéria não mencionada por eles.
O evangelho de João é obra de um teólogo, que apresenta Jesus como o Cristo, o Filho de Deus.
AS PRINCIPAIS DOUTRINAS
Estamos apresentando as Doutrinas fundamentais contidas no Novo Testamento, através de um simples esboço, o estudo mais profundo será apresentado quando da matéria específica.
Doutrina de Deus
João 7 16 – 17 Respondeu-lhes Jesus: A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. Se alguém quiser fazer a vontade de Deus, há de saber se a doutrina é dele, ou se eu falo por mim mesmo
A Existência de Deus
A Natureza de Deus
Os Atributos de Deus
Doutrina de Cristo
Mateus 1: 18 Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, ela se achou ter concebido do Espírito Santo.
Natureza de Cristo
Os Ofícios de Cristo
A Obra de Cristo
Doutrina do Espírito Santo
Romanos 8: 11 E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo Jesus há de vivificar também os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.
A Natureza do Espírito Santo
O Espírito Santo no Antigo Testamento
O Espírito Santo em Cristo
O Espírito Santo no Cristão
Os Dons do Espírito
Doutrina dos Anjos
Hebreus 1: 13 – 14 Mas a qual dos anjos disse jamais: Assenta-te à minha direita até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés? Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor dos que hão de herdar a salvação?
Sua Natureza
Sua Classificação
Seu caráter
Sua Obra
Reino das trevas
Doutrina do Homem
Mateus 19: 4 Respondeu-lhe Jesus: Não tendes lido que o Criador os fez desde o princípio homem e mulher,
A Origem do Homem
A Natureza do Homem
A Imagem de Deus no Homem
Doutrina da Salvação
Romanos 3: 24 sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus,
A Natureza da Salvação
Justificação
Regeneração
Santificação
Doutrina da Igreja
Atos 11: 22 Chegou a notícia destas coisas aos ouvidos da igreja em Jerusalém; e enviaram Barnabé a Antioquia;
A Natureza da Igreja
A Fundação da Igreja
As Ordenanças da Igreja
A Organização da Igreja
Doutrina das Últimas Coisas
Mateus 24: 3 E estando ele sentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Declara-nos quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo.
Sinais da Vinda de Jesus
Arrebatamento da Igreja
Tribunal de Cristo
Bodas do Cordeiro
Grande tribulação
Milênio
Juízo do Trono Branco
OS ENSINOS DE JESUS
Os ensinamentos de Jesus fora fundamentado nas Escrituras do Velho Testamento. Mateus 4: 10 Então ordenou-lhe Jesus: Vai-te, Satanás; porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.
Os ensinos de Jesus Cristo revelam claramente que Ele era o Messias prometido. Seus ensinamentos eram inspirados por Deus por isso estão ainda hoje vivos em nossa memória.
Ele apresentava-se diante do povo, usava linguagem do povo. Ele usava as figuras conhecidas para ensinar as idéias corretas e desfazer as errôneas. O Centro dos ensinamentos de Jesus Cristo era a fé. A fé ensinada por Jesus, opera gloriosos resultados, vemos:
A Fé Opera Milagres Mateus 9: 2 E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Jesus, pois, vendo-lhes a [fé], disse ao paralítico: Tem ânimo, filho; perdoados são os teus pecados.
A Fé Promove Santificação Atos 26: 18 para lhes abrir os olhos a fim de que se convertam das trevas à luz, e do poder de Satanás a Deus, para que recebam remissão de pecados e herança entre aqueles que são santificados pela fé em mim.
A Fé Revela as Qualidades Romanos 1: 8 Primeiramente dou graças ao meu Deus, mediante Jesus Cristo, por todos vós, porque em todo o mundo é anunciada a vossa fé.
A Fé Garante Salvação Romanos 3: 26 para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e também justificador daquele que tem fé em Jesus
A fé é crer que Deus é fiel. Ela é a força que move a mão de Deus. A fé conduz o indivíduo em perfeita relação com Deus.
Jesus Cristo pregava o Evangelho do Reino, não um reino político ou material mas um reino espiritual e futuro. Jesus enfatizava o aspecto escatológico. Nos Seus ensinamento Jesus Cristo enfatizava que Sua morte e ressurreição era uma necessidade para salvação do ser humano. Por várias ocasiões Jesus Cristo ensinou esta Doutrina.
Lucas 19: 10 Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.
Marcos 10: 33 dizendo: Eis que subimos a Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas; e eles o condenarão à morte, e o entregarão aos gentios;
João 11: 25 Declarou-lhe Jesus: Eu sou a [ressurreição] e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá;
João 12: 47 E, se alguém ouvir as minhas palavras, e não as guardar, eu não o julgo; pois eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo.
Jesus ensinou que o homem na condição o seu destino é a perdição eterna. Mateus 16: 26.

TEOLOGIA DO APÓSTOLO JOÃO
João filho de Zebedeu e de Salomé, irmão menor de Tiago, foi um dos primeiros discípulos e ser escolhido pelo Senhor e o último a morrer, humilde e simples, conhecido com Apóstolo do Amor.
O centro, a base, o alicerce da teologia de João é a pessoa de Cristo. Ele introduz sua teologia apresentando três declarações que excedem o entendimento do ser humano.
João 1: 1 – 2 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus.
Este princípio é diferente de iniciar, começar, partida. Gênesis 1: 1 “No princípio criou Deus os céus e a terra” .
Este princípio é indefinido. É um tempo quando por um ato soberano Deus criou o universo.
João guiado pelo Espírito Santo nos conduz para além das eternidades passadas. Esta teologia é chamada de Cristocêntrica, porque para o apóstolo, Cristo é tudo. Não é uma teologia apenas da razão, é uma teologia do Espírito. A mensagem de João mostra que Deus pode ser conhecido em Jesus Cristo.
João 16: 13 Quando vier, porém, aquele, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas vindouras.
TEOLOGIA DO APÓSTOLO PEDRO
Pedro era um homem modesto, simples, pescador e observador, sincero e por natureza impulsivo, sempre falando, sempre ativo tomava a frente com facilidade,violento, instável etç…
Pedro dirigia-se aos cristãos dispersos pelas províncias da Ásia Menor, para confortar os que fieis que sofrem as perseguições em muitos lugares.
Lucas 22: 31 – 33 Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo; mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, fortalece teus irmãos. Respondeu-lhe Pedro: Senhor, estou pronto a ir contigo tanto para a prisão como para a morte.
Para edificação dos novos convertidos não somente dos judeus mas, também, entre os gentios. Para alertar aos cristãos sobre a falsas doutrinas que iam entrado nas igrejas.
O Conceito de Pedro sobre a Pessoa de Cristo
I Pedro 1: 3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,
Jesus é apresentado por Pedro como o Salvador cuja obra redentora foi consumada no gólgota.
Jesus é considerado a Pedra Viva e Preciosa para os crentes, e pedra de tropeço para os incrédulos, conforme descrito no capítulo 2: 4 – 10 da primeira epístola de Pedro. Jesus é o exemplo que devemos seguí-lo.
Jesus é fiel para com os seus; Ele voltará para recompensar a seus servos, I Pedro 5: 1 – 11.
Muitos dos seus ensinos ele aprendeu diretamente de Jesus Cristo:
ENSINOS DE JESUS ENSINOS DE PEDRO
Mateus 13: 17 Pois, em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não o viram; e ouvir o que ouvis, e não o ouviram. I Pedro 1: 10 Desta salvação inquiririam e indagaram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que para vós era destinada
João21: 15 Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu-lhe: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeirinhos. I Pedro 5: 2 Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, não por força, mas espontaneamente segundo a vontade de Deus; nem por torpe ganância, mas de boa vontade;
Lucas 22: 31 Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo; I Pedro 5: 8 Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar;

TEOLOGIA DO APÓSTOLO PAULO
Era da tribo de Benjamim, nativo da cidade de Tarso, tinha cidadania romana como direito de nascença, de família influencial, tinha herança judaica, grega e romana. Sua natureza era profundamente religiosa. Era homem educado em toda cultura secular.
No caminho de Damasco, numa intervenção divina, o Senhor se revela a ele. Assim passa a reconhecer que os cristão a quem perseguia pertenciam ao Senhor Jesus Cristo. Houve uma transformação instantânea.
Tema central de seus ensinamento é a Graça. Vejamos:
Efésios 2: 8 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus;
Romanos 3: 24 sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus,
I Coríntios 15: 10 Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus que está comigo.
Efésios 3: 8 A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar aos gentios as riquezas inescrutáveis de Cristo,
Paulo apresenta a Graça como uma atitude de Deus para com o homem, Ef. 2:7; uma obra em seu favor, tito 2: 11; um Dom concedido ao homem, Ef. 4: 7.
Gálatas 5: 16 Digo, porém: Andai pelo Espírito, e não haveis de cumprir a cobiça da carne.
Paulo ao referir-se em ” andai em espírito ” que dizer que devemos usar nossas qualidade para inclinar-se à Deus. No cristão a vida espiritual é o domínio das inclinações da carne. É o viver consciente no Espírito.
Sua teologia enfatiza o homem em seu estado completo. Corpo, Alma e Espírito.
I Tessalonicenses 5: 23 E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
II Pedro 2: 13 recebendo a paga da sua injustiça; pois que tais homens têm prazer em deleites à luz do dia; nódoas são eles e máculas, deleitando-se em suas dissimulações, quando se banqueteiam convosco;
II Coríntios 2: 3 E escrevi isto mesmo, para que, chegando, eu não tenha tristeza da parte dos que deveriam alegrar-me; confiando em vós todos, que a minha alegria é a de todos vós.
I Tessalonicenses 1: 6 E vós vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, tendo recebido a palavra em muita tribulação, com gozo do Espírito Santo.
Hebreus 4: 12 Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.
O Conceito de Paulo sobre o Pecado
Romanos 5: 21 Para que, assim como o pecado veio a reinar na morte, assim também viesse a reinar a graça pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor.
O pecado é uma realidade e Paulo o apresenta como uma herança de Adão.
Romanos 5: 12 Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram.
Adão fora criado para viver eternamente e continuaria nesta condição se não houvesse pecado. Toda a criação sofre por causa do pecado, este é universal e afeta toda natureza e não somente o homem.
Romanos 8: 19 – 22 Porque a criação aguarda com ardente expectativa a revelação dos filhos de Deus. Porquanto a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que também a própria criação há de ser liberta do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, conjuntamente, geme e está com dores de parto até agora;
O Conceito de Paulo sobre a Pessoa de Cristo
Cristo foi o tema central da pregação de Paulo, a morte foi para que os nossos pecados fossem apagados e consequentemente as nossas almas resgatadas e alcançarmos a reconciliação com Deus.
No ensinamento de Paulo abrange também a vinda do Senhor. Ele destaca essa vinda em duas fases, para arrebatar a Igreja onde não será visto pelo mundo incrédulo e Jesus vindo em glória para implantar o milênio aqui na terra esta vinda será visível a todo olho:
Para arrebatar a Igreja. I Cor. 15: 50 – 52; I Tes. 4: 16 – 17
Para implantar o milênio. Mat. 24: 29 – 30, II Tes. 1: 7
O Conceito de Paulo sobre o Espírito Santo
A Ação do espírito Santo no ministério do apóstolo era real. Paulo nos orienta a termos uma vida totalmente voltada para a submissão ao Espírito Santo.
A santificação, o crescimento na graça são fruto do viver no Espírito. O Espírito Santo é Deus operando no aperfeiçoamento do Corpo de Cristo, a Igreja. A Igreja aparece como corpo onde Cristo é a cabeça.

TEOLOGIA NA EPÍSTOLA AOS HEBREUS
A Superioridade de Cristo
A fim de impedir seus leitores de retornarem ao judaísmo, o autor ressalta a superioridade de Cristo, especialmente em relação a várias características do judaísmo originadas do Antigo Testamento. O tema é a superioridade de Cristo, um tema reiterado por toda a obra, mediante exortações para que seus leitores não apostatassem da fé cristã.

Cristo é superior aos profetas do Antigo Testamento, o herdeiro do universo, o criador, o reflexo exato da natureza divina, o sustentador da vida, o purificador dos pecados, o Ser exaltado e, por conseguinte, a última e mais excelente palavra de Deus ao homem (vide 1:1-3a).
Cristo também é superior aos anjos, porque Cristo é o Filho divino e criador eterno, mas os anjos são apenas servos e seres criados (vide l:3b – 2:18). Era mister que Ele se tivesse tornado um ser humano a fim de estar qualificado como aquele que, por Sua morte, pudesse elevar o homem.
Cristo é superior a Arão e seus sucessores no ofício sumo sacerdotal. O autor da epístola aos Hebreus primeiramente destaca dois pontos de semelhança entre os sacerdotes arônicos e Jesus Cristo:
1- À semelhança de Arão, Cristo foi divinamente nomeado ao sumo sacerdócio, e
2- ao compartilhar de nossa experiência humana, Cristo adquiriu por nós uma simpatia pelo menos igual àquela de Arão.
Os itens frisados da superioridade de Cristo sobre Arão são:
1 Cristo se tornou sacerdote em virtude de um juramento divino, mas não assim com os aronitas,
2 Cristo é eterno, ao passo que os aronitas morriam e tinham de ser substituídos;
3 Cristo é impecável, ao passo que os aronitas não o eram;
4 As funções sacerdotais de Cristo envolvem as realidades celestiais, mas as dos aronitas dizem respeito somente a símbolos terrrenos;
5 Cristo ofereceu-se a Si mesmo voluntariamente como um sacrifício que jamais precisará ser repetido, ao passo que as repetitivas ofertas de animais desmascaram a sua ineficácia, pois animais inferiores não podem tirar os nossos pecados; e
6 O próprio Antigo Testamento, escrito durante o período do sacerdócio arônico, predizia que sobreviria uma nova aliança, que tornaria obsoleto ao antigo pacto, segundo o qual funcionava o sacerdócio arônico.
Exortações Finais
A epístola aos Hebreus, encoraja os seus leitores a uma contínua perseverança, citando, como exemplos, os heróis da fé do Antigo Testamento, e, finalmente, citando a pessoa de Jesus como o mais extraordinário exemplo de paciente perseverança sob os sofrimentos, após o que recebeu o seu galardão
Em conclusão, o escritor sagrado exorta os seus leitores ao amor mútuo, à hospitalidade (especialmente necessária naqueles dias, para os pregadores itinerantes), à simpatia, ao uso saudável e moral do sexo, dentro do matrimônio, evitar a avareza, à imitação dos líderes eclesiásticos, evitar os ensinamentos distorcidos, à aceitação conformada diante da perseguição, às ações de graças, à generosidade e à oração. Ler Hebreus 10:19 – 13.25.

TEOLOGIA DE TIAGO
Tiago, líder da Igreja de Jerusalém e irmão do Senhor Jesus Cristo e não o apóstolo. Embora não fosse crente em Jesus, durante o ministério público do Senhor. Tiago foi testemunha do Cristo ressurreto.
I Coríntios 15: 5 – 7 que apareceu a Cefas, e depois aos doze; depois apareceu a mais de quinhentos irmãos duma vez, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormiram; depois apareceu a Tiago, então a todos os apóstolos.
A epístola de Tiago é o livro prático do Novo Testamento, como Provérbios o é do Antigo. De fato, suas declarações francas e concisas de verdades morais têm semelhança notável com Provérbios.
Ela contém muito poucas instruções doutrinárias; o seu propósito principal é pôr em relevo o aspecto religioso da verdade.
Tiago escreveu a certa classe de judeus cristãos na qual se manifestava uma tendência de separar a fé das obras. Pretendiam ter a fé, mas existia entre eles impaciência sob provação, contendas, acepção de pessoas, difamações e mundanismo.
Tiago explica que uma fé que não produz santidade de vida é coisa morta. Salienta a necessidade de uma fé viva e eficaz para obter a perfeição cristã.

Não há qualquer conflito entre a Teologia de Paulo e a de Tiago. Paulo falo do aspecto espiritual e Tiago o prático. As obras para Tiago expressam a fé.
Efésios 2: 8 – 9 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie.
Tiago 2: 14,17 Que proveito há, meus irmãos se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura essa fé pode salvá-lo? Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma.
A epístola de Tiago encontrou algumas dificuldades para adquirir lugar no cânom do Novo Testamento. Vejamos:
1 A brevidade da epístola, sua natureza prática e não doutrinária.
2 Fato de Tiago não ser um dos Apóstolos.
3 A incerteza da identidade de Tiago.
4 A aparente contradição com a doutrina paulina da fé

TEOLOGIA NA EPÍSTOLO DE JUDAS
Judas se identifica como o irmão de Tiago. Dessa maneira, também era irmão de Jesus, mas, por modéstia, descreveu a si mesmo como um ” servo de Jesus Cristo ”
Judas tinha tencionado escrever um tratado doutrinário, mas a infiltração da Igreja por parte de falsos mestres o compelira a alterar a natureza de sua epístola para uma exortação em defesa da verdade do evangelho.
Enfatiza a fé e o Dom de Deus. O Espírito Santo como fonte de vida e poder para o crente, e uma vida de santidade como dever de cada filho de Deus; e Cristo como juiz.
Judas 6 aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, ele os tem reservado em prisões eternas na escuridão para o juízo do grande dia,
” Anjos que caíram ” Quem são estes personagens? Os anjos que pecaram com Lúcifer. Estes encontraram-se em algemas eternas. O lugar preparado para o Diabo e seus anjos.
A carta foi escrita para exortar e animar os crentes a batalharem pela fé. Lembrando-lhes os castigos recebidos pelos ímpios no passado.
Os abusos no campo da fé serão castigados como ocorreu com os anjos que caíram. A santificação do crente é um dever.

TEOLOGIA NO APOCALIPSE
O Apocalipse é uma mensagem que alcança todos os tempos. Embora tenha uma mensagem para o presente, o seu alcance penetra até o estado eterno.
Os sete candeeiros são as sete igrejas locais, mas com características futuras simbolizam as Igrejas de todos os tempos. As sete estrelas são os sete anjos ou mensageiros destas igrejas.
No termino de cada mensagem as Igrejas há uma exortação da parte do Espírito Santo. Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz as Igrejas.
A Pessoa de Cristo no Apocalipse
Jesus depois de consumar seu ministério terreno, apresenta-se nesta revelação como O Rei do Universo, Juiz que executará a sua missão neste mundo e no reino espiritual ma1dade. No reino das trevas de satanás.
A humanidade sem Cristo passará pelo vale escuro da tribulação. Os que lhe pertencem sairão redimidos e viverão na Pátria Celestial, com Cristo por toda a eternidade.
Jesus Cristo em sua revelação entre as Igrejas e o envio de mensagens a estas Igrejas, identifica – SE como o Príncipe dos reis da terra diante do qual todo joe1ho se dobrara. O Primogênito dos mortos, a Fiel Testemunha e Àquele que nos ama. Ele revela a grande tribulação que há de envo1ver a terra antes do Seu reino milenar.
Ele revela o estado eterno e a nova Jerusalém. Jesus é o Herdeiro do Trono conforme as Escrituras. A vitória mencionada é incontestável.
A Bíblia em seus primeiros capítulos fala-nos da criação do homem, da sua queda e do pecado. Enquanto O Criador anunciava os castigos que deviam envolver Satanás e o homem, prometeu um Redentor Vitorioso que restauraria todas as coisas. À trajetória do Apocalipse revela-nos a redenção e a glória dos remidos.

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